Retrato de Luís Lavoura

Precisa de ser muito bem investigada e explicada a história do músico que recentemente foi assassinado por um polícia no decorrer de uma perseguição automóvel.

Que eu saiba, quando um indivíduo de carro está a fugir da polícia não é, não pode ser prática normal disparar contra o automóvel. A polícia dispõe de diversos carros-patrulha espalhados pela cidade e pelo país, utilizando os quais pode progressivamente dar caça ao, e acabar por bloquear o, automóvel fugitivo. Disparar sobre o automóvel é perigoso, porque um pneu baleado pode ocasionar um desastre de viação grave.

(Lembro que ainda recentemente a polícia perseguiu uns indivíduos de automóvel desde a fronteira de Bemposta até Torre de Moncorvo (salvo erro), numa distância de uns bons 50 quilómetros, tendo acabado por capturar essas indivíduos sem ter tido necessidade, como devido, de disparar contra a viatura. Um bom modelo de como as coisas devem ser feitas.)

Isto é ainda mais verdade num meio urbano, com ruas às curvas, cruzamentos, etc. Balear o automóvel em fuga é algo que só deve ser feito no caso de este estar claramente a pôr em risco a vida de terceiros, através de desrespeitos às regras do tráfego. Não se deve balear um automóvel só porque ele está em fuga.

Mesmo que se admitisse que balear o automóvel é solução admissível, não se percebe que atirador é um polícia que atinge a cabina do automóvel quando deveria visar apenas os pneus. Será que o polícia não recebe lições de tiro, tem pontaria deficiente? Ou será que ele visou mesmo a cabina do automóvel, em vez de atirar aos pneus? Ambas as possibilidades são inadmissíveis.

Enfim, uma história muito triste e que tem que ser devidamente investigada e explicada. Não se pode tratar coisas destas, em que uma pessoa é assassinada, com paninhos quentes.

Está muito silencioso por aqui! Porque não deixar uma resposta?

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