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Retrato de Miguel Duarte

Um grupo de cidadãos de Lisboa está a organizar um protesto contra a lapidação e a pena de morte, apelando pela vida da iraniana Sakineh Ashtiani, inserido no movimento global "100 cidades contra a barbárie".

Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, viúva, dois filhos, condenada à morte na República Islâmica do Irão. Condenada à morte pela República Islâmica do Irão. Condenada à morte por viver numa República Islâmica, com base nisso a que se dá o nome de “lei islâmica” e que na declinação iraniana decreta que as mulheres acusadas de relações sexuais “fora do casamento” devem ser lapidadas. Mortas à pedrada. Com pedras do tamanho certo para que a morte seja lenta e atroz, para que a mulher enterrada até ao rosto possa sobreviver a dezenas de golpes enquanto à sua volta a turba faz pontaria e se congratula com “a vontade de deus”.

Mais de uma centena de pessoas foram assim executadas no Irão nos últimos anos, quase todas mulheres, quase todas por “adultério”. Há pelo menos 15 neste momento a aguardar execução. A outras foi à última hora comutada a pena, de lapidação para enforcamento. Houve alegações nesse sentido por parte das autoridades iranianas: esta mulher iria afinal ser enforcada. A morte, menos atroz, menos bárbara. Mas a morte.

Quarta-feira, 25, o tribunal reuniu mas parece não ter chegado a uma conclusão. Entretanto, as agências de direitos humanos denunciam que nos últimos meses houve centenas de enforcamentos no Irão e que estão milhares de pessoas no corredor da morte. Pelo menos 135 são menores. Os crimes em causa vão do homicídio à homossexualidade, mas também presos políticos têm sido executados. Em Dezembro de 2009, o Irão opôs-se a uma resolução da Assembleia da ONU que propunha a suspensão das execuções.

Sim, morre muita gente todos os dias. Morre muita gente executada, muita gente torturada, e não só no Irão. Gente condenada por regimes iníquos a nem sequer ter nome num túmulo. Gente cujo rosto nunca veremos, nunca fará cartazes, nunca povoará manifestações à volta do mundo. Sim, é assim. Tantas as tragédias, tantas as vidas à mercê, tanto o terror, a injustiça, a barbárie, tantas as celas escuras onde se tortura e mata, tantos os gritos e as lágrimas e as súplicas de que nunca saberemos e de que talvez não queiramos saber, tanto tanto por fazer, por acudir e nós sem sabermos como.

Sim, precisamos talvez de uma ocasião assim, de uma causa assim, de um nome e um rosto para nos sentirmos justos e capazes, para sentir que não somos indiferentes. Precisamos de Sakineh como ela de nós.

Precisamos de te dizer isto, Sakineh: que, dependa de nós, e a nossa voz, o nosso não, a nossa fúria, a nossa vontade e exigência moverão as montanhas que nos separam e os poderes que te condenaram, moverão até os deuses, se deuses houver para mover.  

Vamos fazer de Lisboa uma das 103 cidades que no sábado, 28 de Agosto, da Austrália à Finlândia, do Brasil ao Iraque, da Turquia à Índia, se unem em resposta ao apelo do International Committee Against Execution, num protesto global contra a lapidação e a pena de morte, e apelando pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani. É às 18 horas, no Largo Camões. Contamos todos.

Retrato de Miguel Duarte

O quê

Na próxima 4ª feira, dia 28 de Julho, pelas 20:30, teremos como convidado António Eloy, vereador suplente dos Cidadãos por Lisboa, que nos virá dar a sua visão como observador privilegiado, mas a título pessoal, sobre a presente governação em Lisboa, com especial enfoque nos temas ambientais.

António Eloy tem desenvolvido a sua actividade profissional como consultor na área do Ambiente e Energia.

Como activista envolveu-se em diversas organizações ambientalistas, de direitos humanos e políticas e como editor, autor ou co-autor deu o seu contributo para 20 livros na área da Cultura, Ambiente e Sustentabilidade.

A nível político foi vereador suplente na CML de 1985 a 1989, deputado municipal em Barrancos de 2001 a 2005 e assistente no Parlamento Europeu do Partido Radical Italiano em 1985 (com Ema Bonnino e Marco Panela). Actualmente é membro destacado dos Cidadãos por Lisboa.

Onde

Café Fábulas, Calçada Nova de São Francisco, 14 (no 1º andar) 1200 Lisboa

O local permite que se tomem refeições ligeiras pelo que quem desejar jantar durante o evento poderá fazê-lo.

Inscrições

Por forma a planear melhor o evento agradecíamos que confirmasse a sua presença em lisboa.liberal-social.org.

O próximo encontro Liberal Social ocorre já na próxima quinta-feira, em Lisboa.

Será uma Tertúlia sobre Desenvolvimento Económico no Longo Prazo e a apresentação será feita por Luís Vaz Silva, Economista, ex-professor assistente na University College Dublin e actual professor no ISLA.

Mais Informções e Inscrições em http://lisboa.liberal-social.org

Irá decorrer no próximo dia 16 de Abril, quinta-feira, mais um Encontro Liberal Social (o 17º!). O tema do evento é:

Proposta: Portugal Economia Neutra em Carbono em 2025?

Hora: 20:00

Localização:
Kaffeehaus
Rua Anchieta, 3
Chiado

Orador: André Marquet

André Marquet trabalha como gestor de produto para a Wit-Sofware, tendo antes trabalhado como arquitecto de sistemas na Nokia Siemens Network. Tem um mestrado em sistemas de informação e telecomunicação concluído no ISCTE em 208 e uma licenciatura em Engenharia de Sistemas da mesma universidade.
Presentemente está envolvido em vários projectos que pretendem apresentar propostas de orientação estratégia a longo prazo de Portugal.
Após uma apresentação de cerca de 30 minutos, o debate será aberto à participação de todos os presentes.
Se está interessado em estar presente, por favor confirme a sua participação no meetup.com, por forma a que possamos reservar o número de mesas adequado ao evento. O link directo para a página de confirmações é o abaixo:

http://www.meetup.com/liberalismo-lisboa/pt/calendar/9990889

A Direcção do MLS vem por este meio convidar todos os membros e simpatizantes a estarem presentes no Jantar Liberal de Natal que terá lugar no próximo dia 19 de Dezembro por volta das 20.30 em Lisboa, em local a designar (dependente do número de inscrições).

Queremos que este evento seja a maior reunião de membros e simpatizantes do MLS de sempre, pelo que é importante a presença de todos.

Faça já a sua inscrição até ao dia 12 de Dezembro através do seguinte e-mail: andre.escorcio@liberal-social.org

Para todos aqueles que são do Porto e querem conhecer o MLS, este vai ser o momento para isso. Mesmo que não possam ir a este encontro, registem-se, pois os encontros deverão passar a ser mensais e assim serão avisados.


O Movimento Liberal Social defendeu – no final da sua VI Assembleia Geral, que decorreu durante o fim-de-semana em Sintra – o fim do IRC, um imposto considerado injusto e destruidor de empregos. Para Miguel Duarte, presidente do MLS, este imposto não é mais que uma dupla tributação sobre os empreendedores e investidores: o IRC tributa os lucros das empresas, e mais tarde, o que sobra desses lucros e é distribuído sob a forma de dividendos é tributado novamente em sede de IRS. Segundo o dirigente «hoje uma grande percentagem de portugueses investem em acções e em fundos de investimento e de pensões, sendo por isso injustamente afectados por esta dupla tributação, acabando o IRC por ser também destruidor de empregos ao prejudicar a competitividade da economia nacional face a outros países». O MLS propõe assim a eliminação progressiva do IRC, medida que irá criar mais empregos e aumentar o investimento, compensando por essa via a diminuição da carga fiscal.

Além da tomada de posição sobre o fim do IRC, o MLS aprovou durante a sua VI Assembleia Geral mais 10 moções, entre as quais se destacam as posições assumidas sobre uma nova lei eleitoral para a Assembleia da República, a corrupção e as liberdades religiosas.

Na temática do novo sistema eleitoral para a Assembleia da República, foi proposta a criação de um sistema misto com um círculo nacional único de grande dimensão e círculos uninominais, o que permitirá reduzir o número de deputados e aumentar a proporcionalidade, medida que ao contrário do que defende as propostas dos maiores partidos representados na Assembleia, em criar círculos uninominais, que levarão ao desaparecimento dos partidos de média e pequena dimensão, irá aproximar os deputados dos cidadãos, e manter a representatividade de pequenos partidos na Assembleia.

Ao nível da Corrupção, foi defendido que é necessário garantir a independência funcional efectiva dos titulares dos órgãos de justiça. Sendo também necessário melhorar a especialização dos juízes portugueses, bem como dos diferentes peritos que trabalham no combate à corrupção além de serem revistas as leis que mais originam casos de corrupção. O MLS defende ainda que deverão existir penas especialmente elevadas para crimes de “grande corrupção”. Um político ou alguém que ocupe um cargo importante na hierarquia do Estado deve dar o exemplo pela positiva e não pela negativa.

A moção sobre Liberdades Religiosas defendeu, por sua vez, que a neutralidade do Estado relativamente a todas as religiões é fundamental. O Estado não deverá financiar as actividades de qualquer religião, nem deverá reconhecer, nem deixar de reconhecer, oficialmente, qualquer religião ou grupo religioso.

O MLS convida-o a si e aos seus amigos e colegas, para a conferência que está a organizar subordinada ao tema "O impacto psicológico do aborto na mulher e na família", a realizar na livraria Almedina, Saldanha, no dia 2 de Fevereiro, próxima sexta-feira, às 19:30.

Na proximidade do referendo sobre a despenalização da IVG até às dez semanas, os argumentos dividem-se entre os que votam sim e os que optam pelo não. Nesta conferência, o que se pretende é reflectir sobre as implicações de um aborto na Psique da mulher e da família. Para analisar e debater questões como o alegado sindroma pós-aborto, tão referido noutros debates, convidamos dois psicólogos e uma neuro-bióloga.

Morada:

Atrium Saldanha
Praça Duque de Saldanha, 1
Loja 71, 2º Piso

Participantes:

Inês Branco (Moderadora)
Cecilia Costa (Psicóloga e manatária do movimento "Médicos pela escolha")
Victor Cláudio (Psicólogo e docente universitário no ISPA)
Raquel Baptista Dias (Neuro-bióloga)

O MLS vai realizar um evento no próximo Sábado dedicado à questão do financiamento da Saúde.

O programa iniciar-se-á com uma passagem de dois documentários: Dead Meat (sistema de saúde Canadiano) e 60 Minutos - Is the Price Right (sistema de saúde Norte Americano). Posteriormente aos documentários, iremos debater as questões apresentadas, em termos de financiamento do sistema de saúde.

O evento realizar-se-á no Sábado, 4 de Novembro, pelas 20:00, na Rua do jardim do Tabaco, 110, 3º andar (próximo de Santa Apolónia). O custo de participação é de 3€ + participação no custo do jantar a encomendar.

Qualquer questão adicional deve ser colocada para Miguel Duarte, pelo 96 6075 978.