O primeiro-ministro recusou-se a fazer qualquer comentário à situação na Líbia.
Não comentar é legitimar o recurso à violência pelo regime de Kadafi. O que não fica nada bem para o governo Português, por mais que seja o nosso interesse em arranjar compradores de dívida pública.
No dia seguinte, o ministro dos negócios estrangeiros já emendou a posição do governo e veio condenar a violência na repressão dos manifestantes ao regime de Kadafi.
Em boa hora.














O jogo do tabuleiro
Gonçalo Gomes (não verificado) on Quarta, 23/02/2011 - 22:01Agora que se parece aproximar o fim do regime, os ratos começaram a saltar todos do barco. Oficiais do exercito que durante décadas apoiaram toda a tirania patrocinada pelo regime, ficam agora muito "sensiveis" em relação ao que se está a fazer.Como se matar 10 pessoas inocentes fosse assim tão diferente de matar 100.
O mesmo se aplica à comunidade internacional. Parece que foi esta semana que o Kadafi começou a mandar matar inocentes, parece que não andamos a financiar um ditador e um corrupto há pelo menos uma década, parece que é único, como se o continente Asiático e o Africano não estivessem cheios de "Kadafis", tão bem estimados pelos grandes promotores da democracia no mundo ocidental.
O governo português acaba por ir a reboque de toda esta hipócrisia diplomática. Ontem apoiou, hoje critica e amanha logo se verá. Do país que recebeu de braços abertos o Mugabe e recusou dar cortesia oficial ao Dalai Lama, não se pode esperar muita coisa.
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