Política Internacional

Durão Barroso, juntamente com Prodi, condenou execução de dois antigos colaboradores de Saddam Hussein, sublinhando a oposição da União Europeia à pena de morte.

Num mundo onde ainda 109 países praticam este tipo de justiça a União Europeia deve e tem que continuar a ser um símbolo de civilização e progresso, a todos os níveis. Por aqui passa naturalmente a negação a todos os tipos de tortura e morte sobre seres humanos, qualquer que seja o motivo.

Como referiu, e muito bem, Prodi: "A Itália é contra a pena de morte. Tudo o resto é supérfulo". E tudo está dito.

Retrato de Luís Lavoura

Os Estados Unidos estão muito preocupados com o incremento que o cultivo da papoila dormideira está a ter no Afeganistão. O preço da heroína está a descer, fruto de uma excelente colheita - e, possivelmente, também de uma quebra na procura. Vai daí, e como o Afeganistão é uma sua colónia, na qual elas fazem aquilo que muito bem lhes apetece, os Estados Unidos decidiram aplicar lá a mesma receita que outrora aplicaram na Colômbia: pulverizar amplas áreas do país com produtos químicos venenosos, por forma a matar à nascença os campos cultivados de papoilas.

Para os EUA, esta é a forma correta de resolver os seus problemas de toxicodependência: reduzir à miséria os camponeses afegãos, colombianos, ou seja quem fôr. Gente irrelevante, como se sabe. Não tem qualquer importância o facto de a papoila dormideira ser o sustento económico de muitas famílias de camponeses afegãos miseráveis, que só nela encontram um produto competitivo no mercado internacional. Esses agricultores miseráveis vão agora ser objeto de uma guerra química, que os destruirá juntamente com os seus campos de papoilas.

Não será assim, certamente, com estes métodos, que os EUA ganharão a adesão do povo afegão, lhe conquistarão os corações, e vencerão a insurreição taliban. Mas isso, para eles, talvez não tenha assim tanta importância, mau-grado a propaganda: para os generais, é sempre agradável terem um campo de teste e treino para as suas armas e homens.

A droga é um produto económico, sujeito como todos às leis da oferta e da procura. Se a heroína é procurada, haverá naturalmente quem a queira produzir. Se a produção e o comércio de heroína são criminalizados, o preço do produto subirá a ponto de o tornar um negócio muito rentável para quem corre o risco de nele estar.

Só a liberdade económica pode resolver os problemas. A criminalização, a interferência do Estado nos mercados, e as distorções nestes, a nada de bom podem levar, a longo prazo.

Em 2003, após um ultimato dos Estados Unidos e aliados para que o governo Iraquiano apresenta-se as armas de destruição maciça e as elimina-se, o Iraque é invadido por forças militarizadas. Após 3 anos, o antigo líder Iraquiano, Saddam Hussein, é assassinado com a conivência do chefe de estado Americano, governo Iraquiano (ou americano no Iraque??) e os tribunais Iraquianos.As armas de destruição maciça (?), já ninguém acredita que existam.

A minha visão das coisas:

1ºSaddam Hussein foi um ditador da pior espécie (se é que existem ditadores piores que outros), um tirano que muitas vezes violou os Direitos Humanos e deveria ser julgado por um tribunal independente.

2ºEste ditador foi "criado" e "colocado" no poder pelos Estados Unidos da América.

3ºA invasão do Iraque não foi mais que um "golpe de estado" protagonizado por forças militarizadas exteriores ao país e com elevados interesses políticos por detrás.

4ºSaddam foi condenado à morte por ter morto 184 xiitas como respostas a uma tentativa de homicídio contra o ditador. Bush & friends mataram milhares de Iraquianos em resposta ao facto de o governo Iraquiano não ter apresentado e destruído as armas de destruição maciça que nunca possuiu.

5ºSerá que Bush alguma vez será julgado por crimes contra a Humanidade? Espero que assim seja, mas num tribunal independente e sem cenário de pena de morte.

6ºInglaterra em reacção ao enforcamento de Saddam condenou o acto mas respeitou por ser um assunto interno. E a ditadura de Saddam, não era? aí não houve qualquer respeito ao se interferir.

Sinceramente nunca pensei que fosse possível assistir ás imagens que assistimos hoje na televisão, as imagens de um enforcamento (politico).

Retrato de Miguel Duarte

É de rir à gargalhada, só é pena terem sido ditas pelo homem mais poderoso do mundo e sem qualquer objectivo cómico.

Está para breve a execução de Saddam Hussein.
Usando a pena de morte para castigar o antigo chefe de estado, por ter morto 146 xiitas, é cometer o mesmo crime pelo qual se está a condenar Sadamm. Apesar de não concordar com as mortes causadas por Saddam (na verdade não concordo com qualquer tipo de mortes causadas por outrem, contra a vontade da vitima) a verdade é que este, em limite, usou o mesmo argumento que está a ser hoje usado para ser condenado à morte, o argumento de se "fazer justiça".
Será assim legitimo castigar uma pessoa por determinado acto sujeitando-a ao mesmo? Por acaso o actual governo do Iraque irá, um dia, também ser julgado por ter morto Saddam e os seus apoiantes?
Perdeu-se assim uma (mais) oportunidade para o mundo evoluir no caminho de uma sociedade mais civilizada, liberal e justa.
Castigo para Saddam: sim, pena de morte: não.

Retrato de Miguel Duarte

Sim, sim, Chaves ainda não é um ditador, mas, caminha para lá a passos largos.

A sua última decisão? Encerrar o canal de televisão mais antigo do país porque lhe fez oposição.

E é por estas e por outras que a separação de poderes, limitações de mandatos e a necessidade de equilíbrios é tão importante. Este senhor até podia inicialmente ter boas intenções, rapidamente se está a tornar um ditador.

Retrato de Miguel Duarte

Segundo um relatório americano, a indústria de extracção de crude do Irão é tão mal gerida e está a hostilizar tanto as empresas de exploração estrangeiras, que está à beira do colapso, não conseguindo já o Irão produzir a quota que lhe está atribuída e estando a perder anualmente 10% a 12% das receitas. Em apenas cinco anos o relatório estima que as receitas petrolíferas do Irão, que representam 65% do seu Orçamento de Estado, ficarão reduzidas a metade e se nada for feito para inverter a situação, em 2015 poderão mesmo desaparecer...

A ser verdade o que é relatado, fica provado que o radicalismo e fechar uma economia ao exterior, mesmo quando somos ricos em petróleo, é o pior que pode existir para uma economia. Isto, significaria também, como é notado no relatório, que dentro de alguns anos teremos um Irão muito mais "amigável", dado ir necessitar de fortes investimentos estrangeiros.

Retrato de Miguel Duarte

Uma notícia que passou quase despercebida, o Irão anunciou hoje que irá mudar as transacções que efectua de Dólares para Euros, o que afectará as suas reservas e as suas transacções de comércio externo (incluindo na medida do possível o Petróleo).

Exactamente o mesmo passo que Saddam tinha tomado no passado e na cabeça de muitos, um dos motivos na altura para a invasão do Iraque.

Além do Irão existem outros países no Médio Oriente a considerar esta mudança, o que a acontecer seria um rude golpe na economia americana.

A não inocência desta medida pode ser comprovada neste altamente parcial artigo da Aljazeera.com.

Retrato de Miguel Duarte

Eis o que diz Mahmoud Ahmadinejad (presidente do Irão):

O Irão é a vossa casa e a casa de todos os que buscam a liberdade no mundo. Aqui podem exprimir as vossas visões e trocar opiniões numa atmosfera livre e amigável.

Lindas palavras. Só é pena que a liberdade no Irão exista para negar o Holocausto, mas não exista para colocar em causa os seus líderes.

No Público de hoje vem a citação do presidente do Irão, Mahmud Ahmadinejad, "O estado de Israel vai desaparecer em breve", proferida numa conferência que infelizmente foi realizada longe demais (no Irão), logo inacessível...

A douta sapiência deste chefe de Estado não só profetiza o desaparecimento, extinção (ou será genocídio?) de uma nação como lhe determina a brevidade. Ou seja é uma profecia a curto prazo. Perdoem-me a heresia, de declarar profecia, pois o termo mais exacto será desejo, antevisão, aviso ou ameaça. Ou então mero bluff de mais um fanfarrão que quer agradar a esquerda ocidental em conjunto com os fanáticos do Médio Oriente e tenta afrontar assim o "Grande Satã".
Escusado será referir a teoria brilhante sobre o Holocausto, que por sua vez une enternecedoramente as espécies protegidas do costume: neonazis, extrema-esquerda e islamitas fanáticos. Pois então esta teoria defende que este dito holocausto foi uma invenção dos costumeiros conspiradores judeus (ver o site da Radio Islam sobre os protocolos dos Sábios de Sião e outras pérolas que lá estão), para legitimar o estado de Israel. Não há dúvida que a História é uma ciência tão relativa que está constantemente sujeita a revisionismos. Eu cá para mim deixava de a estudar e limitava-me apenas a prestar atenção a estas sumidades, tal como faz quase toda a imprensa mundial. Entre estas há outras pérolas, se calhar o próprio Hitler foi contratado pelos judeus para fundar o III Reich e simular o genocídio... Eu já acredito em tudo.
Enquanto isso, há um povinho de gentinha que deve ser muito insignificante, pois os holofotes dos média pouco neles incidem que é os povos Dinka e os Nuba do Sul do Sudão. O governo árabe muito amigo de Mahmud Ahmadinejad, entretém-se a dizimá-los - seja à fome seja pelo método tradicional da arma em punho - pois estes povos para além do defeito de serem negros demais continuam a insistir em não seguir o Islamismo. Realmente perante gente teimosa como esta há que ser implacável!
Assim vão as glórias do mundo!
Até já.