Retrato de Luís Lavoura

A Hungria está, progressivamente, a tornar-se num regime autoritário de direita.

Para além da evolução do regime político propriamente dito, regista-se na Hungria um número crescente de ataques violentos contra ciganos e contra judeus, ataques que não encontram resposta da parte das autoridades, a ponto de um grupo de ciganos húngaros ter recentemente solicitado asilo político ao Canadá.

Perante isto, que faz a União Europeia (UE)? Não faz nada.

Se aquilo que está a acontecer na Hungria acontecesse num qualquer país candidato a adesão à UE, certamente esta atuaria energicamente. Mas, como a Hungria já é membro da UE, esta dificilmente pode fazer seja o que fôr.

Verifica-se assim que, contrariamente à opinião passada e presente de muita gente, a UE pouco ou nada faz, ou pode fazer, ou está disposta a fazer, para garantir a democracia nos seus Estados membros.

Em 1980, a quase totalidade dos economistas portugueses era contra a adesão de Portugal à UE. Apesar destas opiniões contrárias, o primeiro-ministro Mário Soares solicitou a adesão de Portugal à UE, com o argumento de que tal adesão era indispensável para solidificar e credibilizar a democracia portuguesa.

Verificamos hoje que Mário Soares não tinha razão. A UE dificilmente solidifica e credibiliza a democracia dos seus Estados membros. Quem vai por esse caminho está redondamente enganado.

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