Amanhã celebra-se o feriado nacional que tem o nome brejeiro, sanguinolento e auto-contraditório de "Corpo de Deus".
O novo primeiro-ministro já manifestou a intenção de rever o calendário de feriados nacionais, eventualmente eliminando alguns.
Pois bem, senhor primeiro-ministro: espero que amanhã seja o último Dia do Corpo de Deus que é feriado nacional.
(Pode-se, se se desejar, aumentar o número de dias feriados municipais, por forma a que alguns locais, como Vila do Conde, em que este dia é particularmente celebrado possam tê-lo como feriado municipal.)
Até porque não faz sentido nenhum que um Estado laico tenha dias religiosos como feriados nacionais.














Avançar gradualmente
Rui Leite (não verificado) on Terça, 28/06/2011 - 15:29Concordo em termos gerais, mas acho que devia-se avançar gradualmente e definir a eliminação, já em 2012, de um feriado de cariz religioso e outro não religioso.
Também há muitos feriados ligados à História que pouco ou nada dizem à maior parte da população. Essas efemérides poderiam ser comemoradas de forma discreta sem os elevados custos de um feriado.
Seria um sinal positivo da nossa vontade colectiva de mudar para melhor.
Ainda há pouco tempo tive uma
JS (não verificado) on Sexta, 24/06/2011 - 16:30Ainda há pouco tempo tive uma pequena discussão/conversa sobre este feriado. A minha opinião sobre os feriados resume-se aos feriados serem históricos sobre o país ou porque assumem uma prática social generalizada.
É a diferença entre o Corpo de Deus e o Natal. Eu acho normalíssimo o Natal ser feriado, mesmo que toda a história esteja relacionada com a religião, mas não posso crer que se ache normal um feriado em que menos 5% das pessoas praticam-no religiosamente.
É também verdade que muito se pode dizer se algumas datas sobre o próprio país têm prática ou se dizem alguma coisa às pessoas, nem eu sei precisar a importância dos mesmos ou explicar porque acho que devem continuar a existir, mas convém lembrar que os feriados religiosos num país laico e em que o catolicismo (praticante) já não maioritariamente praticado é que têm de provar que são importantes para a sociedade.
Exatamente
Luís Lavoura on Segunda, 27/06/2011 - 08:25Só se justifica um feriado de origem religiosa se se verificar que nesse dia uma parte muito substancial da população se recusará a ir trabalhar - por motivos religiosos ou outros.
Agora, se apenas 5% da população deseja não trabalhar nesse dia, esses 5% podem perfeitamente tirar esse dia de férias, sem com isso causar grande perturbação ao processo produtivo.
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