Nos últimos dias tenho ouvido repetidas referências ao Haiti como tendo sido o país de Papa Doc, de Baby Doc e dos seus Tontons Macoutes, uma mal-afamada polícia política. Sem dúvida que essas referências estão corretas. Mas para mim o Haiti foi antes do mais o país de Toussaint L'Ouverture, da primeira revolta bem sucedida de escravos contra os seus amos, e da segunda revolução libertadora no continente americano. Uma revolução de negros, que nunca foi perdoada pelos brancos.














Adopção sim ou não?
joaquim Costa (não verificado) on Domingo, 17/01/2010 - 16:27Tanta tinta ainda corre sobre o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Serão preconceitos, serão crenças religiosas, ou simplesmente a lógica das leis da natureza referentes à reprodução da espécie?
Um dia destes estava com um grupos de amigos num jantar, quando, a questão foi lançada para a discussão em jeito de brincadeira, mas passados poucos instantes começaram a surgir pontos de vista na forma de abordar a questão.Rapidamente chegou-se ao verdadeiro cerne da questão: Adopção sim ou não?
Todos nós tínhamos e temos estereótipos em relação aos vários tipos de homossexualidade, logo, o recurso à nossa imaginação sobre os hipotéticos cenários foram mais que muitos, proporcionando aos umas boas gargalhadas, pela concordância ou pelo radicalismo da discordância.
Pensei alto e imaginei uma “parada gay”, em que assistíamos homens vestidos de mulher, transsexuais, exibindo bebés ao colo, ou mesmo acompanhados de crianças vestidas como se fossem para um baile de Carnaval... o bulling, a fomentação da homossexualidade (as primeiras referencias de uma criança são os pais) ...Não será uma visão abusiva que certamente estará ou deverá estar salvaguardada nos critérios de adopção?
A maioria de nós fomos formatados desde muito cedo com esta visão preconceituosa e provinciana em que a nossa sociedade está assente, onde, todos os valores da família são deturpados como a reprodução e criação pela via artificial.
Por outro lado, o facto de uma pessoa ter uma orientação sexual diferente da nossa merece ser discriminada e estigmatizada? Não serão capazes de criar e dar um lar a muitas crianças, que estão nos orfanatos (aqui não existem referências femininas), vitimas de maus tratos físicos, de abusos sexuais dos colegas mais velhos, ou mesmo dados à prostituição forçada como recentemente vimos no “escândalo da casa pia”?... Não serão nestes depósitos de crianças que muitas descobriram a sua vertente homossexual? Será melhor assim?
A Constituição da Republica Portuguesa confere o direito de igualdade, e como tal, será mesmo uma questão de tempo até poderem adoptar crianças, como já acontece por ex:
2009 - Uruguai ;Dinamarca
2008 – Israel; Noruega
2006 – Islândia; Bélgica
2005 – Espanha; Canadá
2003 – Países Baixos
Sinceramente, esta discussão faz-me lembrar a época em que se discutia a abolição da escravatura, o direito de as mulheres votarem, o fim das ditaduras que ainda persistem...enfim...entretanto vai-se falando bastante até se tornar mais aceitável. A sociedade está em estágio de preparação.
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