Citações

Citações de figuras conhecidas.

«O cepticismo racionalista dá lugar ao niilismo e, com ele, ao fanatismo.» - @Expresso.pt

Já que o cepticismo face a doutrinas, dogmas e autoridades, descamba em fanatismo niilista, para evitar tais males devemos ser todos uns carneirinhos crédulos e complacentes. Que atrevimento do ser humano em querer pensar por si próprio. Nope. We can't have that.

Retrato de Igor Caldeira

Encontrei há uns dias este texto de Amartya Sen, Prémio Nobel e economista ligado ao liberalismo norte-americano; por outras palavras, eu disse exactamente o mesmo no texto "A diferença fundamental entre o anti-estatismo primário e o individualismo sincero". No entanto, há aqui uma dimensão que não deixa, para mim, de ser importante reter e que tem que ver com a questão da cooperação para o desenvolvimento.

Não quero nem pôr de parte um certo realismo na Relações Internacionais (que é imprescindível) nem defender um idealismo catastrófico como o que enterrou os EUA no pântano iraquiano. No entanto, creio que os países europeus em particular devem promover uma distribuição das ajudas para países em denvolvimento com critérios que premeiem não só a boa utilização do dinheiro pelos estados receptores, como também o seu compromisso com a democracia política e (mais importante que a democracia política) com os Direitos Humanos.

Creio ser isto bastante mais útil que comprar atoleiros iraquianos. É que se à bomba podemos impôr democracias de opereta, para irmos além da fachada e construir um edifício sólido de liberdade, temos de estar preparados para empreender (e ajudar a empreender) um longo caminho.

Deixo então o texto:

"[o desenvolvimento económico] Pode em certas ocasiões ser analisado em termos muito limitados, como crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), ou talvez como um aumento de algum indicador do rendimento nacional distributivamente ajustado. Tentarei defender [...] uma visão muito mais ampla do desenvolvimento económico, que não será entendido só em termos de expansão de certos objectos úteis, mas primariamente como um fomento da liberdade humana, e em particular da liberdade de desfrutar de uma boa qualidade de vida.

A partir desta perspectiva, o desenvolvimento exige que se eliminem as principais fontes de falta de liberdade: a pobreza e a tirania, a escassez de oportunidades económicas e as privações sociais sistemáticas, o abandono em que podem encontrar-se os serviços públicos e a intolerância ou o excesso de intervenção de Estados repressivos. Trata-se de um processo de expansão das liberdades reais de que disfrutam as pessoas. O facto de centrarmos a atenção directamente nas liberdades humanas contrasta com as concepções mais estreitas do desenvolvimento que o identificam com o crescimento do PIB, com a industrialização ou com o progresso tecnológico. O crescimento do PIB, da indústria ou da tecnologia podem ser, desde logo, um meio muito importante para aumentar as liberdades dos membros da sociedade, mas as liberdades das quais os indivíduos realmente disfrutam dependem também de outros factores [...]. Conceber o desenvolvimento como um processo de expansão das liberdades fundamentais leva a centrar a atenção nos fins a partir dos quais ganha importância o desenvolvimento, mais que em alguns dos meios que inter alia desempenham um destacado papel no processo."

DN: - Não foi um[SIC] anedota de[SIC] fez espoletar o processo disciplinar?

Margarida Moreira - Directora da DREN - Não. Foi um insulto e não tem nada a ver com a licenciatura do primeiro-ministro. É um insulto ao cidadão José Sócrates, que além de cidadão é o primeiro-ministro de Portugal.

@DN

Retrato de Igor Caldeira

«Portugal ainda nao está preparado para a implementação da flexigurança
Portugal terá de dinamizar o mercado laboral, promover a requalificação de competências e fomentar uma política de responsabilidade social, até poder implementar a flexigurança, afirmou hoje Poul Rasmussen, ex-primeiro-ministro dinamarquês»
SOL
«A flexigurança é a melhor resposta moderna para evitar empregos precários. Mas a flexibilidade sem segurança é a melhor forma de obter empregos precários.
[...]
Não consigo entender a hesitação de patrões e sindicatos na cooperação porque não vejo quaisquer efeitos negativos. Claro que não podemos forçar os parceiros sociais a entrarem em negociações com o Governo, mas diria que se fosse um líder sindical seria mais interessante ter a minha proposta e dizer aos empregadores e ao governo: "Esta é a minha proposta. Têm alguma alternativa?"»
Poul Rasmussen, Diário de Notícias
«"Tem por isso toda a razão, Poul Rasmussen quando, no congresso do Partido Socialista Europeu, afirmou que o modelo de flexigurança deve ser seguido não como uma cópia, mas como um roteiro, sensível às especificidade de cada País.»
Pedro Adão e Silva, Diário Económico

Defendendo eu uma lei laboral mais flexível, mas não a confundindo eu com aquilo que muita Direita quer (ou seja, que a flexibilidade selvagem que já existe na prática seja transposta para a lei), nem sendo dado a grandes deslumbramentos com os modelos sempre infalíveis que de cinco em cinco anos nos apresentam (URSS, China, Albânia, EUA, Irlanda, Finlândia, agora Dinamarca - pergunto-me se os defensores da implementação imediata da flexigurança dinamarquesa desejarão o correspondente aumento dos impostos), não podia estar mais de acordo com Rasmussen.
De facto, se nós temos, entre os mais jovens, das mais altas taxas de precarização, é à lei que temos que o devemos: uma lei que ou nos garante tacho para a vida toda, ou nos atira para os recibos verdes e para o novo tráfico negreiro, as empresas de trabalho temporário. Ontem ao ver o sempre difícil de adjectivar programa da SIC Radical, Vai Tudo Abaixo, apeteceu-me aplaudir: no dia da Greve Geral, os dois pseudo-revolucionários de serviço (um dos melhores sketches) foram para junto de um piquete de greve gritar: «Camaradas, sabem por que é que aqui falta juventude? Porque os jovens estão todos a recibos verdes, não podem fazer greve, só vocês é que podem fazer greve.» Sorte a deles os grevistas terem aceite a brincadeira, porque a crítica subjacente não podia ser mais violenta.

Há muito neste processo (roteiro, como prefere designar Rasmussen) que vai depender de algum voluntarismo e coragem governamental. Provavelmente (pelo menos, é o que me parece mais lógico) o caminho será realmente procurar uma Terceira Via legislativa: tornar o vulgar contrato laboral menos proteccionista, por um lado, e por outro limitar os fictícios recibos verdes e a contratação através do trabalho temporário. No entanto - e o ex-primeiro-ministro dinamarquês frisa-o - sindicatos e patrões vão ter de ser capazes de com mais frequência negociarem directamente, com o mínimo de interferência política. Creio ser esse o melhor caminho, o que maior maturidade demonstra - e, tanto por culpa das centrais sindicais quanto das confederações patronais, reconheço que o mais difícil de empreender.

Retrato de Igor Caldeira

Eu adoro o João César das Neves: ele mistura a beatice católica mais analmente retentiva que se possa imaginar com uma sinceridade infinita em cada bacorada salazarista que consegue cuspir. É um tipo às direitas!

Ao que parece, ele não consegue distinguir entre duas (ou, já agora, mais) pessoas maiores de idade que livremente desejem ter relações sexuais (e/ou afectivas) e por exemplo a proibição de entrarmos numa via de sentido proibido ou de caçarmos no jardim lá do bairro.

Como é óbvio, os resultados são naturalmente os mesmos. Impagável.

http://www.destak.pt/artigos.php?art=816
"O tabu
Tribunais americanos estão a discutir a poligamia. Algumas seitas religiosas usam-na, desafiando a lei, e certas consequências geraram compreensivelmente processos criminais.
Este estilo de vida, como a prostituição, ainda luta pela legalização, mas homossexualidade e pornografia já estão na fase de reconhecimento oficial, envolvendo vários políticos na campanha.
Por detrás disto tudo está o tabu fundamental de um tempo que se diz sem tabus: «como se pode proibir ou limitar a sexualidade consentida entre adultos?».
Curiosamente, este argumento parece decisivo a muitos. Curiosamente, porque quase todas as outras actividades consentidas entre adultos são hoje, não só altamente regulamentadas, mas até proibidas, criminalizadas e punidas.
Contratos de trabalho e arrendamento entre adultos que consentem estão sujeitos a miríades de regras e restrições. Quem abre um restaurante ou uma loja de comidas, anda de carro ou caça, tem de cumprir milhares de regulamentos, que o sujeitarão a pesadas penas, mesmo que só se envolvam adultos que o desejem.
O tráfico de droga, contrabando e múltiplas outras actividades praticadas entre adultos que, mais que consentindo, estão mesmo ansiosos por isso, continuam proibidos e perseguidos. E com toda a razão!
Por que motivo então a sexualidade tem de ser a única acção onde basta o consentimento de adultos? Será por ser pouco importante? Por acaso, é muito mais influente que qualquer das outras. Por que razão é então? Muitos acham a resposta evidente. De facto, os tabus nunca precisam de justificar os seus motivos. Por isso é que são tabus.
João César das Neves"

Na Alameda Digital (www.alamedadigital.com.pt), espaço de debate do pensamento tradicional, encontramos o seguinte texto, da autoria de Miguel Castelo Branco:

"A nostalgia de Roma persistiu sob o Sacro Império, dos Carolíngios aos Otónidas, dos Hohenstaufen aos Habsburgos e depois, com Napoleão a Hitler. Unir a Europa, jungindo ou não a coroa do Imperador e o báculo do Papa tem sido o sonho de séculos. Embainhando a espada, privatizando a fé e encontrando a língua única das estruturas integradoras, os fundadores da CEE e da União Europeia fizeram, com a sua pequenez, o que grandes estrategas e déspotas não haviam logrado. A Europa, quer o percepcionemos quer não, é hoje, de novo, um Império. Sei que muitos sorrirão perante tal afirmação, mas existe. Temos uma moeda única, um parlamento comum, instituições normalizadoras e, sobretudo, uma paz de que não há memória. A Europa inspira desprezo a muitos por ser um Império Pacífico. Ora, foi este o caminho - tecnocrático, burocrático, regulamentador, normalizador - que tornou possível o que hoje temos. Parece pouco, mas é muito."

Não esperava atingir um tão alto nível de concordância com um texto de um site da direita mais conservadora e tradicional. Prova que a honestidade intelectual é muito importante em política e na vida.
Gostaria só de acrescentar que a pequenez dos fundadores da CEE e da União Europeia não é um acaso nem uma desgraça; pelo contrário, a sua quase ausência da História é a prova de que os princípios se sobrepuseram aos interesses pessoais e que um projecto nasceu de uma Ideia ao serviço do Bem Comum, e não dos interesses de homens Grandes, estrategas ou déspotas. Assim a Europa continue.

O que é curioso é que muitos dos sites do pensamento tradicional (especialmente os de maior nível cultural) afirmam que antes da Revolução Francesa existia uma Verdade e uma Fé e Princípios, e desde então a política é uma reles soma de interesses democráticos e de homens sem princípios...

Retrato de Igor Caldeira

http://www.bayrou.fr/propositions/religions.html

"Que as raízes da Europa sejam cristãs, basta abrir um livro de História para o avaliar. Mas a Europa não é feita apenas de cristianismo. Atenas deixou-nos a razão em herança. Roma - a Roma dos deuses - deixou-nos o gosto pela administração e o direito. Os judeus trouxeram o Livro, a sua memória, o seu silêncio, o seu sofrimento, sofrimento muitas vezes sob a férrea lei da Igreja. O islão guerreou ao longo do tempo, penetrou profundamente na nossa História, ameaçando, dominando e depois retirando-se, não sem deixar a sua marca na nossa cultura colectiva. E a base da Europa é também uma base de contestação do cristianismo. Voltaire é Europa, e Marx é Europa, tanto quanto Kant é Europa... A Europa são todas estas descendências, razão pela qual não podemos increver na sua Constituição uma referência a uma religião particular. Pois uma constituição é o texto fundamental que a todos permite viver com todos."

Será assim tão difícil compreender isto?

Retrato de Miguel Duarte

Na continuação da minha citação de ontem, hoje uma citação (de 2006) de José Pacheco Pereira:

Há uma semana, escrevi aqui sobre a necessidade de uma “oposição liberal moderada”, o que é o mesmo que há muito tempo defendo. Escolhi as palavras e a sua ligação, substantivo e adjectivo, com um cuidado guatemalteco, recordando-me do seu poder ilusório, do seu enorme poder porque é ilusório. Escrevi uma “oposição liberal moderada”, como podia ter também ter escrito uma “oposição liberal reformista”, o que ofende os puristas, e parece querer dizer nada, mas diz bastante. O que não dá, nem eu a procuro, é identidade pelo nome. É liberalismo, mas não é o “liberalismo”. É a prática mais do que a doutrina, porque, se houver pulsão liberal, basta-me. Se em cada medida de política se escolher a que mais nos dá liberdade, política, social, económica, cultural, é esse o caminho. É mais facilmente distinguir e escolher assim do que numa discussão doutrinária abstracta.

Não me interessa discutir a privatização dos rios, posso bem deixá-la para um longínquo futuro, mas já me importa combater pela saída do Estado dos partidos políticos, das centrais sindicais, das confederações patronais, das companhias de teatro subsidiadas, das “bolsas para escritores”, do futebol, dos órgãos de comunicação social, ou seja do negócio da propaganda, do subsídio e da protecção. Feito isto, expulsado o Estado de onde ele não deve estar, nem muito nem pouco, podemos passar para onde ele deve estar minimamente. É que sem Estado mínimo, não há justiça social. O Estado máximo que temos é a melhor garantia de que os recursos escassos serão sempre mais para os que não precisam do que para os que precisam. E é isso que me interessa, não é ter uma camisola com o nome de liberalismo ao peito.

E eu acho, certamente com a mesma cegueira daquelas conversas guatemaltecas, que somos bem capazes de distinguir entre uma solução liberal e uma estatista e escolher entre as duas. Se vamos para os dogmas, perdemo-nos; se olharmos para as políticas, achamo-nos. Mais do que liberalismo pela cartilha doutrinária eu quero políticas liberais, vontade liberal, gosto irredutível por todas as liberdades.

Fonte: Público, 6 de Julho de 2006

Retrato de Miguel Duarte

Um extracto de uma entrevista de António Pires de Lima do CDS-PP ao Público:

No plano político e ideológico, Pires de Lima critica que "o CDS tenha reduzido o discurso liberal à economia" e sobre o modelo económico, adverte: "Considero que o Modelo Social Europeu não pode ser posto em causa por importação do modelo dos EUA. O liberalismo deve defender a liberdade de escolha, a liberdade de escolha individual, de escolher a escola, médico, o centro de saúde. O CDS tem um caminho importante a seguir aí, um caminho a propor à sociedade; deve preparar e apresentar propostas que devem ter solidez e que não sejam ameaça aos direitos dos cidadãos."

Mas não basta ao CDS ser liberal na economia: "Devemos defender a liberdade das pessoas organizarem a sua vida como querem, com as opções de vida que querem e com a liberdade de disporem das suas vidas." Alerta para como a direita europeia defende e toma posição sobre direitos individuais. "Por todo o lado vemos os partidos de direita a assumir posições de defesa dos direitos individuais. Em Espanha, o PP acompanha a agenda das chamadas questões fracturantes", diz, sublinhando: "É preciso respeitar a liberdade das pessoas. Se eu defendo isso na educação e na saúde, tenho de o defender também em relação a todos os direitos."

A preocupação com os direitos individuais não significa que o CDS não seja contra o reconhecimento desses direitos, mas Pires de Lima considera que "há necessidade da direita ter posição e ter iniciativa e não copiar, para pior, as posições de outros". Ou seja, "não perder por falta de comparência ao debate, nem permitir que estas questões sejam lideradas pela esquerda mais radical".

Outra crítica que Pires de Lima faz ao CDS é a ligação deste partido à doutrina da Igreja católica: "O CDS não pode ser marcado por valores de um partido confessional. Muitas vezes no CDS confunde-se o que são os valores confessionais individuais com o que deve ser a proposta de modelo de sociedade." Isto para defender que "o que é importante é que o CDS que se vai afirmar a partir do congresso seja um CDS aberto à discussão. Os partidos existem para servirem as pessoas e têm de se questionar permanentemente sobre se estão a cumprir esse objectivo". Por isso, sustenta: "O CDS não tem de ter as posições da esquerda, mas tem de discutir tudo. Não é só a crise económica e a saúde e a educação que condicionam a vida das pessoas. E é até esquizofrénico que um partido se diga tão liberal na economia e seja tão defensivo nas questões de direitos individuais." E conclui: "A coisa que mais me custa é que homens e mulheres maduros não sejam capazes de debater e tenham posições cristalizadas há 20 ou há 30 anos."

"A direita portuguesa é uma espécie de herdeira do absolutismo do século XIX", diz Pires de Lima

Fonte: Público, 18 de Maio de 2007

«Os progressistas pretendem usar o Estado para transformar a sociedade de acordo com as suas preferências (...) diferem apenas dos conservadores apenas pelo facto de pretenderem ser os futuros conservadores.» - João [email protected]

Neste artigo do JM, «aprende-se» que entre três tipos de homo sapiens, liberais, conservadores e progressistas, que é o João Miranda que dita como uns e outros pensam e agem. Para quem gosta de simplificações embrutecedoras de palavras que caracterizam conceitos e conjuntos complexos e muitas vezes antagónicos, este artigo deve ser qualquer coisa de espantoso. Para além disso ele ainda acrescenta que os progressistas tornam-se conservadores ao fim de terem transformado a sociedade como pretendem.

Três já sabemos. Já só falta saber como é que encaixam nesse pensamento redutor, os bichos híbridos: liberais-conservadores, liberais-progressistas, conservadores-progressistas (yes they do exist), socialistas-libertários, etc, etc.

Enfim.

Com vácuos epistemológicos desta magnitude torna-se difícil não criticar.

Se fosse a levar o «critério Miranda©» a sério, não seria capaz de perceber o que separa um Liberal de um Conservador ou de um Progressista, em relação ao ponto de tornar-se conservador após o sucesso dos seus desígnios políticos: Um Liberal ao reduzir o estado estaria da mesma forma que o progressista ou o conservador o faria, a transformar a sociedade de acordo com as suas preferências. «We want to change the way people think.» - Margaret Thatcher (conservadora-liberal). O mesmo liberal, e novamente segundo o critério miranda, perante todas as futuras ideias divergentes, ele teria de se mover politicamente pela conservação do status quo.

O João Miranda ignora também o facto do progressista, fazer uma avaliação completamente diferente da sociedade, com uma probabilidade relativamente alta de ser a mesma em que vive o conservador. Não há nada que indica que esse progressista não seja capaz de formular uma opinião nova no futuro. Afinal, o mudar de opinião consoante factos que também mudam é, felizmente, algo que ocorre com relativa frequência aos seres humanos.

O João Miranda, provavelmente tem uma opinião do progressismo que o leva a associá-lo estritamente ao obrigacionismo. Não só discordo como pessoalmente elevo o progressismo ao associá-lo à natureza da nossa espécie e da sua evolução científica, sociológica e política. O progresso contínuo e acumulativo. Até porque face às suas alternativas, (revolução e status quo), ela representa um paradigma de mudança infinitamente superior.