... o presidente da Rússia, de visita à China, combinou que a empresa estatal russa Gazprom passará a fornecer à China grandes quantidades de gás natural. Trata-se de um desenvolvimento natural, porquanto a China necessita fortemente de energia e porquanto muito do gás natural russo provem da parte oriental do seu território (i.e. da Sibéria).
Só que este conveniente e lógico arranjo significa que, inevitavelmente, a Rússia terá, a prazo, menos capacidade de fornecer gás natural à Europa. Os cortes de fornecimento de gás russo no Inverno não serão apenas causados por disputas políticas com a Ucrânia ou outros países - eles serão causados por uma escassez absoluta de gás. E os habitantes da Europa Central terão que se habituar a passar um bocado de frio no Inverno - tal como já passaram no último Inverno.
A Europa torna-se crescentemente irrelevante. A Rússia não é obrigada a vender o seu gás natural à Europa - pode perfeitamente vendê-lo à China ou à Coreia e, com alguma dificuldade mais, ao Japão.
É bom que a Europa comece a ter consciência da sua crescente irrelevância - tal como os EUA já a estão a ter também.














A propósito:
Francisco Burnay (não verificado) on Quarta, 14/10/2009 - 17:34A propósito: http://www.amilcartavares.com/2009/10/14/um-negocio-da-china/
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