A laicidade ou secularidade do Estado é um real ganho da história e da civilização. Mas, se daqui partirmos [...] para concluir que não lhe deve dar condições de autodesenvolvimento e concretização comunitária, então estamos diante duma laicidade negativa, também designada por laicismo ou secularismo.
A laicidade e a secularidade são boas, o laicismo e o secularismo são maus.
A democracia é boa, ser democrata é mau.
O Benfica está bem, ser benfiquista está mal.
Haver partidos é bom, ser de um partido é mau.
E poderíamos até dizer:
A Igreja Católica é boa, o catolicismo é mau.
É giro, é muita giro. Eles são espertos pá, bué espertos.














Dominos de deduções erradas
Filipe Melo Sousa on Domingo, 30/09/2007 - 21:59O propósito do texto é demonstrar do que mais do que separação entre estado e religião, o laicicismo pretende retirar as ditas condições de desenvolvimento comunitário necessárias à igreja no papel social que se propõe. As comparações não são pertinentes. Depois não protestes de novo a dizer que te estão a citar injustamente.
Laicismo cria Estado oposto ao desenvolvimento comunitário
Igor Caldeira on Segunda, 01/10/2007 - 17:39"[F]aith and force. . . . are corollaries: every period of history dominated by mysticism, was a period of statism, of dictatorship, of tyranny."
Ayn Rand
Uma boa resposta
Igor Caldeira on Segunda, 01/10/2007 - 12:18Dada por Tiago b no Blasfémias:
"Vejamos se eu percebi:
laicidade: O estado contribui generosamente para a igreja que não é oficial mas é maioritária. Afinal os crentes formam a grande maioria da população e , por misteriosos motivos, são incapazes de salvaguardar a salvação da sua alma pagando directamente do seu bolso.
laicismo: Radicalismo anti-clerical; perigosa perseguição religiosa onde cada cidadão contribui financeiramente da forma que melhor entende para que a sua igreja/religião cumpra todos os seus objectivos espirituais e mundanos."
Estamos bastante estatistas
Igor Caldeira on Segunda, 01/10/2007 - 12:10Eu adoro-vos, a vocês, conservadores. Conseguem passar a vida a dizer mal do Estado. Mas quando toca à religião, toca a exigir que o Estado pague tudo e mais alguma coisa.
O que o laicismo faz é defender um Estado laico, ou seja, um Estado em que cada um faz o que entender no domínio religioso. E, se as igrejas não sobrevivem sem subsídios estatais, azar o delas. Se eu estou contra subsídios ao negócio da batata por que raio estarei a favor de subsídios ao negócio da crença religiosa? Não é função do Estado manter igrejas, é função dele não se imiscuir nelas e evitar que elas não se imiscuam nele. É tudo.
Mas não. Para ti e para os restantes "liberais" cá da aldeia o Estado deve promover o "desenvolvimento comunitário". É curioso quie é a primeira vez que te leio essa palavra. E és ateu. Fará se não fosses!
É o que digo pá, vocês são espertos, bué espertos.
Eu também
Igor Caldeira on Domingo, 30/09/2007 - 18:07Qualquer imbecil percebe o propósito do texto. Até os tipos d'O Demente, nenhum deles superando os 65 de QI, percebem. O objectivo é os sectores da sociedade que sempre combateram - e continuam a combater - o Estado laico apropriarem-se da ideia de laicidade, criarem um misto entre o Estado confessional de raiz europeia (onde predominavam religiões únicas) e o coordenacionismo americano, adaptando velhos hábitos a realidades multiculturais.
A ideia não é despida de inteligência política - é por isso que mesmo islamófobos se mostram tolerantes para com o islamismo e defendem a cooperação entre o Estado e as diferentes confissões. Agora, não queiram com essa demonstração de agilidade estratégica chamarem-nos de estúpidos.
Diz-me tu quantas vezes a Igreja Católica defendeu o Estado laico.
PS - tu seres ateu não quer dizer nada. Maurras também era ateu, ou pelo menos agnóstico. Isso não o impedia de defender um Estado confessional. Todos os conservadores defendem a Igreja.
Igor.. tu.. tu
Filipe Melo Sousa on Domingo, 30/09/2007 - 09:49até eu como ateu percebo o propósito do texto
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