Retrato de Luís Lavoura

A história do abate de um avião da Malaysian Airlines sobre o leste da Ucrânia, há dois anos, é contada de forma muito incompleta e parcial no Ocidente.

É verdade que o avião foi abatido. É até bem possível que tenha sido abatido pelos rebeldes do leste da Ucrânia.

Mas, questiona-se: que estava lá a fazer o avião em primeiro lugar? E a resposta é simples: estava a servir de escudo humano para os aviões militares ucranianos.

O facto é que os aviões ucranianos andavam a fazer guerra contra os separatistas. E os separatistas tinham mísseis anti-aéreos para se defenderem deles. E já tinham avisado que os iriam usar.

Que fez a Ucrânia então? Mandou os aviões comerciais continuarem a passar por sobre a zona em guerra. Com que objetivo? Para poupar gasolina aos aviões? Não - para que os aviões comerciais servissem de proteção aos aviões militares. Para que os separatistas não se atrevessem a disparar sobre um avião de transporte de tropas, por medo de se tratar de um avião comercial.

Tão condenável é a atitude dos separatistas que dispararam o míssil (se é que dispararam), como a das autoridades ucranianas que ordenaram aos aviões comerciais que voassem no meio dos aviões militares por uma zona em guerra.

Quando o Ocidente se põe a travar amizade com alguns políticos ucranianos, deveria saber que os ucranianos, tal e qual como os russos, estiveram na antiga União Soviética e aprenderam nela algumas coisas. Não é somente o Estado russo que é herdeiro do antigo Estado soviético.

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