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UM PEQUENO EXEMPLO
Imaginemos que na Sociedade A aparece um empreendedor estrangeiro que tenta montar um negócio. Olhando para a mão-de-obra existente verifica que existem 5 pessoas com experiência em massagens e uma pessoa qualificada em gerir e coordenar equipas de massagistas. “Perfeito!” pensa ele. Ele sabe que as pessoas na Sociedade B estão mortinhas por massagens e que conseguirá vender todas as horas de massagens que tiver disponível.
Ele investiga as condições na sociedade A e verifica que:
- As condições mínimas de sobrevivência para uma pessoa custam 950,00 semanais (comida, habitação, etc...);
- As pessoas entre 950,00 Eur e 1.000,00 Eur poupam e só aí é que começam a ter gastos com algo que não seja essencial à sua subsistência imediata.
- Na sociedade A não existe Estado nem impostos, e obviamente não existem serviços do Estado;
O empreendedor negoceia então os contratos de trabalho. Começa com os massagistas e depois de algumas rondas de negociação, e como existem vários, lá consegue chegar a acordo para pagar 1.000,00 Eur semanais por 40 horas de trabalho (ou seja 25 eur/hora). Passa então para a negociação com o coordenador de equipa, mas como existe apenas 1, o mesmo afirma que apenas trabalha por 2.500,00 Eur semanais por 40 horas de trabalho.
Faz então o seu plano de negócios, e como não é muito ganancioso, resolve colocar como preço de venda o valor de 41,25 Eur por cada hora de massagem.
Ora nesta sociedade, como não existe estado também não existe Serviço Nacional de Saúde. O seguro de saúde custa 12,50 Eur semanais, e quem não tem seguro de saúde perde em média 2 horas de trabalho por semana por motivos de doença. E como não existe legislação laboral só se pagam as horas efectivamente trabalhadas, pelo que faltas por motivo de doença são descontadas no ordenado. Ou seja nesta sociedade apenas o coordenador tem capacidade de ter um seguro de saúde.
Chegado ao final da primeira semana de trabalho, o empreendedor verifica o ponto de situação:
- O coordenador, que fez um bom trabalho, não faltou nenhum dia de trabalho pelo que recebe 2.500 Eur;
- Os massagistas, embora também bons trabalhadores, trabalharam em média 38 horas pelo que cada um recebeu 950,00 Eur (sendo o custo total é de 4.750,00 Eur);
- No fim da semana esta empresa conseguiu facturar 190,00 horas de massagens num valor total de 7.837,50 Eur;
- O empreendedor arrecada com este negócio o valor de 587,50 Eur (7.837,50-4.750,00-2.500,00);
O tempo vai passando, e as pessoas desta sociedade cansadas de não terem direito a um Seguro de Saude reunem-se e decidem votar a favor de um Serviço Nacional de Saude para todos. Ora tal medida significa que têm de encontrar uma fonte de receitas. Depois de muito discutirem decidem então que será uma taxa de 1% do salário – taxa fixa – (que prefaz 75 Eur, ou seja o valor de 6 seguros de saude).
O empreendedor que estava a ouvir o que estava a ser dito, e satisfeito com tal resolução decide afirmar:
“Bem, dado que não me taxaram, então o que ganhar adicionalmente irei distribuir, cabendo a cada um uma taxa fixa do vosso salário equivalente ao ganho liquido a dividir pelos custos da empresa”
Todos ficaram contentes com esta notícia. Todos não, o coordenador tinha feito as contas e iria pagar o dobro pelo Seguro de Saude, mas lá se conformou.
Passado uma semana o empreendedor faz as contas e verifica que:
- Os massagistas trabalharam mais 10 horas na totalidade (2 horas cada);
- O coordenador trabalhou o mesmo número de horas.
- A facturação subiu para 8.250,00 Eur, os custos para 7.500,00 e o lucro líquido para 750,00 Eur.
Assim, tal como havia prometido dá um prémio equivalente a 2,1(6)% do vencimento de cada um,totalizando 21,6(6) Eur para os massagistas e 54,1(6) Eur para o coordenador.
Ora fazendo as contas aos ganhos liquidos de cada um (prémio-impostos) verificamos que os massagistas têm um ganho liquido de 11,(6) Eur enquanto o coordenador tem um ganho liquido de 29,1(6) Eur.
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