Eu não entendo as greves que se fazem em Portugal.
Em Portugal as greves são planeadas e entendidas como sinais, símbolos do descontentamento dos trabalhadores. Os trabalhadores fazem greve por um dia, apenas um, um só de cada vez, para informar os patrões - hoje em dia, mais usualmente, o Estado - de que estão insatisfeitos.
Mas, no meu entendimento, talvez antiquado, as greves não devem ser símbolos - devem ser formas de luta, que se usam, em última instância, com o objetivo de conquistar, pela força, certos direitos ou obter a satisfação de certas reivindicações. No meu entendimento, uma greve não pode ser marcada só para um dia - tem que ser planeada para três dias, duas semanas, um mês, ou o tempo que fôr necessário até que o patrão ceda e atenda às reivindicações dos trabalhadores - ou até que, pelo contrário, estes desmobilizem e retornem ao trabalho.
Não percebo esta coisa de fazer uma greve de um dia só, como se a greve fosse um símbolo e não uma forma de luta.














É por isso que os
Sérgio (não verificado) on Sexta, 25/11/2011 - 14:09É por isso que os liberais-corporativos lhe chamam socialista, Luís Lavoura. :)
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