Retrato de Luís Lavoura

De acordo com as palavras da ministra das Finanças, o governo português acabou finalmente por perceber o seguinte: (1) O favorecimento fiscal do gasóleo em relação à gasolina não tem, nos tempos atuais, qualquer justificação (ele era justificável nos seus tempos iniciais, na década de 1980, quando o gasóleo apenas era utilizado por veículos pesados, isto é, por veículos industriais e comerciais, dado que todos os automóveis ligeiros, isto é, familiares, nesse tempo funcionavam a gasolina); (2) A maior parte dos automóveis a gasóleo que circulam em Portugal é substancialmente mais poluente do que os automóveis a gasolina, pois que não dispoem de qualquer mecanismo redutor das emissões de partículas, que são peculiarmente nocivas e que são uma caraterística específica dos motores diesel; pelo que, também por motivos ambientais se justificaria que o gasóleo sofresse mais impostos - e não menos - do que a gasolina.

Como o governo não pode alterar a fiscalidade sobre os carburantes - existe um compromisso a nível europeu no sentido de não o fazer - opta por aumentar o imposto de circulação sobre os veículos a gasóleo. É um mau substituto, mas vai no sentido correto.

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