Como já é tradição, ontem à noite deu-se uma guerra de números relativamente à aderência à greve. A disparidade variava entre 14% e 80%.
Ora como sou um pacifista gostava de deixar aqui uma sugestão para acabar com esta guerra:
- O Estado passa a assumir como oficial a taxa avançada pelo Sindicato, em contrapartida em vez de descontar o dia de greve aos trabalhadores, é o sindicato que tem de pagar ao Estado esse valor.
Por exemplo, pegando nesta greve, os números oficiais passaria a ser os 80%, que aplicados ao universo do Estado de cerca de 800.000 funcionários publicos daria cerca de 640.000. Ora este valor multiplicado pelo valor dia, daria cerca de 26 milhões de euros que o Sindicato entregaria ao Estado no final deste mês.
Que acham?














Onde vais o sindicado buscar o dinheiro?
Miguel Duarte on Sexta, 05/03/2010 - 12:07E onde é suposto o sindicato ir buscar o dinheiro? Vai ter que cobrar 1 a 1 a cada trabalhador?? Acho que não é prática a ideia.
Nem é tão dificil
João Cardiga on Sexta, 05/03/2010 - 12:51Bem isso até seria fácil de resolver, embora quando escrevi não tivesse uma solução em mente.
Actualmente o Estado já cobra, um a um, esse valor. No final do mês desconta o dia a quem fez greve. Ora na minha solução era de resolução simples: mantinha-se o mesmo sistema, a unica alteração é que a diferença entre o valor descontado e o valor afirmado pelo sindicato era suportado pelo mesmo. É que é muito "giro" dizer que existe X% de adesão quando não se tem risco nem custo. O sindicato ao ter este comportamento imputa um duplo custo ao Estado - o de imagem e o financeiro - sem ter qualquer necessidade de contenção.
Neste modelo esse risco (e custo) era transferido para quem de direito. Assim os sindicatos passavam a:
- ter motivação para darem as informações correctas;
- passariam a sentir eles próprios os problemas que o Estado tem e que actualmente não sentem: o risco de não cobrança.
Talvez assim, em vez de levianamente fazerem propostas irrealistas, passassem a compreender o que é viver com risco.
P.S. Nota que na solução que proponho eles podem minimizar o seu risco ao máximo: basta que utilizem os valores correctos!
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