Retrato de Luís Lavoura

Vi ontem a final da Taça de Portugal de futebol feminino. Vi-a na televisão; em vários anos transatos fui ao estádio.

Parece-me que houve nos últimos poucos anos uma evolução muito grande, para melhor, do futebol feminino em Portugal.

O jogo foi disputado entre dois dos principais clubes portugueses, o Sporting e o Sporting de Braga. Em anos passados somente pequenos clubes locais (Futebol Benfica, Primeiro de Dezembro, Clube de Albergaria, Valadares-Gaia) tinham futebol feminino; parece que agora alguns grandes clubes também já o têm. Com esses grandes clubes vêem recursos financeiros e organizacionais maiores.

As atletas tinham todas na casa dos vinte anos de idade. Em anos passados era vulgar ver mulheres na casa dos trinta ou até quarenta anos a jogar; agora, só as há na casa dos vinte, naturalmente mais pujantes - sinal de que a modalidade se está a apurar, só atletas na força da idade conseguem singrar nela.

As atletas ostentavam, de facto, uma invejável força física - fartaram-se de correr durante os 120 minutos (com prolongamento) do jogo. Mais um sinal de pujança e, além disso, de uma preparação física apurada. Em anos passados era normal as equipas na final da Taça treinarem apenas duas ou três vezes por semana; não acredito que as que ontem jogaram treinassem tão pouco.

Muitas das atletas já tinham jogado em clubes estrangeiros, inclusivé de nomeada. E havia atletas estrangeiras. Sinal de que o futebol feminino já tem alguma profissionalização em Portugal.

Enfim, por um conjunto de sinais percebi, mesmo sem ser acompanhante da modalidade (só vejo as finais da Taça), que ela tem evoluído fortemente em Portugal. Já não é só um entretenimento de amadoras. Agora é uma coisa a sério.

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