Política Portuguesa

Todos os posts que tenham de alguma forma a ver com política em Portugal.
Retrato de Luís Lavoura

O atual governo parece-se cada vez mais com o governo de Durão Barroso: um governo de gestão, sem quaisquer ideias para reformar o país, que apenas o vai gerindo o menos mal que sabe. Isso nem seria mau se o país não necessitasse de importantes e profundíssimas reformas. Mas necessita. E, então, é trágico.

Retrato de Igor Caldeira

A Igreja Católica, o PNR, o CDS e o PSD não conseguiram mais que 5000 tarados a descer a Avenida da Liberdade para lutar contra a dita-cuja.

 

Para quem diz representar o Portugal profundo, convenhamos, é muito poucochinho.

Retrato de Igor Caldeira

A manifestação pela liberdade de expressão foi um fiasco.

Porquê? A Direita não está habituada a este tipo de manifestações.

Manifestam-se pouco, e quando o fazem é com tanques, metralhadoras e aviões.

Os bloguistas de ontem ainda têm de comer muita papa Maizena.

Esperem pelo Rangel e pela sua "revolução conservadora".

Retrato de João Mendes

(Retirado do Expresso)

 

1. Já não é a primeira vez que o País assiste a uma tentativa de substituição do debate político pelo ataque pessoal, pela insinuação e pela mentira pura e simples.

 

2. Perante isto entendo que chegou o momento de reafirmar aos Portugueses três verdades claras e fáceis de compreender:
* A primeira é que nunca, nem eu próprio, nem o Governo, demos qualquer orientação à PT, ou a qualquer dos seus administradores, para adquirir a TVI ou qualquer outra empresa de comunicação social. Isso, pura e simplesmente, não passa de uma falsidade. Como é uma falsidade que alguma vez eu ou o Governo, à data da minha primeira declaração sobre o assunto na Assembleia da República, tenhamos sido informados pela PT, sobre as suas intenções de adquirir a TVI.
* A segunda verdade, é que nem o Governo nem eu próprio, temos, nem tivemos, um plano para controlar ou condicionar os órgãos de comunicação social em Portugal. Esta ideia não é apenas rotundamente falsa, mas também infundada e até delirante.
* A terceira verdade, simples e clara, é que todos os portugueses são testemunhas de que temos em Portugal uma comunicação social livre, onde diariamente se exprimem, sem qualquer condicionamento, as mais diferentes e diversas correntes de opinião.

Esta é a verdade dos factos que nenhuma especulação poderá desmentir.

3. Mas a este propósito quero ainda dizer o seguinte:
* Como democrata, e, aliás, como qualquer pessoa que preze a decência e a lealdade na vida pública, condeno e repudio as violações do segredo de justiça e a divulgação criminosa de escutas. Faço-o não porque tema seja o que for quanto ao seu conteúdo. Não tenho absolutamente nada a temer. Mas faço-o porque esses crimes atentam contra as pessoas, contra o direito à privacidade e contra o funcionamento da justiça.
* Mas o que é especialmente condenável é a indignidade daqueles que tentam aproveitar-se destes crimes para lançarem ataques de carácter aos seus adversários políticos. Estes são os métodos de quem dá mostras de não saber aceitar a escolha e o resultado das eleições legislativas, de não saber conviver com o julgamento democrático dos portugueses. Esses são os que parecem ter-se desinteressado do País, para apenas se concentrarem no insulto como arma de ataque pessoal.

4. Mas quero ainda dizer aos Portugueses o seguinte:
* Não será agora, como não foi no passado, que uma qualquer sucessão de insultos, de rumores e de mentiras me fará desviar da responsabilidade que o povo me confiou. Como Primeiro-ministro, conduzirei o Governo, como é meu dever, no combate à crise económica, pela modernização do País, cumprindo o programa que venceu as eleições. Desta forma estaremos a contribuir para a elevação do debate político, que é tão necessária para o prestígio das instituições e para que a vida política se concentre nos reais problemas das pessoas e nos reais problemas do país.
* A nossa tarefa e a nossa agenda são claras: discussão e aprovação final do Orçamento do Estado sem o desvirtuar e respeitando a sua coerência. Apresentar e discutir um Programa de Estabilidade e Crescimento que reforce a confiança internacional na nossa economia, e que aposte claramente no crescimento económico, na criação de emprego e no equilíbrio das contas públicas.
* É nisto que o Governo está empenhado: empenhado em servir o País no quadro político que o eleitorado escolheu, cumprindo o programa que venceu as eleições. É isso que me move: contribuir para a estabilidade, defender o interesse nacional, assegurar a governação, conduzir o País para a recuperação económica.

Retrato de Miguel Duarte

Via o Esquerda Republicana fiquei a saber que Fernando Nobre é monárquico, inclusivamente estando envolvido em organizações da área (Instituto da Democracia Portuguesa).

Retrato de João Cardiga

Este post (e os que se seguirem) é uma resposta às reacções de algumas pessoas(ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui) ) a esta notícia do CM.

O CM hoje noticia que “Sócrates foi apoiado por blogues alimentados em informação e argumentários feitos por assessores.” A notícia em papel é um pouco mais contundente argumentando que não apenas foi utilizados assessores do governo, como meios do estado.
Existe efectivamente uma grande imprecisão nesta notícia, é que não foi Sócrates que foi apoiado mas sim o PS, dado que a campanha é do partido e não de uma pessoa. Mas, adiante. Entretanto a reacção foi rápida e contudente como poderão verificar nos links que disponibilizei e para mim foi também algo assustadora.

Por exemplo o deputado Miguel Vale de Almeida diz:

“Já agora: eu fiz parte desse blog, o Simplex, fui candidato do PS e se precisasse naturalmente recorreria a informações do PS ou do governo ou dos seus assessores para argumentar melhor alguma ideia que quisesse expandir. O contrário é que seria absurdo. Pelo menos em democracia e com liberdade de expressão. Simplex.”

E isso é grave, pá! Este tem sido um dos argumentos utilizados por todos os bloggers, e neste caso tem uma gravidade acrescida pois estamos a falar de um deputado. Eu vou tentar explicar o mais simples e básico possível para ver se todos entendem:

- o governo, o Estado e o partido não são, na nossa democracia liberal, a mesma coisa. Têm natureza significativamente diferente (aliás julgo que basta ir à constituição para se perceber isso)!

E ao contrário do que querem transmitir, e principalmente nos tempos que correm, não é nada normal que assessores pagos pelo erário público utilizem e forneçam informações apenas a um blogue de apoio ao PS. Ou bem que davam esses elementos a todos os partidos ou então não poderiam utiliza-los. É o grande problema de se ir para o governo para quem exerça ou queira exercer uma vida partidária activa. Assim que passa a governante, ou funções similares, todo o conhecimento que detém tem de ser dado a todo os partidos e de preferência a todos os cidadãos ou então não poderá ser utilizado por nenhum.

Existe um exemplo perfeito disso levado a um extremo: a Madeira. E se bem me recordo, todos os que acham normal, indignaram-se pelo caso da Ferreira Leite, e bem. E isto não é uma questão de metros, ou de qualquer outra medida quantitativa, é pura e simplesmente uma questão de princípio. Julgo que foi na Dinamarca que uma presidente de câmara se demitiu quando foi tornado público que a mesma tinha dado um ramo de flores com dinheiro público a um amigo que estava doente. Não sei se é necessário chegar a este extremo, no entanto julgo que por cá estamos a chegar ao extremo contrário. Aqui tudo é permitido a quem é governante. E o pior é que ao agirem dessa forma minam mais do que ninguém os valores que dizem defender.

P.S. Existe efectivamente uma visão que não distingue estes três elementos e os torna uno e indivisíveis: a visão fascista da sociedade. Com isto não quero dizer que uma pessoa é fascista, mas somente que tem uma visão fascista do poder político. Aliás esta dificuldade em distinguir estes conceitos deriva muito do nosso (fraco) passado liberal.

Retrato de João Mendes

Fernando Nobre candidata-se à Presidência da República.

 

Fernando Nobre parece-me ser uma pessoa de princípios e convicções fortes, uma pessoa honesta e trabalhadora.

 

A sua actuação à frente da AMI levou-o a conhecer bem problemas como a pobreza, a falta de acesso a cuidados de saúde, a importância da educação, e muitas outras questões fundamentais. Levou-o também a entender o mundo como algo de global, que precisa de mecanismos de governação global mais democráticos.

 

Para saber mais sobre as ideias de Fernando Nobre, clique aqui.

Retrato de Miguel Duarte

Declaração de Candidatura à Presidência da República de Fernando NobreFernando Nobre informou que se vai candidatar a Presidente da República, com apresentação oficial da candidatura na próxima 6ª feira. Ora aqui está aparentemente uma candidatura, que a ser apartidária, pode fazer moça nas hipóteses de Cavaco Silva permanecer na presidência. Contudo, fica no ar a dúvida, se não é meramente uma manobra de uma ala do PS para afastar Manuel Alegre, empurrando-o para o Bloco de Esquerda ou para uma desistência.

Retrato de Luís Lavoura

No Contraditório da Antena 1 da passada sexta-feira, o comentador político Carlos Magno, que é portuense tal como Paulo Rangel, afirmou que é amigo pessoal de Paulo Rangel mas que, se ele vier a ser primeiro-ministro de Portugal, emigrará. Isto porque, afirma, Paulo Rangel tem ideias fortemente de direita, ainda mais de direita, em muitos aspetos, do que as do CDS-PP.

Carlos Magno não é, que eu alguma vez tenha notado, um esquerdista, muito menos um esquerdista radical. E afirma conhecer bem Paulo Rangel, até por ser da mesma terra. Vinda dele, esta observação de que Paulo Rangel é fortemente direitista ganha, então, tanto mais significado.

A revolução conservadora está a caminho.

Retrato de Miguel Duarte

Por ironia, está Portugal na crise em que está, mas lá vamos ter mais um português em posição de destaque na União Europeia, ainda por cima no Banco Central Europeu.

É um mistério para mim como um país com tanto talento, não se consegue gerir a si mesmo.