Retrato de João Mendes

Preferia que a Câmara de Lisboa lidasse com os seus problemas financeiros e não gastasse dinheiro em lâmpadas de Natal. (Digo isto para a Câmara de Lisboa porque sou lisboeta e moro em Lisboa, por isso prefiro não falar de outros concelhos.)

Percebo que possam servir de chamariz às lojas, mas parece-me que prioritário deve ser resolver de vez com os problemas financeiros que assolam a Câmara e que têm impacto negativo sobre todos os lisboetas e sobre todos os que visitam Lisboa.

Prefiro ainda que sejam privados a gastar dinheiro iluminações de Natal. Se o fizerem, podem perfeitamente aproveitar esse facto para fins publicitários. Para além disso, quem quiser que haja iluminação de Natal e não queira que esta seja patrocinada por empresas tem bom remédio: pode juntar-se com outros com a mesma opinião e reunir o dinheiro necessário para pagar a dita iluminação de Natal (e quem diz iluminação de Natal, diz árvore de Natal e outros).

Retrato de João Cardiga

Algo em troca...

João Cardiga on Segunda, 07/12/2009 - 11:48

"Eu até concordaria contigo, se os comerciantes não pagassem impostos. Mas a realidade é que pagam e por isso é suposto o Estado dar-lhes alguns serviços em troca, entre os quais se podem incluir as decorações natalícias."

Ora parece-me que já recebem bastantes serviços em troca. Ou sejam eles já são consumidores de bastantes serviços publicos.
Para além que me parece que incluires nos serviços publicos decorações talvez um passo gigantesco.

Julgo que até seria um argumento válido se existisse um beneficio para todos (e existe) mas não existe capacidade de provisão privada (que não me parece ser o caso) e obviamente numa situação de estudo comparados destes investimentos.

Ora não é claramente o caso, pois parece-me que existem bastantes privados interessados neste tipo de decorações.

"O teu argumento seria válido se os impostos fossem efectivamente baixos..."

Se juntares mais serviços é que nunca vais poder baixar impostos ;)

"Quanto a patrocínios, bem, entre ter bolas gigantes da TMN e não ter nada, prefiro não ter nada, se não houver dinheiro."

Eu prefiro ter, no entanto concordo contigo que não deve ser tão publicitario... Existem várias formas de atingir este objectivo, é só preciso criatividade.

Retrato de Miguel Duarte

Se as lojas não pagassem impostos...

Miguel Duarte on Segunda, 07/12/2009 - 09:26

Eu até concordaria contigo, se os comerciantes não pagassem impostos. Mas a realidade é que pagam e por isso é suposto o Estado dar-lhes alguns serviços em troca, entre os quais se podem incluir as decorações natalícias.

E claro, parece que os portugueses também gostam das decorações na altura das festas, por isso, se calhar, alguém tem que fazer isso.

O teu argumento seria válido se os impostos fossem efectivamente baixos, mas como são altos ninguém está para fazer peditórios pois considera que já dá dinheiro ao Estado suficiente para que esse pague estas coisas.

Quanto a patrocínios, bem, entre ter bolas gigantes da TMN e não ter nada, prefiro não ter nada, se não houver dinheiro. Uma coisa é dar-se alguma coisa em troca (que até pode não ser no Natal), ao patrocinador das decorações, a outra coisa é enfeitar a cidade com publicidade do patrocinador, o que acaba por não ser decoração de Natal nenhuma.

Retrato de Luís Lavoura

de acordo

Luís Lavoura on Domingo, 06/12/2009 - 18:01

Eu seria mais radical: é inadmissível que as Câmaras Municipais gastem dinheiro em iluminações de Natal (e em presépios, e em outras decorações de Natal que tais).

Primeiro, porque o Natal (nesta data) é uma festa católica, e o Estado deve ser laico, não tem nada que andar a promover quaisquer festas religiosas.

Segundo, porque se estas iluminações se destinam primariamente a promover o consumo a bem do comércio, quem as deveria promover deveriam ser as associações de comerciantes e não as autoridades estatais.

Terceiro, porque quando as Câmaras estão à rasca de dinheiro, não têm nada que andar a esbanjar em coisas suérfluas como decorações natalícias.

Acho extremamente criticável que as Câmaras andem a delapidar o dinheiro dos contribuintes desta forma.

Sou no entanto totalmente favorável a que quaisquer privados que queiram fazer decorações natalícias (ou outras quaisquer) nas cidades (no espaço público) recebam autorização para isso.

Luís Lavoura

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