Retrato de Luís Lavoura

É dificilmente crível que em países democráticos os chefes dos executivos (isto é, os presidentes ou primeiros-ministros) possam enviar tropas para fora do seu território para participarem em missões reais (isto é, sem ser em exercícios militares), sem terem antes que ter autorização parlamentar para esse efeito. Mas é isso que o presidente dos EUA tem repetidamente feito e que o presidente francês agora se prepara para fazer. O que mostra que a democracia ainda tem muito para andar nesses países e que as constituições deles talvez devessem ser alteradas.

Já agora, este é o tipo de coisas que se pode fazer num país com forças armadas profissionais mas que é bastante mais difícil de fazer num país (democrático) em que toda a população presta serviço militar. Essa é uma das desvantagens de forças armadas profissionais: elas prestam-se muito mais a guerras feitas contra a vontade da população.

Entretanto, louvo a dirigente partidária Marine Le Pen por ser uma das que claramente afirma que a guerra que o presidente Hollande quer fazer não é uma guerra dos franceses, é uma guerra contra a qual os franceses estão, é uma guerra com que ela não concorda.

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