Humor

Tudo o que faça rir um pouco.
Retrato de Luís Lavoura

Foi interessante observar a serenidade e placidez com que Jorge Jesus ontem se portou durante o jogo em que o Sporting foi, sem reação, esmagado por uma equipa albanesa. Essa calma contrasta com a excitação, furor e hiperatividade que Jorge Jesus exibe em qualquer jogo do Sporting numa qualquer competição nacional.

Decididamente, Jorge Jesus não gosta da Europa. Não gosta mesmo. Ele só compete na Europa a contragosto, e está-se nas tintas para o facto de, aí, ganhar ou perder.

Retrato de Luís Lavoura

Os libertários do blogue Insurgente, que nunca se cansaram de denunciar o atual sistema bancário baseado em reservas fracionárias e de defender um sistema monetário baseado no ouro, têm agora um aliado de peso mas quiçá não totalmente benvindo: o Estado Islâmico. Como se pode ler no Economist.

Retrato de Luís Lavoura

Quando eu era miúdo as pessoas não se admiravam de ver na televisão um futebolista a gaguejar e dizer coisas de um sentido rudimentar, pois era sabido que a maior parte dos futebolistas era pessoas de educação precária, quase analfabetas. Hoje em dia, felizmente, já não é assim, os futebolistas são obrigados a frequentar a escolaridade obrigatória tal como qualquer outro jovem. Então encanta ouvir, não um futebolista mas sim um dirigente do futebol, explicitamente o sr Luís Filipe Vieira, presidente do maior clube português, elaborar o seguinte pensamento:

O tempo nos dirá aquilo que nos vai dizer durante o próximo ano.

Retrato de Luís Lavoura

O Millenium BCP teve azar: quando se preparava para fazer o aumento de capital necessário para continuar a funcionar de acordo com as novas e mais exigentes regras, o BES deu o estouro. Agora, todos os potenciais novos acionistas ficaram a saber o que pode acontecer a quem compra ações de empresas cuja honestidade, no fundo, desconhece. Ficaram também a saber que de nada valem as garantias do Banco de Portugal nem da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários sobre a boa saúde financeira de um qualquer banco.

Retrato de Luís Lavoura

Os jogadores brasileiros cantaram o hino de bocas bem abertas, claramente a plenos pulmões. Os jogadores alemães, pelo contrário, cantaram de forma discreta, poupando as energias para o jogo. Três jogadores alemães que são de origem estrangeira (Jerôme Boateng, filho de pai ganês e mãe alemã, Sami Khedira, filho de pai tunisino e mãe alemã, e Mesut Oezil, filho de pais turcos) não cantaram o hino de todo - mas nem por isso foram menos patriotas na forma como jogaram.

Retrato de Luís Lavoura

Os jogadores alemães são todos magros, elegantes. Pelo contrário, muitos jogadores brasileiros parecem assaz volumosos, até gordos. Não admira que os alemães tenham corrido (muito) mais.

Retrato de Luís Lavoura

Há outra coisa em que, apesar de tudo, Portugal é competitivo com a Alemanha: no tempo em que demora a formar novo governo após umas eleições.

Os críticos portugueses, que utilizam sempre, como em tudo, os países anglossaxónicos como padrão, gabam o Reino Unido por, após umas eleições, demorar apenas duas semanas a ter novo governo em funções, e contrastam isso com a lentidão de Portugal, onde a formação do governo leva um mês ou mais. Pois bem: as últimas eleições alemãs foram há já dois meses e a Alemanha ainda permanece com o governo anterior.

Competitiva, a Alemanha???

Retrato de Luís Lavoura

Parece que há uma coisa em que Portugal é ultra-competitivo, competindo até com países como a Alemanha e, até, a Coreia do Sul: a natalidade portuguesa é a segunda mais baixa da Europa, apenas marginalmente mais alta do que a alemã.

Retrato de Luís Lavoura

Leio que um dos principais marcadores da soberania de Portugal sobre as ilhas Selvagens é um marco do correio, de utilidade duvidosa (o correio lá depositado só é levantado de três em três semanas) mas que lá foi colocado precisamente para assinalar a soberania portuguesa.

Pergunto: quando os Correios de Portugal forem privatizados, como se perspetiva, o que acontecerá ao marco de correio das Selvagens e, com ele, à soberania portuguesa sobre essas ilhas?

Retrato de Luís Lavoura

À atenção dos senhores empresários portugueses do setor cerâmico:

Consta que a Venezuela, país com o qual Portugal tem excelentes relações políticas, comerciais e demográficas, sofre de uma cruel escassez de papel higiénico. Trata-se de uma oportunidade a explorar para, rapidamente e em força, tentar exportar bidés para esse país.

Note-se que o setor dos bidés é um dos raros em que Portugal dispõe de uma vantagem comparativa, já que em praticamente mais nenhum país da Europa (talvez até do mundo) se fabrica e instala tal loiça sanitária. Com um poucochinho de jeito, os senhores empresários poderão até tentar começar a convencer os alemães e os franceses a instalar bidés fabricados em Portugal ao pé das suas sanitas, dado que os porcalhões desses povos geralmente têm a sanita num compartimento onde nem sequer para lavar as mãos há água.