O que ganhamos com a proibição da venda de órgãos:
- Longas Listas de Espera
- Escassez de órgãos, por falta de dadores
- Morte dos pacientes, após doença prolongada. Estes pacientes ficam à mercê de uma lei restritiva que os proíbe de adquirir o órgão de que tanto precisam.
Quem defende que o mercado iria encarecer os órgãos que hoje são doados de graça, afirma que o direito à vida daqueles que não têm meios de pagar sobrepõe-se ao direito à vida daqueles que estão dispostos a pagar. É penalizar quem quer dar uma compensação à pessoa que lhes cedeu um órgão, e beneficiar quem espera que um pedaço do corpo lhes seja dado a troco de nada. A necessidade de uns não é motivo, a meu ver, para arruinar a vida dos outros. Aqueles que têm meios de pagar iam usufruir apenas a seu custo.
E mais ainda, quem defende esta moral está consciente de que se deve deixar morrer mais pessoas, mas que no conjunto, é melhor que se poupe aqueles que não querem pagar, para morrer muitos mais que estariam dispostos a dar uma compensação. Esta priorização imoral é feita com a consciência de que se deve impedir um aumento do número total de transplantes. Em suma: menos transplantes no total, e para quem menos os merece. É uma moralidade que sinceramente não entendo.
Porque fica o cidadão por exemplo privado de um seguro de saúde a custo zero, em que a companhia teria o direito de retirar os seus órgãos caso este viesse a falecer de acidente? Será também imoral baixar o custo da saúde?
Mais uma vez o estado moralista está-se a opor às escolhas pessoais de cada um. Será que a pessoa disposta a vender um órgão, imaginem para financiar um tratamento de saúde que necessite, não é capaz de tomar essa decisão? Lá vem o estado paizinho que precisa de proteger as pessoas de si próprias em relação às decisões que tomam para a sua vida. Mais uma vez a moral aberrante defende, que o direito das pessoas tolas que têm de ser protegidas pelo estado sobrepõe-se ao direito das pessoas racionais que tomam uma decisão em consciência.
Quantos de vocês se iriam privar de comprar um órgão, se precisassem dele para viver, e não houvesse dadores disponíveis?
















