Eu tenho de admitir eu gosto da ERC. Afinal eu amo a liberdade de expressão, e julgu uma entidade que tem como fim:
"1. Cabe a uma entidade administrativa independente assegurar nos meios de comunicação social:
a) O direito à informação e a liberdade de imprensa;
b) A não concentração da titularidade dos meios de comunicação social;
c) A independência perante o poder político e o poder económico;
d) O respeito pelos direitos, liberdades e garantias pessoais;
e) O respeito pelas normas reguladoras das actividades de comunicação social;
f) A possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião;
g) O exercício dos direitos de antena, de resposta e de réplica política. " (art. 39º da Constituição Portuguesa)
É uma entidade importante. Ao fim e ao cabo é ela que assegura que liberdade de expressão seja algo com conteudo. No entanto, desde esta semana que passei a gostar ainda mais das pessoas da ERC. É que eu admiro pessoas com bastante imaginação e criatividade, e tenho de admitir que foi necessário muita criatividade e imaginação, para se passar dessas competências para uma directiva que afirma que:
Como se isto não bastasse, estas pessoas, verdadeiros poços de imaginação ainda conseguiram emitir uma comunicação, que explicando o seguinte:
Ou seja, não bastava que eles conseguissem ter a ideia peregina de
Já se começam a levantar vozes para o fim da ERC. Eu não concordo (afinal o orgão é necessário), mas julgo que ficavamos bem mais servidos se todos estes individuos se demitissem e enviassem o curriculum para as Produções Fictícias. O mundo criativo fica mais pobres...














E é isso o que está consagrado na lei...
João Cardiga on Quinta, 13/08/2009 - 17:12Desculpa o atraso na resposta.
Concordo totalmente contigo. É isso mesmo que está consagrado na lei (o que demonstra que a nossa lei é boa). Mais, existindo em Portugal televisão publica poderemos dar o exemplo nessa televisão, concedendo mais tempo de antena aos diversos partidos e movimentos.
Tem razão
Luís Lavoura on Sábado, 08/08/2009 - 14:01Este post tem razão. Há uma contradição entre o princípio da liberdade (de expressão, de opinião, de imprensa, etc) e o princípio da igualdade, que a ERC neste caso pretende impôr.
Ou seja, a ERC pretende que haja igualdade entre todos os candidatos eleitorais. É claro que essa igualdade só pode ser imposta, nomeadamente suprimindo a liberdade que qualquer órgão de informação deve ter de escolher os seus colunistas, ou seja, impondo, como muito bem é afirmado neste post, uma forma de censura.
Temos que ser claros: não há, nem nunca poderá haver, igualdade entre os candidatos. Há sempre candidatos que, por serem mediáticos, partem em vantagem sobre os outros. O mais que o Estado pode, e deve, garantir, sem violar excessivamente as liberdades de expressão e de imprensa, é um mínimo de oportunidades, nomeadamente sob a forma de tempos de antena.
Luís Lavoura
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