Política Internacional

Retrato de Miguel Duarte


"voters picked me because they wanted nursery schools, police and nurses, and not to buy loss-making car factories"

De quem é este comentário? De um ministro sueco (Maud Olofsson) relativamente ao pedido da GM para receber subsídios do governo para manter a SAAB aberta. Sendo que, claro, estão neste momento no poder na Suécia dois partidos liberais.

Esta decisão vai possivelmente custar a existência da SAAB. Vamos pois a ver, claro, se a coragem destas afirmações iniciais se mantém.

Retrato de Luís Lavoura

Encontrei também a notícia de que o presidente Obama dos EUA está a cumprir aquilo que prometeu na sua campanha eleitoral: um reforço da agressão guerreira contra as zonas fronteiriças entre o Paquistão e o Afeganistão. Neste contexto, um míssil disparado a partir de um avião não tripulado atingiu uma casa na parte paquistanesa da fronteira, matando 23 pessoas. Os EUA justificaram a valorosa atuação alegando que talibans utilizavam aquela casa para se reunir. Não pode haver dúvidas de que as 23 pessoas mortas eram todas talibans.

Retrato de Igor Caldeira
Lisboa está geminada com Gaza. A brilhante ideia foi lançada pelo BE. Aprovada pelo PCP e pelo PEV. E contou com a surpreendente abstenção do PS, do PSD e do CDS.
Posso dizer com propriedade que os lisboetas têm na sua Assembleia Municipal um canil de imbecis e que os portugueses têm nos seus partidos de centro-esquerda, centro-direita e direita uma vara de cobardes.
Retrato de Igor Caldeira

Tenho alguma dificuldade em compreender onde estão os feridos que tanto necessitavam da ambulância da ONU.

(Obrigado ao Boina Frígia)

Retrato de Miguel Duarte

Tirado daqui:

Within minutes, another car pulled up containing four more patients.

One of them was a 21-year-old man with shrapnel in his left leg demanding quick treatment. He turned out to be a militant with Islamic Jihad. He was smiling a big smile.

"Hurry, I must get back so I can keep fighting," he told the doctors and anyone else who would listen.

He was told there were more serious cases than his and he needed to wait his turn. But he insisted. "We are fighting the Israelis," he said. "When we fire we run but they hit back so fast. We run into the houses to get away." He continued smiling.

"Why are you so happy?" someone asked. "Look around you. Don't you see the misery that you are helping to cause?"

A girl who was maybe 18 was screaming from pain as a surgeon removed shrapnel from her leg. An elderly man was soaked in blood. A child who was a few weeks old and slightly injured was looking around helplessly. A man with a head injury had parts of his brain coming out. He was on a stretcher and his family was wailing at his side.

"Don't you see that these people are hurting?" he was asked.

"But I am from the people too," he said, his smile incandescent. "They lost their loved ones as martyrs. They should be happy. I want to be a martyr too."

Conclusão: Estes "lutadores" são terroristas para o próprio povo a que pertencem. Sendo que chamo a atenção para o facto de estarem a atacar os Israelitas a partir de zonas urbanas e para o facto de que após os atacarem se esconderem no interior de habitações (que claro, são depois destruídas pelos Israelitas...).

Retrato de Miguel Duarte

Existe uma coisa que eu não compreendo. Porque é que a comunidade internacional continua a dar dinheiro a Gaza para ser destruído por Israel?

Neste momento compreendo perfeitamente Israel e considero que a não lhe restava muitas alternativas a efectivamente atacar a faixa de Gaza, que, é governada por uma força que teve uma vitória eleitoral significativa (mais de 60% dos votos) em 2005 e que bombardeava diariamente Israel.

O facto de um território ter um governo "democraticamente" eleito (as aspas são porque o Hamas teve o comportamento que teve depois das eleições), não quer dizer que tal o torne imune à guerra. Principalmente quando ataca outros países.

É evidente que vão morrer civis, mas, tal em grande parte é culpa do próprio Hamas, que para se proteger se mistura com a população, tornando assim impossível ataques a alvos militares.

Mas o mais grave, é que este Hamas continua a ser financiado indirectamente pela União Europeia e outros países. Considero que não deveria entrar mais um cêntimo no território até que cessassem todos os ataques do Hamas a Israel e que este reconhecesse o direito de Israel a existir como Estado. Não faz sentido apoiar governos terroristas e construir futuros alvos para Israel. Até lá, a única ajuda deveria ser humanitária mínima e isto porque, se existem 60% que apoiaram o Hamas, também existem 40% que não o apoiaram e que merecem por isso a nossa ajuda. E tal ajuda deveria ser inteiramente fornecida pelos próprios doadores, não dando possibilidade de qualquer ganho em termos de imagem a uma força política local.

Retrato de Luís Lavoura

Os países ocidentais e, muito especialmente, os EUA, que andaram a dar dinheiro a políticos ucranianos para os ajudar a fazer a gloriosa Revolução Laranja - a qual deu naquilo que se vê, um país no mais acabado caos político, em que ninguém se entende e não há poder minimamente estável e resoluto - poderiam e deveriam agora fazer uma vaquinha entre si para, generosamente, ajudarem a Ucrânia a pagar a preço de mercado o gás natural russo de que necessita. Não basta pagarem a Revolução Laranja - se querem verdadeiramente ajudar a Ucrânia, paguem-lhe também o aquecimento no Inverno - que por lá é rigoroso.

Já agora, pergunto como quereriam eles que a Ucrânia passasse a fazer parte da NATO e, portanto, passasse a comprar aviões de guerra e submarinos em segunda mão e obsoletos aos EUA e aos outros países desenvolvidos da NATO - que é isso, essencialmente, que está em causa na adesão à NATO, sempre a coberto do pretexto de compatibilizar e harmonizar o material guerreiro dos diversos países membros -, se ela nem dinheiro tem para pagar o gás natural russo com que se aquece e com o qual mantem a funcionar as siderurgias do Donbass.

Retrato de Luís Lavoura

Vale a pena ler o editorial do The Economist desta semana (traduzo excertos):

"Em geral, uma guerra deve passar três testes para ser justificável. Um país deve primeiro ter tentado todos as outras formas de se defender. O ataque deve ser proporcional e objetivo. E deve ter uma probabilidade razoável de alcançar o seu objetivo. Em todos estes três testes, Israel encontra-se numa posição menos sólida do que se dá ao trabalho de admitir.

[...] Não é realmente verdade que a única reivindicação de Israel a Gaza seja a de calma ao longo da fronteira. Israel tem também estado a tentar derrubar o Hamas através da imposição de um bloqueio sobre Gaza, ao mesmo tempo que fomenta a economia da Margem Ocidental [...]. Mesmo durante a passada trégua, Israel impediu toda, exceto um pequeno fio de, a ajuda humanitária de entrar na Faixa. Portanto, embora Israel tenha sido provocado, o Hamas pode argumentar que também ele foi provocado [...]

Sobre a proporcionalidade, os números falam por si [...} Dos mortos palestinianos, muitos são civis, e muitos outros são polícias e não combatentes [...] O interesse de Israel deveria ser minimizar a mortandade. Os palestinianos que agora bombardeia serão os seus vizinhos para sempre.

[...] Israel afirmou primeiramente que, tal como gostaria de derrubar o Hamas, a sua atual operação tem o objetivo de "mudar a realidade" de tal forma que o Hamas deixe de fazer fogo por sobre a fronteira. Mas, tal como Israel aprendeu no Líbano em 2006, isto está longe de ser fácil. Tal como o Hizbullah, [o Hamas] preferirá provavelmente continuar a disparar, não se importando com quão duramente seja atingido [...]"

Retrato de Igor Caldeira
Ainda não passaram dois meses desde a cimeira do G20 em Washington, onde os líderes mundiais se comprometeram a rejeitar o proteccionismo comercial e a manter os princípios do mercado livre enquanto lutam contra a crise financeira global, mas um grande número desses países já está a quebrar a promessa.
[...]
Embora ainda relativamente reduzidas na sua abrangência, as medidas, avisam os observadores, podem aumentar nos próximos meses para uma ampla onda de proteccionismo. O que, a acontecer, pode agravar a crise financeira global, ao estrangular ainda mais o comércio mundial, que já enfrenta o seu primeiro declínio desde 1982, enquanto a economia mundial abranda bruscamente e a procura desaparece.
[...]
Nos tempos difíceis, dizem os analistas, as nações ficam mais inclinadas a tomar medidas que inibem o comércio, frequentemente com consequências desastrosas. As restrições ao comércio impostas pelos países que tentavam proteger as suas indústrias nos anos 30, por exemplo, levaram a uma guerra comercial global que aprofundou e prolongou a Grande Depressão.

Os governos de todo o mundo, perante uma crise esmagadora, em vez de abrir os olhos, resolveram cuidar das suas indústrias. Não preocupando-se com os consumidores, muito menos com os trabalhadores, mas subsidiando empresas.

Resolveram fechar os olhos à História e, embalados pelo sonho intervencionista, preparam-se para nos conduzir para um pesadelo. O problema maior é que, antes de acordar para a realidade, vão-nos esmagar - como um grande elefante, feliz por ser tão bondoso, que se aninha (para protegê-lo) sobre um ninho de formigas.

Com a crise financeira com a qual o mundo ocidental se tem vindo a deparar, muitas vozes insurgiram contra liberalismo acusando-o de ser o culpado desta situação.

A meu ver isto só reflecte uma coisa, é que pouca gente sabe o que é o Liberalismo.
Um mercado liberal, em que o estado não tenha grande peso, tem de ser sempre um mercado com regras, julgo que nenhum liberal no mundo afirma o contrário.
Por outro lado num mercado conservador, como o estado tem um peso bastante grande não precisam de existir grandes regras, pois o controlo é feito pelo estado enquanto player nesse mercado.

O grande problema, e que de certa forma poderá estar por detrás desta crise, é o facto de se ter passado de mercados conservadores (ao jeito socialista) para mercados um pouco mais liberais sem que com isso fosse criada e ajustada a regulamentação própria para este tipo de mercados.
Isto é particularmente visivel num cenário em que surgem inumeras irregularidades nos mercados comopor exemplo o caso Madoff

A grande solução para esta crise, e para prevenir situações semelhantes, passa assim por uma intevenção liberal, ou seja pelo ajustamento das regras em relação à realidade actual.
Claro que os comunistas apresentariam uma solução diferente, que passaria em manter as regras actuais mas aumentar o peso do estado nos mercados, no entanto isto seria um regresso ao passado, e o passado é menos "agradável" que o presente e, esperemos, que o futuro.