Retrato de Luís Lavoura

Há poucos meses, quando as tropas sírias atacaram e reconquistaram Alepo, com a ajuda dos seus aliados russos, houve na Europa enorme escarcéu sobre as alegadas atrocidades que estariam a ser cometidas sobre a população civil da cidade e sobre o horrível sofrimento desta.

Agora que as tropas iraquianas atacaram e reconquistaram Mossul, com a ajuda dos seus aliados americanos, ninguém na Europa parece interessado nas atrocidades que foram cometidas sobre a população civil da cidade e com o horrível sofrimento desta. Somente agora, que a reconquista já terminou e que já nada se pode fazer, se diz algo sobre as consequências. Um general americano (citado no The Economist) diz que Mossul ficou "como Dresden [após o bombardeamento no final da Segunda Guerra Mundial]". Um médico português (ontem, no telejornal) diz que em toda a sua longa experiência humanitária nunca viu nada tão horrível como Mossul.

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