Ambiente

Retrato de Miguel Duarte

Gostei de ler este artigo no The Economist.

Além de declarar abertamente que a taxa de congestão de Londres foi um sucesso, mostra que em Los Angeles também se estão a estudar medidas semelhantes e dá números interessantes.

Ex: Uma auto-estrada com 4 faixas suporta no máximo 2000 veículos/hora por faixa, sendo que quando chega a esse ponto, os carros andam a uma velocidade média de 56 km/h. Mas se reduzirmos o tráfego em apenas 5% a velocidade média salta dos 56 km/h para 72 km/h.

Como já devem ter percebido eu leio (mais ou menos) o Público.

Com toda esta conversa de CO2, aquecimento para todos (ou seja, global) e alterações climáticas, talvez esteja a dar mais atenção ao assunto. É que, nos últimos dias, pelo menos, tem aparecido no mínimo uma notícia no dito jornal de referência.

Hoje, a meio do jornal, leio a notícia "Florestas perderam 30 megatoneladas de CO2 nos incêndios dos últimos dez anos". Pareceu-me grave.

Depois passei ao P2, mais "light" e, mesmo a meio, lá estava: "Um gigante que pode desfazer-se até 2030".

Fui então tentar saber se o resto do mundo, para além do Al Gore, também falava do mesmo e é então que acho um artigo no Diário Económico sobre como tirar o CO2 da consciência. Uff

Eis a solução:

"With TerraPass you can balance it out"

Trata-se da compra de créditos “pessoais” de CO2 de modo a compensar as emissões dos automóveis privados, do aquecimento da casa ou das viagens aéreas de negócios ou férias.

Oh yes, estes americanos andam sempre um passo à frente. E eu a dar-lhe na poupança de água...

(Já agora, para quem queira ler, as ditas notícias)

"Florestas perderam 30 megatoneladas de CO2 nos incêndios dos últimos dez anos"

29.03.2007, Ana Fernandes

Redução da biomassa implicou que o país perdesse muito carbono que estava armazenado nas árvores, tendo agora menos capacidade de sumidouro

Portugal perdeu muita da sua floresta na última década, em grande parte devido aos incêndios. Segundo dados do inventário florestal nacional, houve uma redução de 27,5 milhões de metros cúbicos de biomassa no país, sobretudo no pinhal. José Miguel Cardoso Pereira, investigador do Instituto Superior do Agronomia fez as contas e conclui que este défice implica que se esfumaram 30 megatoneladas de dióxido de carbono que estavam armazenados nas árvores. Ora o país emite, no total, 88 megatoneladas por ano através, sobretudo, da produção de energia, indústria, serviços e transportes.
Esta estimativa de Cardoso Pereira, ontem apresentada na conferência sobre o papel das florestas no mercado de carbono, parte de contas simples feitas a partir do inventário florestal, explica o investigador. No próximo mês, deverá ser divulgada a contabilidade do carbono nas florestas na última década, fazendo já uma filtragem mais fina de todas as variáveis envolvidas, como a regeneração. Porém, acredita José Miguel Cardoso Pereira, os valores finais não poderão ser muito diferentes, já que há de facto uma efectiva perda de biomassa no país nos últimos anos, patente no inventário florestal. Culpa dos incêndios, sublinha.
A confirmarem-se estes números, salvaguarda Júlia Seixas, da empresa EValue, Portugal está a perder capacidade de sequestro (captura e fixação) de carbono. O cenário é mais preocupante sabendo-se que o país incluiu a gestão florestal e de solo como uma ferramenta para reduzir 800 mil toneladas das suas emissões. A incidência dos incêndios põe em risco este objectivo.
Em determinadas zonas de Portugal, como é o caso do interior-centro e norte, os intervalos entre os incêndios são de 22 a 30 anos. Isto põe em causa a capacidade de sumidouro (consumo) de carbono da floresta, salienta Cardoso Pereira. E altera a paisagem rural, já que incide sobretudo em áreas de pinhal que acabam por ser substituídas por matagal ou eucalipto, o qual é cortado a cada 12 anos, tendo assim mais hipóteses de sobreviver no intervalo entre fogos.
Com base em cartografia das áreas queimadas em Portugal, Cardoso Pereira conseguiu recuar até aos anos 70 verificando que, ao contrário do que tem sido divulgado, embora exista uma tendência crescente da incidência de fogos, ela não tem sido tão forte como se julga. "A boa notícia é que a tendência não é tão acentuada como se pensava, a má notícia é que o problema persiste em Portugal há já muito tempo", diz o investigador.
A diferença é que as estatísticas oficiais partem de uma base mais reduzida do que a realidade, pois, além de não existirem dados para os anos 70, os anos 80 foram subavaliados. Na verdade, em 1985, por exemplo, arderam 300 mil hectares, mais do dobro do que indicam os números oficiais.

"Um gigante que pode desfazer-se até 2030"

29.03.2007

Enormes blocos de gelo continuam a soltar-se de um dos maiores glaciares da América do Sul, o Upsala, nos confins da Patagónia

Quando chega ao lago Argentina, no Sul da Patagónia, o Upsala faz jus ao estatuto de protecção especial do Parque Nacional Los Glaciares. A sua parede frontal tem mais de 60 metros de altura e é de lá que se desprendem os imensos blocos de gelo cuja espectacular queda atrai multidões de turistas. Para trás, para o norte, estende-se a sua imensa língua, com 60 quilómetros de extensão. Cobre uma superfície total de 595 quilómetros quadrados.
Tal como a maioria dos glaciares andinos, o Upsala tem vindo a recuar ao longo dos anos, estimando-se que a um ritmo médio anual de 14 metros. Mas há cientistas que falam em 200 metros por ano. As divergências no ritmo a que o Upsala está a liquefazer-se resultam de a frente do glaciar ter recuado quatro quilómetros entre 1968 e 1995 e, depois, ter-se criado a ideia de que se tinha estabilizado. Contudo, um trabalho realizado com base em fotografias de satélite não confirma o cenário mais positivo, pois verificou-se novo recuo entre 2001 e 2005.
Jorge Rabassa, um cientista argentino que tem estudado a evolução dos glaciares no hemisfério sul, prevê que o conjunto destes "rios de gelo" existente na Patagónia possa desaparecer até 2020 ou 2030 se o ritmo do aquecimento global se mantiver. No conjunto dos Andes, tal seria catastrófico, pois em países como o Peru, a Bolívia, o Equador e a Colômbia as populações dependem da água que esses rios libertam para o consumo doméstico e a agricultura. E nalguns desses países há glaciares que hoje estão reduzidos a um quinto da dimensão que tinham quando foram reconhecidos cientificamente, em meados do século XIX.
A primeira destas imagens, em que o Upsala ainda cobria uma parte importante do Lago Argentina, é de 1928. A outra foi tirada a 31 de Janeiro para a Greenpeace. A perspectiva é a mesma, a paisagem é que mudou radicalmente.

Texto retirado do site da Liberal-International (www.liberal-international.org) acerca da posição, do Liberalismo a nível mundial, acerca do Ambiente.

Liberal International Congress 1990, Finland

I. The Liberal Commitment to the Environment
This Congress recalls the long standing engagement of liberal forces the world over in the field of promoting ecologically sustainable development.

In particular it recalls :

- the Liberal Declaration of Oxford (1967), where it was stated that "the community has a special responsibility to protect natural resources from indiscriminate development, either by public or private interests";

- the Liberal Appeal of 1981, where a strong warning was issued about "the deterioration in the 'terms of exchange' between man and nature due to the increasing pressure of population and its demands";

- the call - made in the same Appeal - for "massive energy conservation and the development of renewable and ecologically safe energy resources";

- the plea - also issued in the Appeal of 1981 - for "a more just distribution of wealth" between North and South, which requires that "the industrialised societies drastically reduce their waste of raw materials and non-renewable energy resources";

- the resolution passed by the 1984 congress concerning transnational air pollution, where all governments were urged "to take active steps to reduce sulphur dioxide emissions from industry and power stations";

- the resolution issued at the 1986 Congress, where the proposal of the "development and implementation of a worldwide environmental policy", based on the principles of prevention, liability and cooperation was made and where "to instill as accepted thinking that ecology and economy are not contradictory" was formulated as one of the main objectives of such a policy;

- the resolution adopted at the 1987 Congress backing the recommendations of the World Commission on Environment and Development;

- the resolutions accepted by the 1988 Congress on toxic waste and acid rain, the latter calling for accelerated efforts "to arrive at a strong international protocol to reduce pollution by oxides of nitrogen";

- the resolution passed by the 1989 Congress stressing international environmental cooperation and demanding special attention to ecological issues in the CSCE process as well as in development cooperation.

Fortunately, there is a growing awareness now among the world population and their political leaders that for the long-term safeguarding of our planet and the maintenance of its ecological balance, joint effort and action is necessary.

While striving to preserve the global environment, it is important to work at the same time to ensure stable development of the world economy, in line with the concept of sustainable development. All countries, especially industrialised countries, should recognise the need to make their socio-economic activities and life-styles environmentally sound.

II. Liberal Principles Regarding Mankind's Relationship with Nature
This Congress reiterates that from a liberal point of view the complex relationship between mankind and nature must be viewed as a stewardship. Mankind has a moral responsibility to use common sense and creativity to preserve and enhance good living conditions for all living things. Liberals reject laissez-faire exploitaation of nature and, bearing in mind that man alone can take responsibility for the future of our planet, reject the view of those who put equal value on the lives of human beings and other living things.

No generation has a freehold on this earth. The protection of the environment is of the same order as the protection of human rights. Infringements should be seen as a violation of individual and communal rights.

It is the responsibility of both citizens and enterprises to avoid and prevent unacceptable and irreparable damage inflicted upon the environment. Unloading present environmental problems on future generations is irreconcilable with the liberal principle of accepting one's own responsibility.

This congress states that liberal environmental policy starts from the premise that it is a fundamental right to have clean air, soil, water and a quiet environment. Furthermore, liberals emphasise the significance of undisturbed natural environments and diverse flora and fauna. This intricately links environmental issues with questions of justice and distribution of wealth. This is particularly evident with regard to those parts of the world which do not have a single owner, such as the seas, rain forests, air etc.

The issue of environmental protection is not something that only the rich countries can afford to worry about. If nature turns malevolent, poor countries have in fact much more to lose than the rich. This fact implies an interdependence of environmental policies with development strategies.

This Congress endorses the definition of sustainable development given by the United Nations' World Commission on Environment and Development, namely "development that meets the needs of the present without compromising the ability of future generations to meet their own needs".

III. The Main International Issues for a Liberal Policy on the Environment
This Congress states that a large and growing number of ecological problems know neither political nor geographical borders. In fact the protection of the environment has become a global issue and, therefore, must - like peace and disarmament - figure amongst the highest priorities of international cooperation. No summit whether on a bilateral or multilateral level should be held without environmental issues being high on the agenda.

Three challenges stand out in the field of international environmental cooperation :

- the environment and North-South relations;

- the environment and the profound changes in the formerly communist world;

- global environmental dangers.

Within the framework of North-South cooperation urgent solutions are required for :

- the problems of large and ever-increasing populations;

- poverty as a cause of environmental damage;

- the problems of habitat destruction in the tropics and the consequent extinction of animal and plant species;

- environmental destruction caused by rapid industrialisation and growth of demand in the South;

- the continuing inequity in the consumption of raw materials and non-renewable energy sources between North and South.

Concerning the formerly communist countries the main challenges are :

- the massive environmental destruction perpetrated;

- the huge pent up demands for matching Western standards of living;

- the introduction of an ecologically sustainable market economy.

On the global level several environmental problems are emerging as a threat to our survival. While it is essential that research facilities are strengthened, action in such areas as global warming or the destruction of the ozone layer must not be further delayed with the argument that scientific data is incomplete. In fact one has to remember that in environmental protection, prevention is generally several times cheaper than cleaning up pollution afterwards.

In order to solve each environmental problem the most suitable organisation and the most effective approach should be chosen in every instance.

For global problems, such as global man-made emissions of greenhouse gases and the depletion of the ozone layer, the United Nations are the best instrument. This Congress feels that there should be established a UN Council for the Environment, with a status and authority similar to that of the Security Council. A new article on the subject will then have to be added to the Charter of the UN.

A non-governmental organisation for monitoring purposes, comparable to the much-respected Amnesty International structure, should be set up, as individuals and governments may be slow to recognise their responsibilities and respond to the global requirements.

IV. Proposals for Action
Introduction:

Population growth and the increasing use of energy are the two principal developments which will cause environmental problems in the near future, in case of unaltered policy.

Population growth implies:

- increased use of space and natural resources at the expense of nature and environment (inter alia erosion);

- increased food production to meet basic needs, resulting in growing use of pesticides and fertilisers affecting the quality of soil and ground water;

- increased use of energy.

The growing use of energy is a contributory cause of:

- the greenhouse effect (CO2 gases);

- acid rain (forests);

- climate change.

Therefore fundamental decisions have to be taken in these two areas in order to avert imminent threats to the environment.

This Congress appeals to national governments, regional organisations, international bodies and, in particular, to the members of the Liberal International to work for the speedy realisation of the following proposals for action:

The tailoring of economic policies in the industrialised and in the developing countries in accordance with sustainable development

This requires first and foremost the recognition of the fact that renewable resources must be exploited in ways that allow them to maintain their productive capacity and protective function. The stock of non-renewable resources will of course decrease when exploited, but market economy and scientific development can meet problems of shortages by promoting new technologies, recycling and conservation. Sustainable development does not mean zero economic growth. It represents growth within the bounds set by the need to maintain the environmental capital, it means changing the signals given to economic decision makers.

Changing these signals means changing prices and using the market. The state controls should be restricted to the setting of maximum total levels of pollution, whereas the market forces should be given every opportunity to employ the economically most effective technology to produce goods and services in an ecologically sustainable manner. To achieve this it is necessary to ensure that prices reflect the true value of the environmental assets used up or damaged in the production of goods and services. Environmental fees and taxes - such as for example a tax on the use of non-renewable and/or polluting energy - should be collected according to the principle that the polluter pays. These environmental taxes must not, however, be imposed in a way that unduly burdens individuals with limited income. Care should be taken that the total tax burden is not increased unnecessarily, and that such taxes and fees are raised within a framework of international coordination so that no advantage is given to countries that offer deliberately low levels of taxation and environmental protection. Revenue from environmental taxation should initially be used for activities in the field of environmental protection and, in the long run, to alleviate other forms of taxation. The role of regional economic associations, such as the European Community, in creating effective international schemes of environmental taxation needs to be emphasised in order to avoid distortion of economic competition between nations and corporations.

Furthermore, the goal of sustainable development can only be achieved through a fundamental reform of governmental policies on subsidies. Subsidies and price controls artificially influence prices, giving the illusion that some things are in plentiful supply when they are not. Throughout the world water is wasted because it is too cheap and farmers both in the industrialised and in the developing countries are encouraged to use an excess of environmentally damaging pesticides and fertilisers. The further development of agriculture must be a sustainable one. Price support also takes away the incentive to pursue mixed farming and instead encourages monocultures. An environment-sensitive agricultural policy makes due allowance for the distinctive features of agricultural production to create a tax system that is adapted to its special requirements. Consumers have to accept the fact that ecologically-grown food will cost more.

The effective reduction of the unsustainably high rate of population growth

This requires that in the field of development assistance much more money is made available for measures in the areas of population control and family planning. Such measures must cover a wide field of initiatives, from assisting developing countries in setting up social security systems to development strategies aimed at improving the status and education of women.

It further requires that governments make family planning a mandatory component of their basic health programmes. Family planning measures in order to be successful must be implemented within a democratic framework and must be voluntary.

It finally requires that leaders of religious and social institutions influence their followers to adopt and implement family planning and at the same time promote the emancipation of women.

All nations are to commit themselves to follow the resolutions on population issues adopted at the Population Forum in Amsterdam, 1989.

The linking of development aid programmes with environmental protection

This requires that environmental protection be included, from the planning stage onwards, in all development aid programmes and that multi as well as bilateral donors dedicate an increasing part of their development aid budgets to activities connected with the protection of the environment and the biological diversity.

It furthermore requires that governments in developing countries extend the rights of local communities to own, utilise and protect natural resources and to take part in decisions regarding their own environment. This is of particular importance with regard to prevention of deforestation and renewal of tree cover. Massive investments in agroforestry and afforestation (which must be part of internationally sponsored development programmes) can only be implemented in a meaningful way, if they are integrated with basic services such as water supply, waste disposal, food production and health care.

It also requires an innovative approach towards the partial cancellation of foreign debt in exchange for conservation measures by the debtor government.

The up-grading of environmental issues on the political agenda of global and regional cooperation

In order to achieve the goals of sustainable development, the United Nations Charter should be revised to include the environmental aspects and provide the world organisation with the means to implement the environmental protection measures necessary for achieving these goals.

The United Nations Environmental Programme (UNEP) should be given a strengthened authority in its field of action, and the budget of the organisation should be increased significantly.

This requires first and foremost that within existing and evolving frameworks of regional cooperation such as the EC and ASEAN, the common standards of environmental policies must be based on the most progressive legislation amongst the community members and not on the lowest common denominator. Differences of intensity with which environmental policy is pursued should be considered also in the GATT talks.

In the special case of East and Central Europe it requires the granting of long-term loans and technical support in order to reduce pollution and to promote environmentally sounder production processes. The finances needed for this should not be taken from aid budgets for developing countries.

Where regional cooperation is still in its infancy such as in Central and South America, in Africa and South Asia, environmental issues can serve as a useful and important platform for promoting and concretising regional cooperation. This is of particular importance in regions where political and military tensions prevent even the most elementary aspects of cooperation such as in the Middle East and in certain parts of Africa.

The accelerated implementation of policies for the protection of the global climate

On a global level the most pressing challenge is the protection of the world's climate. This is both a technological and a political challenge. While the rich countries got richer they polluted freely and exploited those resources that they now want low-income countries to conserve. Clearly the future increase in greenhouse gases will come mainly from the developing world. Of the approximately 3.5 billion people currently living in developing countries, some 2 billion are still dependent on traditional sources of energy such as firewood, charcoal as well as plant or animal remains. The diminishing size of the forest reserves in these countries contrasts with a growth in energy needs.

This requires that both in the developing and the industrialised countries renewable energy sources be given higher priority, and that the latter should invest seriously in the research and implementation of appropriate technologies which then should be shared with the developing countries.

This requires further that governments in the industrialised countries agree as soon as possible to reduce their consumption of fossil energy significantly, setting as a target the freezing of carbon dioxide emissions at the present level to the year 2000 and further reductions in the next decades. In the field of electricity, energy-saving and improved efficiency is the most cost-effective way of slowing down global warming. It is not possible to achieve the 50% reduction in energy consumption by the year 2010, as anticipated by the Brundtland Commission by building more nuclear power plants. The key long-term objective should be to base energy production on renewable energy sources, such as solar, wind and water power, and to multiply resources to extend research of these forms of energy. Complementary to this, the global community should seek to increase the volume of biomass-binding organic carbon, which implies that forest regeneration and planting should be given top priority in global development programmes.

This Congress firmly believes that, within one generation, two essential goals must be achieved:

1 all working methods and procedures to be based on the principle of sustainable development in industrialised and developing countries;

2 existing pollution to be cleaned up to the extent that it will be under control in order not to have adverse effects on future generations.

Last but not least: the quality of the environment does not affect only the globe, nature, the climate, natural resources, future generations. The health of human beings, living today, is at stake as well. On December 7th and 8th 1989, at Frankfurt-am-Main, the Ministers of the Environment and of Health of the member States of the European Region of the World Health Organisation met together for the first time and adopted the European Charter on Environment and Health and agreed upon the principles and strategies laid down therein as a firm commitment to action. The LI Congress calls upon all governments, when deciding upon policy affecting the environment, to take into account the dependence of human health on a wide range of crucial environmental factors and to pay attention to the vital importance of preventing health hazards by protecting the environment.

The Ministerial Conference on Atmospheric Pollution and Climatic Change held in Noordwijk, The Netherlands, in November 1989 produced the Noordwijk Declaration, a unique document which is very valuable. The issues will be further elaborated by the Intergovernmental Panel on Climatic Change and by the Second World Climate Conference in Geneva, in November 1990.

É hoje inaugurada a maior central fotovoltaica do mundo... em Serpa!!
E em breve, vai passar a segunda maior, porque vai ser inaugurada outra...em Moura!!

Continuando, nesta linha de assuntos de carácter ambiental, parece-me que são boas notícias.

No entanto, ainda estamos longe de atingir todo o nosso potencial. Em 2005, estávamos a meio da tabela dos Estados-membros da EU, em termos de capacidade instalada em painéis fotovoltaicos. A Alemanha é o líder.

Sendo as nossas condições tão boas, uma vez dado este primeiro passo, agora é continuar.

Ver notícia completa no Público de hoje.


















(clicar na imagem para ampliar)

Fonte: jornal Público de 28/03/2007

Continuando no tema da protecção ambiental, aqui vão umas medidas de trazer por casa:

(Clicar na imagem para aumentar)

E com isto se poupa no mínimo 110 litros de água por dia! Como diria o saudoso Fernando Pessa, "E esta, hein?"

Fonte: Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (http://www.aheta.pt)

Retrato de Filipe Melo Sousa

Quanta riqueza produzimos ao despejar uma tonelada de CO2 na atmosfera? Dependerá da eficiência ambiental de cada economia. Os campeões desta lista são a Suíça: com uma tonelada de CO2, os Suíços produzem $9.415 para o cidadão. Em Portugal $2.972. Ambos mais eficientes que a média mundial.

resumindo
Suíça: 9.415 $
Portugal: 2.972 $
EUA: 2.118 $

Mundo: 1.813 $

Índia: 614$
China: 525 $

No mapa poderão distinguir as economias de baixo-carbono das economias de alto-carbono. A verde, os países que fazem uma gestão eficiente do seu consumo de energia. A vermelho, os países de indústrias poluidoras.

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_ratio_of_GDP_to_carbon_dioxide_emissions

Retrato de Miguel Duarte

Caros cidadãos do mundo, a espécie humana encontra-se a caminhar para o abismo no que toca à gestão do ambiental de um planeta que é a nossa única casa. Os últimos estudos de carácter científico apontam que a situação actual está muito longe de ser sustentável e que se desejamos que os nossos descendentes possam vir a ter um planeta onde possam viver, são necessárias medidas radicais para resolver a situação. Eu, reuni-me com os líderes de todos os países do mundo e decidi tomar medidas para resolver este grave problema.

Por uma questão de justiça, decidi que todos os cidadãos terão direito a um quinhão igual dos recursos do planeta onde habitam, residam eles actualmente num país desenvolvido, ou num país subdesenvolvido, sendo que para as minhas contas recorri aos últimos modelos que têm como base o conceito de pegada ecológica. Reconheço que isto irá exigir fortes sacrifícios por parte daqueles que têm recursos económicos mais elevados, mas, tal será em nome do bem comum.

Além de sacrifícios no que toca ao conforto de cada um, e dado que mesmo que estes fossem tomados, não seria suficientes, face à população actual e tecnologias actuais, decidimos também que teremos neste século não só parar o crescimento populacional, mas reduzir a nossa população para metade.

Medidas de Urgência:

- Proibição imediata da venda de automóveis para utilização por particulares;
- Proibição da construção de novas centrais de energia que emitam carbono;
- Implementação da política 1 casal = 0,5 filhos. Todos os cidadãos no momento do seu casamento, terão direito a participar num concurso que lhes dirá se terão direito a reproduzir-se ou não;
- Proibição do uso de embalagens não biodegradáveis;
- Proibição da construção de residências uni-familiares maiores que 50 m2;
- Proibição do consumo de carne;
- Imposto ecológico de 500% sobre o transporte aéreo de passageiros;
- Proibição, com pena perpétua, da entrada de seres humanos em qualquer reserva natural, excepto os pertencentes a tribos com residência histórica no local, transformando imediatamente em reservas todas as florestas tropicais.

Medidas de Longo Prazo:

- Produção de energia apenas baseada no nuclear ou em energias renováveis;
- Proibição da venda de motociclos a particulares;
- Bolsa global para a venda de direitos individuais de poluição tendo como base uma quota da pegada ecológica a que cada cidadão tem direito;
- Imposto ecológico a 500% de todos os alimentos pré-confeccionados;
- Obrigatoriedade do conceito de desenvolvimento com 0% de emissões.

Nota: Obviamente o texto acima é uma ficção, mas, representa muitas das medidas que teriam que ser tomadas para que a nossa existência neste planeta fosse sustentável. Apenas pergunto, será que seria possível tomar estas medidas a nível mundial de uma forma pacífica e democrática? Se acharam radical o que foi proposto acima, façam a simulação da vossa pegada ecológica aqui e vejam se conseguem obter o valor =< "1", que seria o valor sustentável para a população actual com a tecnologia actualmente existente. Basicamente, a nossa pegada ecológica em termos de emissões de Carbono(num país desenvolvido como o nosso), deve-se em 1/3 à utilização do automóvel, 1/3 aquecimento e uso da energia na habitação e 1/3 transporte de alimentos até à nossa mesa.

Muito se tem discutido neste blog acerca de ambiente e aquecimento global.

Uma das posições que me saltaram à vista foi afirmar-se que nada pode fazer, ou que o que pode ser feito é tomar posições radicais como deixar de comer carne ou deixar de andar de carro.

A revista visão parece que tem seguido a discussão, e apresenta 50 medidas pro ambientais, mais precisamente para reduzir as emissões de Co2.

Ver artigo: http://visao.clix.pt/default.asp?CpContentId=333112

Retrato de Filipe Melo Sousa

Pareceu-me pertinente retomar este post de Agosto do ano passado.

Talvez algumas pessoas, num contexto que lhes é mais amigável fiquem elucidadas em relação ao que quis dizer na altura.

Apontei a capitulação intelectual como a atitude que consistem em dizer que "a virtude está sempre no meio". Temos então encontrado um algoritmo para dizer onde se encontra a verdade: basta identificar as duas posições mais extermadas em relação a um determinado assunto, e deduzir que a verdade se encontra equidistante. Para quê analizar? Para que estimar? De que servem as considerações científicas, os estudos e as medições?

Outra maneira de expressar a mesma opinião politicamente correcta: dizer "o mundo não é a preto e branco". Temos inevitavelmente que escolher os tons de verdade acinzentados, e nunca um dos abomináveis preto ou branco. Nunca poderemos tomar como certo uma opinião "extremista", mesmo que "ditadura da ciência" aponte nesse sentido.

E volto a citar: "No campo da política, o extremismo tornou-se sinónimo de mal, sem discernir no que alguém extrema a sua posição, mas apenas pelo facto de defender extremamente uma posição (i.e. ser consistente com ela). (...) Nunca existe portanto uma verdade. Apenas a necessidade de um compromisso, um compromisso a todo o custo, em qualquer conflito. Sempre um compromisso."

Volto a referir este post, que de certo modo enfraquece o argumento do Miguel em relação às alterações climáticas, segundo o qual se deve evitar posições extremadas. Dever-se-ia antes, isso sim procurar sempre concilar as duas partes. Conciliar o certo com o errado, o cientista com o cartomante, o culpado com o inocente, o agressor com a vítima, o legítimo com o deturpador. Sempre um compromisso. A qualquer custo, custe o que custar. Desde que se obtenha um compromisso.

Retrato de Miguel Duarte

Contra a política das verdades absolutas, um contraponto ao filme do Al Gore (do Britânico Channel 4). ;)

Nota: No dia em que o debate morre e assumimos as verdades que nos vendem como sendo absolutas, perdendo o nosso cepticismo, estamos no caminho para tomar decisões erradas. Fazer ciência e ser um bom político, exige, saber questionar e saber ouvir quem está do lado oposto da barricada. Vejam este filme, vale a pena.

Nota 2: É desnecessário dizer que tal como o filme do Al Gore, também este filme não conta na realidade toda a verdade. Cada um, à sua maneira, conta uma verdade conveniente, o ponto de vista do realizador.