Retrato de Luís Lavoura

Levantam-se agora vozes que protestam contra o facto de cidadãos de países europeus poderem viajar até à Síria ou o Iraque, países onde militam no exército do Estado Islâmico, regressando depois livremente aos países europeus dos quais são cidadãos.

É preciso recordar que as pessoas nascidas e criadas num determinado país devem ter o direito de ser cidadãs desse país, mesmo que sejam filhas de pais estrangeiros e mesmo que professem a religião islâmica. E os cidadãos de um Estado livre devem ter o direito de viajar para um outro qualquer país e de, após essa viagem, regressar livremente ao Estado do qual são cidadãs. Não se pode pôr em causa esses direitos. Qualquer cidadão europeu deve, portanto, ter o direito de viajar à Síria, ao Iraque, ou seja aonde fôr, para lá fazer seja o que fôr (que não seja considerado crime), e de após essa viagem regressar livremente à Europa.

Acontece, porém, que a Europa tem, neste como na generalidade dos outros aspetos, muito a aprender com um pequeno país que se encontra no centro dela: a Suíça. O Estado suíço proíbe aos seus cidadãos militarem nas Forças Armadas de um qualquer outro país exceto a própria Suíça. (A única exceção é para os cidadãos suíços que tenham dupla nacionalidade de um qualquer outro país, caso em que são autorizados a militar nas Forças Armadas desse outro país.)

Uma lei semelhante poderia ser introduzida nos outros países europeus, proibindo os cidadãos desses países de militar numa qualquer força armada ou militarizada, estatal ou privada, exceto o próprio exército do país do qual são cidadãs. Sob uma tal lei, um cidadão europeu seria considerado criminoso se tivesse feito parte do exército do Estado Islâmico.

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