Negócios Estrangeiros

Artigos que abordam a política de negócios estrangeiros sob o ponto de vista liberal.
Retrato de Luís Lavoura

A propósito do caso dos filhos do embaixador iraquiano que, basicamente, assassinaram um jovem em Ponte de Sôr, e da imunidade diplomática de que usufruem, convem lembrar o caso de um antigo embaixador português em Marrocos, o sr Jorge Ritto, que era pederasta e que durante a sua estada nesse reino molestou alguns meninos marroquinos. A polícia marroquina descobriu as malfeitorias e o embaixador português foi expulso de Marrocos. Ninguém o castigou - nem em Marrocos, nem sequer - e isso é mais interessante - em Portugal. O senhor embaixador prosseguiu as suas malfeitorias alhures, com a benévola cobertura do Estado português.

Retrato de Luís Lavoura

Paulo Portas (ministro dos Negócios Estrangeiros) foi à Venezuela procurar vender produtos portugueses. Fez ele muito bem. No regresso, falando aos jornalistas, disse que as negociações que realiza são feitas "no respeito pela soberania dos outros países".

Tem Paulo Portas toda a razão. Aplaudo essa sua postura. Em Negócios Estrangeiros deve-se começar por ter respeito pelo interlocutor, isto é, começar por respeitar a soberania dos outros governos sobre os respetivos países. Não cabe criticar os outros governos, muito menos procurar derrubá-los. Deve ser essa a postura de Portugal, um país pequeno e sem poder, tal como é a postura da China, um país grande e poderoso.

E oxalá fosse essa também a postura da Europa e dos EUA. Infelizmente, muitas vezes não é. Como se está a ver, atualmente, no caso da Síria. Ou da Coreia do Norte. Que são países cujos governos devem ser respeitados e que não se deve tentar derrubar, por pouco que se goste deles.

Retrato de Miguel Duarte

A Wikileaks e vários outros sites como o Facebook e o Twitter deram um contributo relevante para a queda de um tirano.

Vale a pena ler este artigo no Ars Techinca.

Sendo que para mim este telegrama é um caso típico de um documento que pouca gente julgaria relevante divulgar, mas que acabou por ser mais uma acha na fogueira que acabou por explodir.