(1) Porque não há qualquer espécie de razão para que o Estado português esteja metido no negócio dos transportes aéreos, um negócio concorrencial no qual atuam muitas empresas, muitas delas capazes de oferecer aos clientes portugueses preços e condições equivalentes ou melhores aos que a TAP oferece.
(2) Porque as companhias aéreas tradicionais estão em sérias dificuldades económicas por toda a Europa, afigurando-se pois arriscado, para o Estado, continuar a fazer negócio num setor periclitante.
(3) Porque o Estado português, por estar impedido de colocar dinheiro na TAP, dificilmente a pode governar eficazmente.
(4) Porque, pela mesma razão, dificilmente a TAP pode obter o capital novo de que precisa para desenvolver-se para novos mercados, como necessita.
(5) Porque o futuro da TAP está na relação entre a América (sobretudo Latina) e a Europa, e para esse efeito nada melhor do que pertencer a quem já detem a maior companhia aérea da América Latina.
(6) Porque o grupo Synergy é muito rico e poderoso e tem portanto amplo capital para investir no desenvolvimento da TAP, ao contrário de Portugal que tem escassíssimo capital.
(7) Porque, se o Estado português não a vender agora, possivelmente a TAP acabará por falir ou, se o Estado a pretender vender mais tarde, já nem sequer arranjará comprador.
Finalmente, uma razão finamente racista: porque os judeus são melhores negociantes que os portugueses e o novo dono da TAP é um judeu com uma mais que demonstrada habilidade para os negócios.













