Citações

Citações de figuras conhecidas.
Retrato de Igor Caldeira

A laicidade ou secularidade do Estado é um real ganho da história e da civilização. Mas, se daqui partirmos [...] para concluir que não lhe deve dar condições de autodesenvolvimento e concretização comunitária, então estamos diante duma laicidade negativa, também designada por laicismo ou secularismo.

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, através d'O Demente

A laicidade e a secularidade são boas, o laicismo e o secularismo são maus.
A democracia é boa, ser democrata é mau.
O Benfica está bem, ser benfiquista está mal.
Haver partidos é bom, ser de um partido é mau.

E poderíamos até dizer:
A Igreja Católica é boa, o catolicismo é mau.

É giro, é muita giro. Eles são espertos pá, bué espertos.

Retrato de Igor Caldeira

Pacheco Pereira (JPP) parece ser daquelas pessoas que fareja a História. Para onde soprarem os ventos, assim vai ele. Em trinta e cinco anos já foi maoísta, socialista liberal, social-democrata, de há uns anos a esta parte é liberal mas começa a fechar o círculo de volta ao totalitarismo e já dá uns passinhos de dança com o neonazismo.

É brilhante a sua frase incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião. Ficará para sempre guardada no meu coração. Aprecio o interesse que um hectare de maçarocas merece da sua parte e o desprezo que a dignidade de minorias raciais, sexuais ou adversários políticos lhe merecem.
A sua defesa de Mário Machado é de certa forma um regresso ao passado, ainda que mascarado de defesa do genuíno liberalismo. Um totalitarista demonstra o seu amor por outro. Mais ainda, subscreve inevitavelmente tudo o que o dirigente dos Portuguese Hammerskins já disse e fez. De facto, JPP não acha grave nem criminoso as seguintes frases e actos:
  • P... de m..., não voltas a escrever sobre mim! E tem cuidado a andar na rua, parto-te todo. Um dia ainda te arranco a cabeça, meu p...
  • Mário Machado, Veríssimo, Paulo Florência, Amorim, Isaque e Rogério invadiram o bar Loukuras, em Peniche, Abril de 2005. Enquanto os outros agrediram um estrangeiro ao soco e pontapés, Machado segurou o dono do bar com uma faca.
  • “Todos os nacionalistas são portadores de armas de fogo e estão preparados para tomar de assalto as ruas quando for necessário”, anunciou Mário Machado na RTP, Junho de 2006, enquanto exibia a sua shotgun.
  • Em Janeiro deste ano, Mário Machado e 12 skins invadiram o Jumbo da Maia, Porto, numa perseguição pessoal. Falharam o alvo mas acertaram num Porsche que viram na estrada. Seguia um negro ao volante.

Tudo isto e muito mais está aqui. Para mim é escandaloso que haja pessoas que usem o liberalismo para defender a posse de armas, a revolução armada e a tomada violenta do poder, o tráfico de droga e agressões consecutivas. Inclusivamente houve ataques à propriedade privada. Se a dignidade da pessoa humana não convence certo tipo de "liberais", então vejamos o Porsche que Machado e os seus amigos vandalizaram por ser conduzido por um negro. Vale bem mais que um hectare de milho.

Aproveito para deixar um cartaz que a República Popular Democrática do Abrupto (via Arrastão) deve estar neste momento a imprimir, bem como uma canção que o próprio JPP (aqui com as barbas um pouco mais compridas que o normal e disfarçado de taliban para depois culpar os gajos do BE) estará a ensaiar para cantar em frente da prisão onde Mário Machado estará detido.

Retrato de Igor Caldeira
Eis agora uma especialista a confirmar a introdução de alterações revolucionárias na forma de as empresas encararem os seus produtos e os seus processos:
Penso que está a emergir uma tendência de desmaterialização e de descarbonização. Temos uma economia muito baseada em coisas materiais e em energia. A questão é como desenvolver uma economia baseada noutros recursos. É preciso pensar em termos de economia de funcionalidades, o que significa vender mais serviços que produtos. Um exemplo disto é a Interface, líder mundial na produção e venda de alcatifas, que hoje em dia, aluga alcatifas em vez de as vender, ou a Michelin que tem um serviço de aluguer de pneus e não de venda. Isto significa que as empresas estão a procurar vender serviços de qualidade a médio-longo prazo em vez de vender produtos. Depois também podem fazer uma melhor manutenção, e no final é mais fácil tratar da reutilização e da reciclagem do produto. Todos estes processos de desmaterialização, descarbonização, economia de funcionalidades e a análise do ciclo de vida do produto devem aumentar, porque vemos que há tanta procura de materiais e energia com o aumento da população mundial, que vamos ter de pensar em implementar novos modos de vida e não apenas pequenas transformações. Teremos de transformar a economia mundial.
Bénédicte Faivre-Tavignot, em entrevista à Sair da Casca
Retrato de Miguel Duarte

Mais algumas citações de Ayn Rand, retiradas do documentário "Ayn Rand: A Sense of Life" que eu gostei particularmente. Uma aborda a questão da importância da auto-estima:

If we have a bad nature, we have no self-esteem. If we have no self-esteem, any demigod can have us. He can order us about because we wouldn't consider ourselves valuable enough to be free. You will be anxious to follow anyone because you don't trust yourself.

O outra, é a prova em como alguém não religioso pode apreciar a vida e ter uma filosofia de vida enriquecedora.

You see, I am an atheist and I have only one religion: the sublime in human nature. There is nothing to approach the sanctity of the highest type of man possible, and there is nothing that gives me the same reverent feeling, the feeling when one's spirit wants to kneel, bare-headed. Do not call it hero worship, because it is more than that. It is a kind of strange and improbable white heat where admiration becomes religion, and religion becomes philosophy, and philosophy–the whole of one’s life.

Retrato de Miguel Duarte

Vi o documentário "Ayn Rand: A Sense of Life" e há uma frase de Ayn Rand que gostei muito:

I want to make something clear, I am not a conservative. I think that today’s conservatives are worse than today’s liberals. I think that they are, if anyone destroys this country, it will be the conservatives because they do not know how to preach capitalism, to explain it to the people…because they do nothing except apologize and because they are all altruists. They are all based on religious altruism and on that combination of ideas, you cannot save this country.

Retrato de Miguel Duarte

A liberal is a man too broad-minded to take his own side in a quarrel.

Robert Frost

Retrato de Miguel Duarte

Uma citação de que gostei particularmente, atribuída a Ronald Reagan (tradução livre minha):

A liberdade nunca está a mais do que a uma geração da extinção. Não a transmitimos aos nossos filhos por via sanguínea. A liberdade é algo pelo qual temos que lutar, proteger e transmitir-lhes por forma a que façam o mesmo, sob pena de um dia passarmos os últimos anos das nossas vidas a contar aos nossos filhos e netos como era no passado nos Estados Unidos onde os homens eram livres.

Infelizmente, nos dias que correm não poderia ser mais verdade.

Retrato de Igor Caldeira
É-me difícil perceber o motivo pelo qual quanto mais radical é a Esquerda, mais anti-católica e mais pró-islâmica ela é. Qualquer frase que na boca do Papa é apelidada de retrógrada, na boca de um barbudo aos berros ou de um sheik falando com voz de cordeiro é recebida ou com silêncio reverente, ou com um aceno compreensivo ou até com um apoio à sua especificidade cultural.

[Não se ria a Direita - a sua atitude é a diametralmente oposta, ou melhor, é exactamente igual. Se alguma obscenidade religiosa for defendida por um muçulmano, é apelidada de ataque aos valores ocidentais. A mesma posição, tomada pelo Vaticano, é entendida como normal afirmação dos valores que moldaram a Europa e o Ocidente.]

Retrato de Igor Caldeira
Não aconselhado a eurocépticos de esquerda e de direita, nacionalistas de tipos vários nem a quem confunde admiração pelos Estados Unidos (sobretudo pelo pior dos Estados Unidos) com ódio à Europa.
Europe has lost the plot. As we approach the 50th anniversary of the treaty of Rome on 25th March 2007—the 50th birthday of the European economic community that became the European Union—Europe no longer knows what story it wants to tell. A shared political narrative sustained the postwar project of (west) European integration for three generations, but it has fallen apart since the end of the cold war. Most Europeans now have little idea where we're coming from; far less do we share a vision of where we want to go to. We don't know why we have an EU or what it's good for. So we urgently need a new narrative.
I propose that our new story should be woven from six strands, each of which represents a shared European goal. The strands are freedom, peace, law, prosperity, diversity and solidarity. None of these goals is unique to Europe, but most Europeans would agree that it is characteristic of contemporary Europe to aspire to them.
[...]
By contrast with much traditional EU-ropean discourse, neither unity nor power are treated here as defining goals of the European project. Unity, whether national or continental, is not an end in itself, merely a means to higher ends. So is power. The EU does need more capacity to project its power, especially in foreign policy, so as to protect our interests and realise some benign goals. But to regard European power, l'Europe puissance, as an end in itself, or desirable simply to match the power of the US, is Euronationalism not European patriotism.

So our new narrative is an honest, self-critical account of progress (very imperfect progress, but progress none the less) from different pasts towards shared goals which could constitute a common future. By their nature, these goals can not fully be attained (there is no perfect peace or freedom, on earth at least), but a shared striving towards them can itself bind together a political community.

[...]
Freedom Europe's history over the last 65 years is a story of the spread of freedom. [...]
Most Europeans now live in liberal democracies. That has never before been the case; not in 2,500 years. And it's worth celebrating.
[...]
Peace For centuries, Europe was a theatre of war. Now it is a theatre of peace. Instead of trying out our national strengths on the battlefield, we do it on the football field. Disputes between European nations are resolved in endless negotiations in Brussels, not by armed conflict. The EU is a system of permanent, institutionalised conflict resolution. If you get tired of Brussels waffle and fudge, contemplate the alternative.
[...]
Law Most Europeans, most of the time, live under the rule of law. We enjoy codified human and civil rights and we can go to court to protect those rights. If we don't receive satisfaction in local and national courts, we have recourse to European ones—including the European court of human rights. Men and women, rich and poor, black and white, heterosexual and homosexual, are equal before the law.
[...]
Prosperity Most Europeans are better off than their parents, and much better off than their grandparents. They live in more comfortable, warmer, safer accommodation; eat richer, more varied food; have larger disposable incomes; enjoy more interesting holidays. We have never had it so good.
[...]
Diversity In an essay entitled "Among the Euroweenies," the American humorist PJ O'Rourke once complained about Europe's proliferation of "dopey little countries." "Even the languages are itty-bitty," he groaned. "Sometimes you need two or three just to get you through till lunch." But that's just what I love about Europe. You can enjoy one culture, cityscape, media and cuisine in the morning, and then, with a short hop by plane or train, enjoy another that same evening. [...] And when I say "you," I don't just mean a tiny elite. Students travelling with easyJet and Polish plumbers on overnight coaches can appreciate it too. [...] This is not just diversity; it is peaceful, managed and nurtured diversity. America has riches and Africa has variety, but only Europe combines such riches and such variety in so compact a space.
[...]
Solidarity Isn't this the most characteristic value of today's Europe? We believe that economic growth should be seasoned with social justice, free enterprise balanced by social security—and we have European laws and national welfare states to make it so. Europe's social democrats and Christian democrats agree that a market economy should not mean a market society. There must be no American-style, social Darwinian capitalist jungle here, with the poor and weak left to die in the gutter. We also believe in solidarity between richer and poorer countries and regions inside the EU [...].
Retrato de Igor Caldeira
Navegando por aqui e por ali cheguei a um grupo de discussão americano cujo objectivo não percebi muito bem, mas basicamente pareceu-me que eram uma cambada de retardados, nenhum capaz de dizer uma palavra sem dar dois erros e cujos temas de conversa passam inevitavelmente por assimilar feminismo, homossexualidade, judaísmo, nazismo e fundamentalismo islâmico. Eu sei que é igualzinho, mas era um grupo americano, logo não podiam ser os autores d'O Demente.
Entre alguns dos sítios que os ratos lá do sítio aconselham a ir visitar está o inefável IHR. Outros links vi, cada um pior que o outro e alguns curiosamente nazis; como podem imaginar, não me apetece fazer publicidade aos mesmos. No entanto, o IHR é um must.
Provavelmente alguns conhecerão o argumento já utilizado pela senhora que ninguém percebe se já está definitivamente louca ou se sempre foi idiota que resolveu escrever artigos como Down with the Feminazis.
Precisamente a respeito do alegado totalitarismo feminista e dos seus alegados tiques nazis, gostaria de trazer um discurso de Goebbels. De facto, creio que os Dementes até apoiariam o que ele afirmou no dia 18 de Março de 1933:
[...] those things that belong to the man must remain his. That includes politics and the military. That is not to disparage women, only a recognition of how she can best use her talents and abilities.
Looking back over the past years of Germany's decline, we come to the frightening, nearly terrifying, conclusion that the less German men were willing to act as men in public life, the more women succumbed to the temptation to fill the role of the man. The feminization of men always leads to the masculinization of women. An age in which all great idea of virtue, of steadfastness, of hardness, and determination have been forgotten should not be surprised that the man gradually loses his leading role in life and politics and government to the woman.
It may be unpopular to say this to an audience of women, but it must be said, because it is true and because it will help make clear our attitude toward women.
[...]
revolutionary transformations have largely taken from women their proper tasks. Their eyes were set in directions that were not appropriate for them. The result was a distorted public view of German womanhood that had nothing to do with former ideals.
A fundamental change is necessary. At the risk of sounding reactionary and outdated, let me say this clearly: The first, best, and most suitable place for the women is in the family, and her most glorious duty is to give children to her people and nation, children who can continue the line of generations and who guarantee the immortality of the nation. The woman is the teacher of the youth, and therefore the builder of the foundation of the future. If the family is the nation's source of strength, the woman is its core and center. The best place for the woman to serve her people is in her marriage, in the family, in motherhood. This is her highest mission.
[...]
A characteristic of the modern era is a rapidly declining birthrate in our big cities. In 1900, two million babies were born in Germany. Now the number has fallen to one million. This drastic decline is most evident in the nation's capital. In the last fourteen years, Berlin's birthrate has become the lowest of any European city. By 1955, without emigration, it will have only about three million inhabitants. The government is determined to halt this decline of the family and the resulting impoverishment of our blood. There must be a fundamental change. The liberal attitude toward the family and the child is responsible for Germany's rapid decline.
E agora, quem é o nazi?