Humor

Tudo o que faça rir um pouco.
Retrato de Luís Lavoura

À atenção dos senhores empresários portugueses do setor cerâmico:

Consta que a Venezuela, país com o qual Portugal tem excelentes relações políticas, comerciais e demográficas, sofre de uma cruel escassez de papel higiénico. Trata-se de uma oportunidade a explorar para, rapidamente e em força, tentar exportar bidés para esse país.

Note-se que o setor dos bidés é um dos raros em que Portugal dispõe de uma vantagem comparativa, já que em praticamente mais nenhum país da Europa (talvez até do mundo) se fabrica e instala tal loiça sanitária. Com um poucochinho de jeito, os senhores empresários poderão até tentar começar a convencer os alemães e os franceses a instalar bidés fabricados em Portugal ao pé das suas sanitas, dado que os porcalhões desses povos geralmente têm a sanita num compartimento onde nem sequer para lavar as mãos há água.

Retrato de Luís Lavoura

Quando, hoje em dia, vejo entrar em campo a equipa de futebol do Sporting, na maior parte constituída por jogadores ainda não saídos da adolescência, não posso deixar de me lembrar dos últimos meses da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, quando esse país começou a incorporar maciçamente nas suas tropas rapazes de menor idade, à falta de homens de barba rija para combater.

Sabe-se que a Alemanha sucumbiu pouco depois de ter adotado esse procedimento. Suspeito que o mesmo vá suceder ao Sporting.

Retrato de Igor Caldeira

Estranhos factos: entre 1995 e 2007 a desigualdade económica, atravessando mais e uma década de governos de Esquerda e de Direita, manteve-se inalterada. 

Só com a crise económica é que nos fomos tornando num país mais igualitário.
Índice de Gini, 1995-2011

 

Em 2005 os 20% mais ricos ganhavam 7 vezes mais que os 20% mais pobres. Em 2011, ganhavam apenas 5,7 vezes mais. De uma diferença de 2 (EU 5, PT 7) passámos a apenas 0,6 (5,1; 5,7). Parece que a crise tem doído mais a quem mais ganha. Quem diria?

Desigualdade na distribuição do rendimento (S80/S20)

Retrato de Luís Lavoura

... desta vez vinda do prestigiado sociólogo António Barreto, cuja credibilidade ameaça descer ao nível da de Zita Seabra. Segundo o Diário de Notícias, António Barreto afirmou: "Eu sei há muito tempo, por acaso, há quatro anos que sei que há cláusulas secretas nas Parcerias Público-Privadas".

Pergunto: se António Barreto sabe isso desde há quatro anos, por que motivo só agora o denuncia publicamente?

Retrato de Luís Lavoura

Parece que agora o Presidente da República (PR) anda a mandar mensagens ao Banco Central Europeu (BCE) através do Facebook. Parece que o líder do Partido Socialista põe "like" nos recados do PR ao BCE.

Como não uso Facebook, não posso confirmar estas criancices a que os nossos dirigentes políticos, pelos vistos de regresso à adolescência, se andarão a dedicar.

Retrato de Luís Lavoura

O presidente da Comissão Europeia, supostamente (talvez) líder da União Europeia, pediu à Alemanha que exercesse liderança contra a crise.

Afirmou que uma "União dividida" (a split Union, referiu textualmente) não é admissível.

Retrato de Luís Lavoura

A Ana de Amsterdam é das pessoas que melhor escreve na blogosfera. Hoje presenteou-nos com este texto ímpar.

Retrato de Luís Lavoura

Em tempos não muito distantes o F.C.Porto contratou um guarda-redes sérvio chamado Ivica Kralj (que em serbo-croata se lê, penso eu, Ivitsa Cralhe) para a sua equipa de futebol. Era um excelente guarda-redes que fazia belas defesas mas que, lamentavelmente, exibia uma propensão para, em certos lances atípicos, cometer erros incompreensíveis que levavam a golos dos adversários. Ao fim de uns tantos desses erros os adeptos do F.C.Porto passaram a designá-los por "cralhadas". Como não podia deixar de ser, no fim da época o F.C.Porto teve que se ver livre do inglório Kralj.

 

Está-me a parecer que, pelas mesmas razões, o Benfica terá muito em breve que fazer o mesmo ao seu inglório Roberto.

Retrato de Luís Lavoura

Nos mercados financeiros as obrigações emitidas pelo Estado português estão a ser transacionadas como se oferecessem um juro da ordem dos 6% ao ano. A um tal juro o Estado português será incapaz de se financiar quando precisar de pedir mais empréstimos (isto é, muito em breve).

Felizmente esses mercados vão agora parar por dois dias e, quando reabrirem, o papa estará em Portugal e todos os católicos portugueses poderão, oportunamente, começar a rezar pela solvência do seu país.

Não há dúvida de que a data da visita do papa a Portugal foi muito bem escolhida. É que só nos resta mesmo rezar.