Esta inacreditável proposta do FMI parece mostrar que essa instituição não sabe, de facto, que país é Portugal, pretendendo aplicar cá receitas cegas que os seus ideólogos deduziram de alguma realidade alienígena.
Num país que já tem a taxa de desemprego que tem, e num país que já tem a (relativamente muito grande) participação feminina na força de trabalho que tem, o FMI pretende que as mães regressem (ainda) mais rapidamente ao trabalho?
(Não saberá o FMI que os políticos alemães aplicaram, desde o pós-guerra, consciente e deliberadamente, a estratégia precisamente oposta - dissuadir ou - é a palavra correta - impedir as mães de regressarem ao mercado de trabalho, com o fim de combater ou impedir o desemprego?)
É como a receita parva de diminuir a Taxa Social Única, destruindo a precária sustentabilidade da Segurança Social. Continuará o FMI a julgar que Portugal é pouco competitivo, quando a nossa balança comercial já hoje está equilibrada?














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