Retrato de Luís Lavoura

Em Aveiro anda a discutir-se algo que seria obviamente recomendável: a implosão do estádio municipal de futebol.

Para mim é claro que, se uma determinada construção não é financeiramente viável, só há duas opções: ou se destrói, ou se abandona. Só essas opções devem ser consideradas por um gestor político sério e honesto, que tem de gastar com parcimónia o dinheiro dos contribuintes. Se se constata, ano após ano, que o estádio de Aveiro é financeiramente inviável, estão a Câmara de Aveiro só pode fazer uma de duas coisas: ou deixa de gastar dinheiro com a sua manutenção, abandonando-o, entaipando-o para impedir a sua utilização por marginais (que aliás não será fácil, dado o estádio situar-se num ermo cruzamento de autoestradas, algo afastado da cidade), e esperando que ele não rua; ou avança para a sua demolição imediata.

Isto para mim é óbvio. Não interessa o passado, o facto de terem sido gastos 60 milhões de euros para construir aquele estádio, de ele aguentar com 30.000 pessoas ou de até ser quase novo. Isso tudo é irrelevante, ou só é relevante para pessoas individuais. O que interessa é o presente e o futuro, para um gestor público. E no presente e no futuro, aquilo que comprovadamente constitui um sorvedouro de dinheiro sem qualquer utilidade social, tem que ser eliminado.

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