Retrato de Miguel Duarte

Infantilidade é o que o PSD está a demonstrar com a sua atitude de não autorizar o empréstimo de 500 milhões de € à CML, para pagar dívidas aos fornecedores (dívidas essas feitas essencialmente pelo seus anteriores autarcas).

Ao princípio, quando ouvi isto, pensei que até pudesse haver uma razão que a não mera politiquice do costume. Mas rapidamente o meu optimismo se esvaiu.

O PSD, na pessoa de Fernando Negrão, pelo simples facto que tem a maioria na Assembleia Municipal, pura e simplesmente acha que o PS tem que lhe dar mais atenção, tal e qual uma criança mimada e decidiu por isso começar a fazer birra. E a melhor forma que encontrou para fazer birra foi, não deixar que a câmara pague aos seus fornecedores.

Quando questionado sobre qual o valor adequado para o empréstimo, a única coisa que Fernando Negrão sabe dizer é que "tem de ser negociado com a oposição" e que o valor é "nitidamente excessivo" (por outras palavras "dêem-me atenção que eu sou um tipo importante").

Política assim, não obrigado.

Bom, é caso raro mas desta

André Escórcio ... on Sexta, 30/11/2007 - 21:15

Bom, é caso raro mas desta vez tenho de concordar com o Filipe.
Ao pedir um empréstimo à banca a Câmara não está a eliminar as dividas mas sim a aumentá-las num valor igual aos juros que se vai pagar.
Amanhã pede-se um novo empréstimo para pagar este, e depois um outro para pagar o seguinte, e assim sucessivamente fazendo com que os juros se vão acumulando.

O PS ao fazer birra para pedir um empréstimo, ainda por cima naqueles valores, é dizer que não consegue fazer o que prometeu: equilibrar as contas da Câmara. E vou mais longe, se não o conseguem ponham o lugar à disposição para quem consegue.

de acordo com o Filipe

Hugo Garcia on Domingo, 02/12/2007 - 12:46

Hehe

será que estamos todos de acordo com o Filipe?

Subscrevo a afirmação do André
"O PS ao fazer birra para pedir um empréstimo, ainda por cima naqueles valores, é dizer que não consegue fazer o que prometeu: equilibrar as contas da Câmara."

O PS fez uma promessa politica na campanha À CML.
Ou a consegue cumprir ou não consegue

Retrato de Filipe Melo Sousa

Lista

Filipe Melo Sousa on Sexta, 30/11/2007 - 17:02

O MLS vai ter lista própria? Cuidado que te estás a comprometer em votar em mim Miguel! :P

Retrato de Luís Lavoura

sim!!!

Luís Lavoura on Sábado, 01/12/2007 - 16:13

Eu comprometo-me a votar em ti!

Luís Lavoura

A câmara recebe parquímetros, transferências do governo, IMT, IMI, derramas camarárias, multas, rendas, concessões. Tem mais do que dinheiro para pagar, se tiver coragem de cortar despesas.

Retrato de Miguel Duarte

:)

Miguel Duarte on Sexta, 30/11/2007 - 14:05

Queres ser o cabeça de lista do MLS às próximas eleições locais (candidato independente a vereador)? ;)

Retrato de Filipe Melo Sousa

Facilitismo demagógico

Filipe Melo Sousa on Sexta, 30/11/2007 - 10:27

Quando estão de calças na mão, política do facto consumado, brilhante.

Para o ano estamos aqui a discutir um novo empréstimo de 1.500 M€. Só que desta vez não vai ser ao BCP com um juro de 5%, mas à Cofidis mesmo, para o contribuinte pagar 30% de juro.

Quando se tem dívidas, têm que ser pagas. Facilitismo é enterrar a cabeça na areia e não pagar.

Quanto muito, após pagares o que deves, podes fazer como os EUA, onde se bem me lembro, uma Estado foi obrigado a "fechar" porque não tinha dinheiro. Ou seja, pode-se criar uma lei que obrigue a começar a fechar serviços não essenciais.

Género:

- Reduzes os salários dos políticos locais a um salário mínimo;
- Tudo o que são actividades culturais são canceladas;
- Proibição de uso de viaturas de serviço ao serviço da CML. Todos os funcionários passam a usar transportes públicos para as suas deslocações (e não vale andar de Taxi);
- Suspensão de obras de reparação não essenciais (género, buracos na estrada e nos passeios, troca de lâmpadas);
- Cortar a electricidade nas ruas;
- Reduzir as regas nos jardins públicos;
- Fechar serviços de atendimento, dispensando de imediato todos os colaboradores sem contrato;
- Etc.

Isto numa escalada progressiva de grau de gravidade.

Agora, não pagar as dívidas, é mesmo um acto de má gestão. Repara que a CML não pagando o que deve, os fornecedores irão para tribunal e a CML terá também que pagar juros (potencialmente mais elevados), aos fornecedores, além de, arriscar-se a ver o seu património penhorado. Não pagar dívidas não é propriamente solução.

Agora, solução, solução, para estas coisas, é eleger políticos decentes. :P

Retrato de Filipe Melo Sousa

Solução Cofidis

Filipe Melo Sousa on Sexta, 30/11/2007 - 09:25

A mim pouco me importa que a actual dívida seja responsabilidade da gestão PS ou da gestão PSD. Sei que a insolvência financeira já era uma realidade no tempo de Sampaio e João Soares. Sob Carmona, a dívida aumentou, talvez por culpa de medidas anteriores, ou das suas, pouco importa. O que constato é que neste momento, a câmara está mais preocupada em encontrar meios de aumentar receitas (e apenas a curto prazo) do que em equilibrar as contas.

No futuro, os impostos irão não para a cidade, mas para a banca, o que vai trazer mais impostos, e menos dinheiro para a cidade. É esse o futuro que queremos? O empréstimo não resolve nada. Trata-se de contrair uma dívida para pagar uma dívida, só que esta paga juros, e quem vai pagar serão os Lisboetas.
- Através do IMI, que a câmara quer aumentar para a taxa máxima
- Através do IMT, sobre a compra de imóveis, o que vai gelar o mercado imobiliário
- Colocando mais multas e radares, penalizando sobretudo a população activa e contribuinte
- Fechando avenidas estruturantes, alugando o espaço para a SIC colocar a Floribela a cantar, causando o caos
- Etc..

Pouco me importa se é o PSD que chumba o empréstimo, mas de facto é isso que eu desejo. Câmaras como a de Lisboa deviam ser penalizadas pela sua irresponsabilidade. Inclusive, o governo devia congelar as suas verbas. Não se deveria facilitar em nada o pagamento das dívidas. A câmara que venda património, feche institutos, e que despeça os assessores.

Retrato de Miguel Duarte

Alvo errado

Miguel Duarte on Sexta, 30/11/2007 - 10:19

"A câmara que venda património, feche institutos, e que despeça os assessores."

Óptimas soluções, mas não no curto prazo.

A realidade é que a CML tem dívidas e tem que as pagar. Se não quem sofre são os fornecedores, que são empresas e não têm culpa nenhum das más decisões dos políticos.

Aliás, se a CML não pagar, quem sofre é também o contribuinte, pois fornecer o Estado vai ser considerado ainda mais arriscado e os preços praticados irão subir ainda mais.

Existe um princípio básico que é, o Estado deve ser uma pessoa de bem, o que neste caso consiste essencialmente em pagar as suas dívidas. Depois, se vai vender património para eliminar o empréstimo isso já são outras questões, mas algo completamente diferente de não pagar o que deve e que já caducou o prazo de pagamento há muito.

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