Retrato de David Cruz

A Freedom House, organização sem fins lucrativos, divulgou o seu relatório anual sobre liberdade no mundo. Os resultados revelam que 46% dos países do mundo são livres, 30% parcialmente livres e 24% não são livres. Desde 1972, ano em que foi elaborado o primeiro relatório, passou-se de 44 para 90 países livres, embora se tenha verificado uma estagnação a partir do início do século XXI. A existência de eleições não implica que determinado país seja considerado livre, pois são englobadas outras dimensões, nomeadamente no campo das liberdades civis. Portugal encontra-se em posição de destaque no ranking, pois detém a pontuação máxima, quer na dimensão dos direitos políticos, quer nas liberdades civis.

A correlação entre este ranking e os níveis de desenvolvimento humano é extremamente elevada. Os dados indicam que do total de Estados com uma classificação de «muito elevado» no Índice de Desenvolvimento Humano cerca de 87% são considerados livres. As excepções são Hong Kong, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Brunei, Catar e Bahrein. No outro extremo, do total de Estados com uma classificação «baixo» no Índice de Desenvolvimento Humano, cerca de 89% não são livres. Somente em São Tomé e Príncipe, Senegal, Lesoto, Benim e Serra Leoa, desenvolvimento humano e liberdade não se encontram interligados.

Publicado no nove por dez

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