Retrato de Luís Lavoura

Parece que o atual governo tem mesmo intenção séria de avançar com o gasóleo profissional rodoviário; a partir de junho apenas em quatro gasolineiras fronteiriças mas, talvez já em 2017, em todo o país.

Isto é excelente porque permitirá desacoplar a fiscalidade sobre o gasóleo fornecido a automóveis comuns da fiscalidade sobre o gasóleo fornecido a veículos pesados de transporte. A partir daqui, poder-se-á pensar em adequar a fiscalidade sobre o gasóleo fornecido aos automóveis comuns ao papel que eles desempenham na nossa sociedade, que é totalmente igual ao dos automóveis a gasolina. Ou seja: poder-se-á subir o imposto sobre o gasóleo (e, idealmente, descer o imposto sobre a gasolina), no sentido de diminuir a enorme e injustificada diferença entre os impostos sobre os dois carburantes, a qual diferença constitui uma enorme injustiça

Uma outra vantagem do gasóleo rodoviário é que, uma vez que o gasóleo se tornará mais barato para empresas profissionais de transporte e será mais caro para veículos de outras empresas, incentivará a que as empresas industriais passem a contratualizar os seus fornecimentos através de empresas profissionais de transporte, deixando de ter frotas próprias que, tipicamente, operam com muito menor eficiência (a todos os níveis).

Trata-se portanto de uma ótima intenção do atual governo e desejo que ele tenha muito sucesso na sua aplicação.

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