Ciência e Tecnologia

Retrato de Miguel Duarte

Foi anunciada a primeira demonstração bem sucedida, e viável económicamente, ao nível da captura de Carbono da atmosfera. Com este tipo de tecnologias em estudo há alguns anos, será possível um dia extrair o Carbono da atmosfera e colocá-lo em locais onde não provoque efeito de estufa.

De uma forma pragmática, seria possível resolver com este tipo de tecnologias de uma forma muito mais eficaz e rápida, a questão do efeito de estufa, pois uma só máquina destas é capaz de absorver varias vezes mais Carbono que por exemplo um gerador eólico poupa em termos de emissões. Com a vantagem adicional que pode ser usada em qualquer lugar do mundo, ou seja, podemos retirar na Europa, se assim entendermos, o excesso de Carbono produzido pela China (que está em vias de se tornar o maior emissor mundial de Carbono nos próximos meses).

Fonte: Physorg.org

Retrato de Miguel Duarte

Foi hoje anunciada a descoberta de um novo planeta, numa estrela que não o Sol, com capacidade para suportar vida. A temperatura nesse planeta deve andar entre os 0º e os 40º, o que permite água em estado líquido e o planeta é aproxidamente 1,5x maior que a nosssa Terra. De salientar que parte dos membros da equipa que descobriram este planeta são portugueses.

Fonte: BBC Focus

http://www.clickatell.com/downloads/Clickatell_cidb_casestudy.pdf

"By utilizing this low-cost, readily understood medium, government can both communicate vital messages to its citizens – such as
registration dates for elections, locations for child vaccinations or notification of a successful social grant registration – as well as potentially engage in interactive dialogue.
A successful example of this is the collaboration between Clickatell and the Office of the Premier of the Limpopo Provincial Government. What started as an SMS marketing campaign for one of its publications
going out to some 60,000 readers has swiftly evolved into a full-blown communication medium that is able to convey key messages from the Premier direct to citizens, thereby bringing the province’s
leadership far closer to its people."

Com as devidas desculpas a quem não entender inglês, o texto refere como a colaboração entre o governo da província sul-africana de Limpopo e uma empresa de serviços SMS (Clickatell) permite aproximar o poder daqueles que são a sua fonte de legitimidade.

Somando este exemplo ao das Filipinas, Espanha, etc
(http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,501040712-660984,00.html)
podemos ir imaginando um mundo onde as novas tecnologias, ao aumentarem a capacidade de acção e de acesso à informação do cidadão comum, permitam equilibrar a balança do poder a seu favor. Quem sabe, novas formas de conceber a democracia.
(mobile) Power To the People!

Retrato de Miguel Duarte

Que tal ter energia solar durante os próximos 25 anos ao custo actual da energia eléctrica, ficando protegido do provável aumento da electricidade devido ao aumento dos custos do petróleo?

A Citizenre acaba de propor isso mesmo nos EUA.

Retrato de Filipe Melo Sousa

A Microsoft deverá anunciar hoje o lançamento de uma biblioteca digital, a Live Book Search que vai disponibilizar aos leitores largas dezenas de milhares de livros cujos direitos de autor tenham já prescrito. A notícia à primeira leitura não transparece nada de novo, uma vez que já é possível encontrar várias obras, e não apenas as de partilha livre, em qualquer programa de partilha de ficheiros online.

A novidade reside no facto de a Microsoft lançar este serviço em colaboração com a British Library e várias universidades Americanas e Canadianas, colocando à disposição obras que já não constam do top nos rankings de procura.

O propósito? Evidentemente concorrenciar o Google Book Search já no ar desde 2004, serviço este que em primeira instância tinha colocado à disposição qualquer tipo de obra, protegido ou não por direitos de autor. Deve de retroceder após conflitos legais com as editoras.

Continua portanto acesa a discussão relativa aos direitos de autor e do modo como estes entram em conflito com a liberdade de expressão na rede mundial. Se na verdade a informação, mesmo quando protegida, está à distância de um clique, paira a ameaça sobre os leitores cujo único delito é entrarem e folhear um livro online, tal como se faz em qualque livraria. A única diferença é que podem estar na livraria e folhear a toda a hora no conforto das suas casas. Afinal a informação é apenas isso - informação. Não se trata de um produto tangível. Nem um ficheiro de 200Kb poderá alguma vez ser um produto tangível, e a sua partilha alguma vez será proibida.

Um apelo: free the information!

Retrato de Miguel Duarte

O nosso governo tem como bandeira a inovação, no fundo é mais uma paixão de adolescente, tal como foi a de António Guterres pela Educação. Tal como a primeira, a segunda também se vai desvanecendo e não nos está a levar a lado nenhum.

Segundo o Diário Económico de hoje, Portugal está em 18º lugar num índice de inovação calculado pela União Europeia. Isto só por si não diz nada sobre o trabalho do governo, até porque em 2005 Sócrates não teve claramente tempo para colocar em prática o quer que seja.

O que envergonha verdadeiramente Sócrates são os comentários da Direcção-Geral das Empresas e Indústria (organismo europeu), que descreve assim a inovação em Portugal:

  • ...quadro geral desolador. As melhorias têm sido limitadas e nalgumas áreas Portugal está a perder terreno;
  • ...os maiores desafios de governação continuam por responder;
  • Qualquer "melhoria do sistema enfrenta agora séries ameaças, associadas às dificuldades na promoção de uma visão de futuro e na mobilização dos actores em redor dessa visão, bem como a uma consistência insuficiente e ao ziguezague político"
  • "as limitações orçamentais e o poder de interesses protegidos actuam como barreiras à mudança";

E descreve assim o Plano Tecnológico de José Sócrates:

  • "ausência de uma política formal de inovação com um enfoque sistémico";
  • "falta de coordenação na política de inovação";
  • "inconsistência entre política científica e das empresas";
  • "falta de envolvimento e pressão por parte de actores decisivos para reforçar a inovação";
  • "baixa capacidade de governação ao nível regional por causa da centralização administrativa";
  • "é preciso uma muito maior persistência e políticas de prevenção ou antecipação".

A acreditar nestes comentários dos serviços do comissário Gunter Verheugen (um liberal de esquerda que faz parte do SPD), as paixões do nosso governo não estão claramente a receber a atenção que mereciam.

Muito sinceramente, considero que a investigação aplicada, a principal responsável pela inovação no curto prazo, é responsabilidade essencialmente das empresas, tal como o são a inovação ao nível dos processos de negócio ou do lançamento de novos produtos que sejam a aplicação de tecnologias já desenvolvidas. Muitas vezes, a intervenção do Estado na área da inovação empresarial, estorva mais do que ajuda, ao distrair as empresas com investimentos muitas vezes não rentáveis, em vez de concentrar as suas atenções em inovações que poderiam dar frutos para a nossa economia.

Se o governo quer que exista mais inovação em Portugal, o que tem que fazer, é garantir que existe um elevado grau de competição nos nossos mercados, por forma a que as empresas tenham que investir em investigação e desenvolvimento para alcançar vantagens competitivas. Ou seja, o oposto do que tem sido feito até ao momento (por este e outros governos), em sectores como a banca, a energia ou as telecomunicações.

Se queremos ver um exemplo prático do que eu digo a funcionar, olhe-se para o nosso sector têxtil. As más empresas, que não inovam e só funcionam devido à mão-de-obra barata, estão a fechar. Mas existem também inúmeros casos de empresas que estão a ter sucesso no mercado, pois investiram (muitas vezes desenvolvidas por elas) em novas tecnologias e lançaram no mercado produtos com design (que também é inovação).

A educação também é outra factor que pode ser muito positivo para a inovação. Indivíduos com mais elevados níveis de educação, terão necessariamente de um modo geral uma maior capacidade para ver mais além do que o simples copiar o que os outros fazem e acrescentar algo de novo ao processo produtivo.

Finalmente, e isto é também uma tarefa do mercado, que pode quanto muito ser ajudado por impostos baixos e legislação flexível, para haver inovação é necessária a existência de capital de risco que invista em áreas novas, necessariamente arriscadas, mas cujo potencial de rentabilidade é elevadíssimo no longo prazo. Portugal não tem neste momento se e concentrar em batalhas já perdidas, mas em preparar-se para as batalhas do amanhã, desenvolvendo empresas em mercados emergentes, onde temos possibilidade (como qualquer outro país) para sermos líderes mundiais.

O que é que o Choque Tecnológico tem a ver com a OPA sobre a SONAE?

Quando começam a surgir notícias nos jornais de referência a preparar/oscultar a opinião pública para a decisão sobre a pretendida fusão entre a Optimus e a TMN, enquadrada na OPA da SONAE sobre a PT parece boa altura para chamar a atenção sobre alguns pontos "laterais".

A concentração do primeiro e terceiro operador não deveria ser rejeitada pelo regulador apenas pela diminuição da concorrência na oferta de serviços de telecomunicações móveis (como se isto não bastasse perguntam alguns). A concentração vai implicar uma concentração tambem na compra de serviços e soluções móveis a pequenas e médias empresas especializadas nesta área.

Os chavões "sectores de futuro", de "elevada produtividade", "competitividade", "valor acrescentado", "orientados para o mercado global" aplicam-se a este subsector de desenvolvimento de software onde as empresas Portuguesas se encontram na linha da frente a nível global. As empresas de telecomunicações móveis portuguesas estão de facto no pelotão da frente da Europa, empurradas pela concorrência interna, lutam pelo estatuto de "mais inovadora", e este estado de coisas fomentou ao longo dos anos o desenvolvimento de redes de pequenas empresas especilizadas e com capacidade de exportação de conhecimentos, real capacidade de internacionalização. Sem subsídios do estado, sem favorecimentos, apenas com a ajuda da saudável concorrência de mercado.

É por estas e por outras que quando o governo fala de choque tecnológico, de facto quer dizer distribuição discricionária de dinheiro público. Se existisse interesse de facto em promover a inovação, promoviam sim a concorrência. Até lá a inovação que mais promovem é à da caça ao subsídio, e nessa área de conhecimento já temos das melhores empresas da europa, não são necessários plano adicionais.

No jantar liberal de Sábado, houve algumas discussões em torno do conceito de PRT - Personal Rapid Transit, tendo eu ficado em de enviar mais links e informações a várias pessoas. Em vez de o fazer por mail, escrevo aqui pois beneficiará certamente mais alguns.
prt
O PRT, também chamado "transporte público individual" é um conceito que vem desde os anos 70, que pode (há-de, creio) revolucionar os ambientes urbanos, trazendo maior mobilidade, contribuindo para não só para a independência do petróleo mas também para uma redução do consumo de energia, redução da poluição do ar e sonora e para uma enorme melhoria da qualidade de vida nas cidades.

Quando falamos de PRT falamos de uma rede de veículos de 2 pessoas (3 no máximo), estações abertas 24h/dia sempre com veículos disponíveis, transporte directo ao destino (sem parar noutras estações), velocidades simpáticas (70-160 km/h), tipicamente em monocarril ou levitação magnética.

Várias foram as tentativas nos últimos 30 anos, mas problemas vários assombraram a implantação no terreno da tecnologia. Desde instabilidades políticas que comprometeram alguns projectos até erros crassos de concepção que fizeram os custos escalar. De qualquer maneira o conceito já foi dado como exequível por várias comissões de peritos e já há implementações em reduzida escala e alguns projectos maiores prontos para arrancar.

Agora aos links, que eles têm lá conteúdo bem melhor do que eu posso reproduzir aqui. Eis alguns:

Advanced Transit Association

Uma associação dedicada ao esforço colectivo para o aprofundamento dos vários projectos e implementações de PRT. Talvez não seja a mais céptica das fontes ;-) , mas ainda assim vale a pena mencioná-la, quanto mais não seja pelos estudos que lá tem.

Personal Rapid Transit quicklinks

Uma colecção de links importante.

Flyway

O site do organismo público Sueco encarregado do desenvolvimento do sistema Flyway. Um manancial de informação sobre PRT, bem esmiuçado e isento, bem para além das especificidades particulares do projecto.

Skytran

O meu preferido. Talvez o mais ambicioso, mas de todos os que vi, aquele que me parece resolver melhor os vários tradeoffs entre os imensos parâmetros que esta complexa tecnologia acarreta.

en.wikipedia.org/wiki/Inductrack
Um artigo sobre a tecnologia Inductrack

Inductrack é uma tecnologia de levitação magnética passiva, que em vez de utilizar ímanes super-condutores arrefecidos a nitrogénio activados externamente, usa ímanes vulgares numa configuração tal que é o próprio veículo que induz a corrente que o fará levitar. Esta "pescadinha de rabo na boca" implica um arrasto tanto menor quanto maior for a velocidade, a troco do qual se consegue a levitação do veículo, com custos de instalação, manutenção e operação muito menores comparativamente a outras tecnologias.

Julgo que isto já será o suficiente, pelo menos por agora. Qualquer dúvida, ideia, contribuição, não hesitem fazer uso dos comentários.

Retrato de Miguel Duarte

Creative processa Apple (fonte)

Apple processa Creative (fonte)

Ambas perdem tempo e dinheiro, os consumidores pagam os custo. Em termos práticos, provavelmente, ambas continuarão a fazer a mesma coisa no futuro, pois os processos vão-se anular mutuamente.

Se a que processa não tivesse produtos, conseguiria extorquir uma elevada soma à Apple sem fazer exactamente nada por isso (pois os menus dos sistemas não são propriamente grandes inovações).

Se a processada fosse uma pequena empresa sem dinheiro para grandes advogados e tribunais ou alguém a desenvolver software open source, teria que se render. Ficando prejudicada a empresa, os consumidores e a inovação.

Retrato de Miguel Duarte

A Electronic Frontier Foundation (EFF) acusou a AT&T de passar toda a informação Internet que passa pelas suas redes para a NSA (National Security Agency). Fonte: CNET

Ou seja, a ser verdade, tudo o que muitos americanos faziam na Internet (e provavelmente não americanos), passava direitinho por uma das agências de segurança governamentais. Quanto digo tudo, é tudo mesmo, emails, pesquisas na net, fotografias, chats, tudo o que possam imaginar. Não bastava isto ser mau, tudo às escondidas e contra a lei americana.

Será que isto não é suficiente para mandar o actual presidente abaixo? Para mim isto deveria ser suficiente para colocar muita gente, inclusivamente o presidente se tinha conhecimento do que se passava, na prisão.