Transportes

Comentários de membros do MLS sobre a política de transportes em Portugal.

Os carros eléctricos não são uma boa forma de combater o aquecimento global ao contrário do que possa pensar a opinião pública. Nem tão pouco são ps veículos automóveis mais eficientes energéticamente.

Contudo, são uma excelente forma de reduzir a poluição atmosférica, especialmente nas cidades e poderão fazer parte de uma vantagem competitiva para Portugal.

Os investigadores da área não consideram que esta seja uma solução com grande futuro e têm razões para tal.

Os carros eléctricos alimentam-se, como sabemos, da rede eléctrica nacional. A energia eléctrica é produzida de diversas formas, algumas poluentes e outras não poluentes. Mas enquanto as não poluentes são utilizadas ao máximo o consumo marginal é mantido pelas mais poluentes.

O carvão, por exemplo, é mais poluente que os derivados do petróleo. Se considerarmos que a energia potencial do carvão tem de ser transformado em calor, para ser transformado em movimento, para ser transformado em energia eléctrica, para ser transportado ao ponto de abastecimento e de seguida armazenada em baterias até ao momento de se transformar novamente em movimento chegamos à conclusão que as perdas em todas estas fases tornam os veículos eléctricos muito menos eficientes e muito mais prejudiciais para o ambiente que os motores convencionais. Simplesmente, não poluem as cidades.

O modelo que neste momento aparenta ser mais eficiente é um de três formas de alimentação: combustível, alimentação eléctrica por extensão (como um carro eléctrico) e auto-produção (como um veículo híbrido).

O motor eléctrico é muito mais potente e mais eficiente para velocidades inferiores a 30 Km/H (aproximadamente). O problema é que um motor de combustível que tenha, por exemplo, 115 cavalos, só atinge essa potência a uma elevada rotação. Por outro lado, um motor eléctrico tem uma entrega de potência máxima desde o primeiro instante. Os carros super-desportivos eléctricos são de tal forma potentes no arranque que têm de ser limitados ou tornam-se inguiáveis.

Já em viagem o motor a combustível consegue ser mais eficiente e menos prejudicial para o ambiente.

Os sistemas que permitem carregar as baterias através das travagens, da energia solar ou de pequenas perdas energéticas como o calor dos travões, aumentam a eficiência e a autonomia do veículo notoriamente.

Naturalmente, a nível de conforto e de potências estes carros estão à altura dos condutores mais exigentes, já que são suaves no pára arranca e combinam potência de forma optimizada.

Mas, voltando aos carros eléctricos, é necessário perceber que faz sentido a aposta do governo Português nestes veículos.

Idealmente, Portugal conseguiria atingir 100% de produção eléctrica através de energias renováveis tornando Portugal 100% verde e altamente competitivo, por apresentar vantagens às empresas e investidores em Portugal. Nesse cenário, os carros eléctricos seriam totalmente amigos do ambiente.

Por outro lado, carros eléctricos são mais económicos que veículos a combustível, e como Portugal é dos países da Europa com maior potencial para Energias Alternativas, consegue oferecer mobilização a baixo preço, sem desrespeitar as normas ambientais europeias. Algo que só será possível noutros países da União Europeia recorrendo à energia nuclear.

Por outro lado, é fundamental para a economia Portuguesa que se reduza a nossa dependência do Petróleo. Ao reduzirmos a dependência, conseguimos também reduzir o seu preço e assim controlar a inflação. Embora, tal não deva ser feito a um nível nacional mas sim, de cooperação e acordo com outros países.

Outra grande vantagem estratégica para Portugal, ao investir nos carros eléctricos é o investimento e avanço feito numa tecnologia crescente. Tanto as baterias como os motores eléctricos têm muito a evoluir e os seus mercados irão ter um crescimento exponencial nos próximos anos. Esta é uma forma de ganharmos uma forte posição competitiva num mercado emergente.

Por último, ninguém vai investir em energias alternativas se não tiver uma garantia de consumo. A existência de veículos eléctricos garante o retorno a todos aqueles que investirem em energias alternativas, seja ao nível de investigação tecnológicas ou do cidadão que coloca um painel solar na sua casa para vender energia à rede.

Se por um lado, não podemos ter a fantasia que com os carros eléctricos vamos salvar o planeta, podemos aplaudir o investimento estratégico e visionário do Governo Português.

Retrato de Miguel Duarte

E no seguimento da discussão anterior, eis que, nem de propósito, até em Nova Iorque decidem encerrar temporariamente ao trânsito a Times Square e a Broadway. Até ao fim do ano só serão autorizados peões e bicicletas.

Será mais fácil encerrar ao trânsito a Times Square que a Praça do Comércio?

Retrato de Miguel Duarte

Neste artigo, Fernanda Câncio aborda a questão da restrição ao trânsito de zonas no centro de Lisboa.

Só posso dizer que concordo a 100%, como já aqui referi anteriormente. Inclusivamente, na parte em que só irá receber o meu voto nas autárquicas o candidato que me der garantias, a mim como Lisboeta, que essa política irá ter continuação. E claramente, esse candidato, não é Pedro Santana Lopes, pois, como Fernanda Câncio refere, quando este esteve na Câmara de Lisboa nada fez nesse sentido. Pior, trabalhou no sentido inverso ao lançar o Túnel das Amoreiras.

Vivo em Lisboa e quero uma Lisboa com menos automóveis e mais vias cicláveis, espaços verdes, árvores (é diferente de espaços verdes!) e transportes públicos. Acredito que muitos lisboetas (aqueles que vivem em Lisboa cidade) estarão de acordo comigo.

Retrato de Miguel Duarte

Acabei de chegar da Alemanha e mais uma vez vim incrivelmente agradado com o serviço de comboio alemão, tão agradado que resolvi rever a oferta da CP.

Na Alemanha consegue-se viajar de comboio para todo o lado, com uma frequência de oferta enorme e a custos bastante aceitáveis (por exemplo, um grupo de 5 amigos ou uma família pode viajar um fim-de-semana inteiro por 35 € dentro de um mesmo estado alemão, maior que Portugal).

Tenho uma amiga que mora em Karlsrue e trabalha em Freiburg, a 137 kms de distância, fazendo diariamente esse trajecto em comboio de alta-velocidade. O percurso de carro demoraria aproximadamente 1 hora e 20 minutos, de comboio demora uma hora e custa-lhe "apenas" um passe (válido para todos os comboios em toda a Alemanha) de 3500 €/ano, o que na realidade é um óptimo negócio mesmo em termos de dinheiro, saindo bem mais barato que usar um automóvel. Pela explicação dela, a Alemanha apostou em espalhar as pessoas pelo seu território e em permitir que usando o comboio seja possível residir-se em cidades distantes do local de trabalho.

Ah! E a Deutsche Bahn dá lucro! Ou seja, presta um serviço invejável que pura e simplesmente torna desnecessário o carro e mesmo assim consegue dar lucro.

Bem, e nós por cá?

Uma decepção enorme. Tirando a linha do Norte, que efectivamente é competitiva em tempo com o automóvel e tem uma boa frequência (ex: num dia típico existem 27 comboios para o Porto), o resto não é minimamente competitivo.

Quer existem capitais de distrito que não são servidas por comboio (ex: Bragança, Viseu, Portalegre), quer os tempos de transporte para lá chegar são incrivelmente lentos, quer as frequências incrivelmente reduzidas. Por exemplo, para se ir de Lisboa ao Algarve em Alfa Pendular demora-se 3 horas e 20 minutos, sendo que para este percurso apenas existem dois serviços de alta-velocidade (o Alfa Pendular) e seis serviços num dia típico. E isto é para o Algarve, onde ainda existe o Alfa Pendular.

Se quisermos ir de Lisboa para Évora demoramos 2 horas de comboio, um percurso que demoraria 1 hora e 30 minutos, tendo apenas 3 comboios diário, e se quisermos ir de Lisboa para Beja, demoramos 2 horas e 30 minutos de comboio, com também apenas três serviços diários, quando o percurso de automóvel seria de 2 horas.

Assim, claro está, a CP vai continuar a ter prejuízo e os portugueses a preferir usar o automóvel. Para que passemos a assistir ao inverso, temos que ligar no mínimo todas as capitais de distrito e médias/grandes cidades por comboio, assegurar que os tempos de percurso são tão ou mais rápidos que de automóvel e assegurar que existe uma oferta de frequências minimamente aceitável. E note-se, que construir um km de linha de comboio é mais barato que construir um km de auto-estrada.

Quando alguns indivíduos assaltam um banco ou uma ourivesaria estão a roubar por motivos económicos, racionais e facilmente identificáveis. Evidentemente, devem ser subtraídos à sociedade e punidos, pois tais comportamentos não são admissíveis.
Quando uma população vê que uma infra-estrutura falha repetidamente, causa vítimas mortais e danos psicológicos terríveis a essa população que vai continuar a utilizá-la, ninguém consegue perceber quais os motivos que explicam isso. Se me levarem o carro, é péssimo, mas eu posso compreender; mas se a linha férrea que eu utilizo tiver acidentes continuamente, como posso eu compreender isso? Incúria? Sabotagem? Sabotagem por parte do Estado, através da incúria? Mas porquê? Essa incompreensão dos motivos torna a aceitação da adversidade muito mais difícil.
O que está a acontecer em Trás-Os-Montes é absolutamente criminoso, e assume a forma de “onda” – porque os acidentes sucedem-se e não parecem ter fim à vista. Há pessoas a morrer. Querem fechar a Linha para construir a barragem? Fechem-na. Se não, são urgentes obras de reparação. Esta situação é que não é sustentável – especialmente num país onde as pontes caem, onde a sociedade já devia ter medo e estar alertada para este tipo de fenómenos terceiro-mundistas não acontecerem.
Entretanto, discute-se o investimento num comboio de Alta Velocidade.

Lisboa, 11 de Junho de 2008 - A crise que Portugal atravessa necessita para a sua resolução de um grande sentido de Estado. Não apenas da parte do governo, mas também dos partidos da oposição, dado que a actual situação não se deve exclusivamente ao actual governo, mas sim a decisões políticas tomadas nas últimas décadas por vários governos e à conhecida alta dos preços do crude.

O MLS - Movimento Liberal Social apela a todos os partidos políticos com assento parlamentar para que, de uma forma construtiva e em conjunto, procurem uma solução para a actual situação, a qual não pode ser encontrada através da oposição destrutiva e do teatro político a que os actuais partidos com assento parlamentar nos habituaram.

O MLS defende também que:

- É fundamental manter-se o respeito pela lei e a ordem pública. Se o direito à greve deve ser respeitado, ele não pode em caso algum afectar o direito de outros a trabalhar. Quaisquer desrespeito pela lei, ou destruição da propriedade privada de outrem, devem ser impedidos ou imediatamente sancionados;

- A actual estrutura de impostos sobre os combustíveis deve ser revista tendo como objectivo aproximação à taxação espanhola, por forma a não prejudicar a competitividade da nossa economia. Foi um erro político permitir que os impostos em Portugal sobre o consumo de combustíveis fossem superiores ao nosso país vizinho e tal deveria ser assumido por todas as forças políticas que contribuíram para a actual situação;

- O enfoque nas energias renováveis e na eficiência energética deverá ser ainda maior, reduzindo-se ao mínimo a carga fiscal sobre os equipamentos necessários para as utilizar e sobre as próprias energias;

- Quaisquer que sejam as medidas tomadas é necessário que sejam tomadas de uma forma justa para todos os sectores da economia. Porque, se ontem foi a pesca e hoje são os transportes, amanhã será a agricultura, os serviços e a indústria. Medidas avulsas acabam apenas por beneficiar quem faz mais barulho e não resolvem os problemas que todos os sectores estão a sofrer. Infelizmente, as notícias indiciam que este se limita a apagar sucessivamente fogos e não a procurar uma solução global para o problema;

- O actual problema, mais do que um problema de custos elevados de uma matéria prima (os combustíveis), é um problema de preços de prestação de serviços e de revenda de bens, preços esses que têm que aumentar mas que, devido a problemas de concorrência estruturais na nossa economia, não estão a aumentar.

Retrato de Miguel Duarte

Esta notícia é particularmente grave. Ninguém tem o direito de desviar camiões em nome do direito à greve.

O mais grave é que nestes dois últimos dias o país está a entrar num caos e o governo está a deixar. Por muito que considere que o preço dos combustíveis deveria ser igual em Portugal e em Espanha e que devido a isso o governo deveria baixar os impostos sobre os combustíveis, a comida tem que continuar a chegar a casa dos portugueses e os combustíveis às empresas e às nossas viaturas. O país não pode parar porque o petróleo está elevado.

Se para isso a polícia tem que escoltar todos os camiões de transporte de alimentos e de combustível que assim seja. Se têm que se prender os criminosos que confundem o direito à greve com o direito a intimidar os outros e ao crime, então que assim seja.

Retrato de Luís Lavoura

Tem andado para aí a ser abundantemente debatida a possibilidade de descer o Imposto especial sobre Produtos Petrolíferos (ISP). Cabe fazer algumas perguntas que, estranhamente, não têm feito parte deste intenso debate.

1) Ainda há pouco tempo o governo anunciou uma descida do IVA, no segundo semestre deste ano, de 21% para 20%. Aquando desse anúncio diversas pessoas sugeriram propostas alternativas: que em vez de se descer o IVA se deveria descer o IRC, ou então o IRS. Mas ninguém, nessa altura, sugeriu que, em vez de se descer o IVA, se deveria descer o ISP. Cabe perguntar por que é que agora, tão pouco tempo depois, surge esta proposta alternativa de descer o ISP, que ainda há tão pouco tempo foi totalmente desconsiderada. Cabe também perguntar se os defensores de uma descida do ISP pretendem encará-la como uma alternativa à descida do IVA, ou se quereriam as duas coisas - descida do IVA e do ISP - simultâneamente.

2) Entretanto, mesmo a proposta descida do IVA teve contestatários, nomeadamente o ex-ministro das finanças Luís Campos e Cunha, que a considerou arriscada e extemporânea, por o deficit orçamental do Estado ser ainda muito elevado. Cabe então perguntar se uma descida do ISP não seria igualmente uma medida muito arriscada.

3) O ISP aplica-se, de forma diferenciada, a diversos produtos petrolíferos. Cabe então perguntar se o ISP deverá descer uniformemente para todos eles, ou se deverá descer mais para uns do que para outros. Refiro-me em particular ao gás de petróleo (butano ou propano) engarrafado. Trata-se de um produto que é utilizado quase exclusivamente para consumos domésticos de primeira necessidade - cozinhar, e aquecer águas domésticas. Trata-se, ademais, de um produto que é utilizado sobretudo em zonas rurais do país - as que não têm acesso à rede de gás natural - ou seja, nas zonas mais pobres do país. Não seria então justo descer o ISP, sobretudo, sobre esse gás de petróleo engarrafado, em vez de descer o ISP sobre os carburantes?

4) O presidente da GALP afirmou, recentemente, que gostaria que o ISP descesse, e essa afirmação foi abundantemente reproduzida pelos jornais. Mas ele disse mais, nessa mesma ocasião: disse que gostaria ainda mais - ou seja, que para a GALP seria ainda melhor - se descesse a diferença entre o ISP sobre o gasóleo e o ISP sobre a gasolina. Ou seja, a GALP gostaria que, a haver descida do ISP, tal descida se aplicasse apenas à gasolina, e não ao gasóleo. Não sei se os defensores de uma descida do ISP concordam com o presidente da GALP neste ponto - tendo em conta que, em Portugal, se vende três vezes mais gasóleo do que gasolina, tenho as minhas dúvidas...

5) Cabe perguntar se uma eventual descida uniforme do ISP, tanto sobre o gasóleo como sobre a gasolina, teria quaisquer efeitos benéficos, que não meramente de curto prazo, para a economia e para os consumidores portugueses. De facto, o grosso do problema, para a economia e para os consumidores, prende-se com o aumento do preço do gasóleo, o qual tem sido muito mais acentuado do que o aumento do preço da gasolina. Para a economia, em particular, isto é terrível, uma vez que todos os veículos pesados (tratores, camionetas, camiões, escavadoras...) funcionam exclusivamente a gasóleo, nunca a gasolina. Ora, se o gasóleo sobe muito mais rapidamente do que a gasolina, é óbvio que isso não se deve ao aumento do preço do petróleo, e sim a um crescente desequilíbrio entre as capacidades de refinação de gasóleo e a procura desse produto. É óbvio que esse desequilíbrio tem tendência a aumentar de mês para mês, dado que o gasóleo permanece mais barato do que a gasolina e dado que os motores diesel (a gasóleo) gastam menos carburante aos 100 km do que os motores otto (a gasolina), pelo que cada vez mais pessoas preferem comprar veículos a gasóleo. Portanto, e uma vez que o desequilíbrio entre a oferta e a procura de gasóleo aumenta de mês para mês, há todas as razões para acreditar que, a prazo, mesmo com uma descida do ISP, os consumidores de gasóleo estão lixados - o produto que consomem será cada vez mais caro. O que é peculiarmnte gravoso para a economia. Cabe portanto perguntar se não é mesmo o presidente da GALP quem tem razão - o ISP sobre a gasolina deveria baixar, mas o ISP sobre o gasóleo não.

Retrato de Miguel Duarte

Alguns princípios interessantes relativamente ao urbanismo e transportes públicos em Freiburg (Alemanha):

- Foi criado um passe familiar por 41€/mês. Só uma pessoa o pode usar em cada momento, mas qualquer pessoa o pode usar. Este passe aumentou em mais de 20% a utilização do metro de superfície da cidade;
- A esmagadora maioria das ruas da cidade estão limitadas a 30 km/h e 15 km/h, podendo-se apenas nas artérias principais andar-se de automóvel a velocidades mais elevadas;
- Demoliram-se prédios para abrir passagem para o metro de superfície;
- O centro comercial da cidade está completamente fechado ao automóvel;
- Novos bairros construídos na periferia tiverem metro de superfície a funcionar desde o primeiro morador, com o resultado prático de que neste momento nesses bairros mais de 50% das famílias não tem carro;
- Foram criadas ao longo de 30 anos ruas reservadas a bicicletas que unem toda a cidade e as periferias (um dos princípios na construção de novas zonas é que têm sempre que existir transportes públicos e vias cicláveis para o novo bairro);
- Nas ruas residenciais, os carros podem entrar a velocidade pedonal para recolher ou deixas pessoas e bens, mas não podem estacionar. Os carros apenas podem ser estacionados em parques construídos para o efeito nos arredores do bairro;
- As zonas de escritórios e fábricas são sempre construídas na proximidade da cidade, por forma a facilitar as acessibilidades;

Resultados:

- A utilização do automóvel nas viagens caiu de 61% em 1976 para 32% em 1999;
- As restantes viagens são feitas de bicicleta (27%), andar a pré (23%), transportes públicos (18%);
- As ruas estão cheias de peões e crianças a brincar.

Problemas:

- Pessoas a mais no centro estão a bloquear a circulação do metro de superfície.

Retrato de Luís Lavoura

Do programa Prós & Contras de ontem, que eu só parcialmente vi porque não tenho paciência para debates conjunturais e que não vão ao cerne das questões, guardei duas afirmações relevantes, que ficaram perdidas e sem seguimento no meio da conversa. Numa, o representante das empresas distribuidoras (GALP, BP e Repsol) afirmou que os preços dos carburantes se irão manter altos e crescentes ao longo dos próximos muitos anos; ou seja, assumiu tratar-se de uma alta de preços estrutural e não conjuntural. Noutra afirmação, ainda mais relevante, o representante da Partex Oil & Gas (a empresa petrolífera do legado de Calouste Gulbenkian) afirmou que o fornecimento de petróleo continuaraá escasso durante mais alguns anos, mas que a escassez se transformará numa ruptura do abastecimento, que ele previu para 2012, isto é, para daqui a apenas quatro anos.