É hoje inaugurada a maior central fotovoltaica do mundo... em Serpa!!
E em breve, vai passar a segunda maior, porque vai ser inaugurada outra...em Moura!!

Continuando, nesta linha de assuntos de carácter ambiental, parece-me que são boas notícias.

No entanto, ainda estamos longe de atingir todo o nosso potencial. Em 2005, estávamos a meio da tabela dos Estados-membros da EU, em termos de capacidade instalada em painéis fotovoltaicos. A Alemanha é o líder.

Sendo as nossas condições tão boas, uma vez dado este primeiro passo, agora é continuar.

Ver notícia completa no Público de hoje.


















(clicar na imagem para ampliar)

Fonte: jornal Público de 28/03/2007

Sr. (a) JLP do artigo que

André Escórcio ... on Quinta, 29/03/2007 - 00:52

Sr. (a) JLP do artigo que referiu: "Para já, defende a necessidade de se criarem mecanismos que estimulem a "produção de energias alternativas de forma eficiente", reduzindo-se os seus custos."

Qual a parte do reduzindo-se os custos é que não entendeu?

Enfim, mais não digo, teria que passar a noite a "fazer a papinha toda" só por não se informar convenientemente. Já para não falar em futurologia quando prevê o comportamento do regulador (ERSE).

Caro André Escórcio, Não

JLP on Quinta, 29/03/2007 - 01:52

Caro André Escórcio,

Não pretendo estar a ensinar-lhe capacidades de interpretação de textos, mas citando (com negritos meus):

"O presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Vitor Santos, disse ontem que o aumento de produção de energias renováveis "vai ter impactos negativos nas tarifas eléctricas", encarecendo-as a curto prazo. Pelo menos até ao final da década estarão em crescendo, embora o responsável da ERSE não estabeleça um limite para o fim desta tendência de aumentos. Para já, defende a necessidade de se criarem mecanismos que estimulem a "produção de energias alternativas de forma eficiente", reduzindo-se os seus custos."

Ora não me parece, pelo resto do artigo e para qualquer pessoa que tenha dois olhos na cara e o mínimo de conhecimentos no assunto, que se esteja a referir ao solar em termos de redução de custos e "produção eficiente". Vejo hídrica, que me parece viável, e eólica, que com a tecnologia mais recente começa a ser interessante, principalmente nalguns cenários concretos de exploração.

De resto, a papinha guarde-a para si. Do que disse "para a caixa" até agora sobre o assunto, parece que está bem mais necessitado.

Foi pior a emenda que o

André Escórcio ... on Quinta, 29/03/2007 - 11:44

Foi pior a emenda que o soneto. Enfim, de facto a educação em Portugal não está com muita saúde.
Esclarecido acerca da sua "posição" (se é que tem mesmo uma). Mais não digo mais por isso não se dê ao trabalho de responder com mais um texto vazio.

rentabilidade

Hugo F Garcia (não verificado) on Quarta, 28/03/2007 - 22:02

Onde é que foram buscar a ideia que a energia solar não é rentável face aos derivados do petróleo?
Ora vejamos:

A energia solar tem um custo inicial muito elevado, mas os custos correntes são muito baixos.
Hoje ainda custa investir (já explico porquê) mas o preço do petróleo está a subir como se não existisse amanhã.
Ao produzirmos energia elétrica através de paineis fotovoltaicos, conseguimos indirectamente baixar os preços dos combustíveis, podendo utilizar mais à vontade os automóveis.

Alguém que instale hoje em sua casa um painel fotovoltaico só vai ter o retorno dentro de uns 7 anos (aproximadamente aos preços de hoje). Obviamente isto é demasiado tempo para se recuperar o dinheiro, mas não para o estado.
Ainda, conforme o preço do petróleo vai subindo o tempo de recuperação do investimento vai descendo.

Se compararmos os paineis solares com as centrais eólicas, podemos dizer que é mais questionável, mas os paineis solares têm custos muito particulares: danifica a paisagem e mata muitos passaros.
Não esquecer também que as centrais eólicas produzem o máximo de energia durante o amanhecer e o escurecer, sendo que as empresas trabalham durante o dia. Nesse aspecto, as centrais fotovoltáicas são muito mais eficientes, pois produzem mais energia durante o dia.
Não quer dizer que se acabe com as centrais eólicas, mas é preciso diversificar entre os vários processos: solar, eólica, biomassa e barragens.

Convém tambem saberem que para instalar os sistemas de produção e eletricidade que temos hoje, muito se investiu no passado. É natural que se retire o investimento que neles foi feito, para estimular as tecnologias do futuro. Matriz BCG (para os gestores).

Relativamente aos paineis solares térmicos. Efectivamente são mais rentáveis, embora pesem de uma má reputação devido a más instalações durante os anos 80.
Contudo, a ideia de aquecer água para o condomínio não faz sentido, pois a água vai arrefecendo ao longo das tubagens.
A não ser que tivessemos tubos feitos dum óptimo isolador térmico o calor perde-se todo.

A tendência da energia é a micro-produção. Ou seja, em vez de grandes unidades centralizadas de produção a tendência é distribuir ao máximo pelas unidades o mais pequenas possíveis de produção.

Falando deste caso específico, devo dizer que foi uma grande vitória para Portugal e até para o Alentejo. Em princípio, esta será uma forma de estimular o desenvolvimento económico no Alentejo.
A produção de energia também ajuda ao desenvolvimento local.
Só tenho pena que a EDP continue com tanto poder devido mais uma vez a uma má privatização, sem concorrência.

Mata muitos pássaros?

Francisco Burnay (não verificado) on Quinta, 29/03/2007 - 00:18

Não mata nada... O número de aves mortas encontradas nos parques eólicos é perfeitamente desprezável. E morcegos nem vê-los. A bicharada não quer saber das ventoinhas para nada.

"Onde é que foram buscar a

JLP on Quarta, 28/03/2007 - 23:18

"Onde é que foram buscar a ideia que a energia solar não é rentável face aos derivados do petróleo?"

Hum... Onde é que será?...

"A energia solar tem um custo inicial muito elevado, mas os custos correntes são muito baixos.
Hoje ainda custa investir (já explico porquê) mas o preço do petróleo está a subir como se não existisse amanhã."

O que o Hugo Garcia se está a esquecer é que, enquando os investimentos na produção tradicional de energia são duradoros, uma vez que são sustentados por tecnologia madura e por capacidades de produção em grande escala, o investimento em eólica (e então no caso da solar nem se fala) basea-se em tecnologias cujo risco de estarem obsoletas daqui a 5-6 anos é muito considerável. Ou seja, o investimento e as garantias que o estado está a assumir a um prazo de 25 anos correm o sério risco de estarem a alimentar um "mono" que daqui a 5 ou 6 anos podia ser todo substituído a custo muito inferior (e produção muito mais significativa) por um ou dois aerogeradores.

"Ao produzirmos energia elétrica através de paineis fotovoltaicos, conseguimos indirectamente baixar os preços dos combustíveis, podendo utilizar mais à vontade os automóveis."

Pois, consegue-se baixar os preços dos combustíveis pagando quatro vezes o valor da tarifa normal por energia de fonte solar...

"Se compararmos os paineis solares com as centrais eólicas, podemos dizer que é mais questionável, mas os paineis solares têm custos muito particulares: danifica a paisagem e mata muitos passaros."

Presumo que queria dizer "aerogeradores" quando se referia aos danos na paisagem e na morte dos pássaros. Mas o que são algumas ventoinhas quando comparadas com 34 hectares de painéis solares?

http://jn.sapo.pt/2006/06/07/economia_e_trabalho/serpa_recebe_a_maior_central_solar_m.html

"Não esquecer também que as centrais eólicas produzem o máximo de energia durante o amanhecer e o escurecer, sendo que as empresas trabalham durante o dia. Nesse aspecto, as centrais fotovoltáicas são muito mais eficientes, pois produzem mais energia durante o dia."

Isso, no que toca ao vento, é simplesmente falso. Os padrões de vento variam muito de local para local, e logo de exploração para exploração. Além disso, o solar apesar de ganhar em termos de previsibilidade, também não é uma fonte contínua, uma vez que a insolação varia ao longo do dia.

"Convém tambem saberem que para instalar os sistemas de produção e eletricidade que temos hoje, muito se investiu no passado. É natural que se retire o investimento que neles foi feito, para estimular as tecnologias do futuro."

Ou seja, investe, e quando chegar a altura de colheres os resultados, estoira-os em megalomanias.

"Falando deste caso específico, devo dizer que foi uma grande vitória para Portugal e até para o Alentejo. Em princípio, esta será uma forma de estimular o desenvolvimento económico no Alentejo."

Então não... Em todos os 5 postos de trabalho que vão ser criados, e na avassaladora potência (nominal, que raramente estará, se alguma vez, disponível) de 11 MW. Sim sinhora, grande vitória!

Já agora, permitam-me alguns cálculos simplificados para se ver a crueza dos números:

Partindo de uma estimativa de 6 horas de insolação diária equivalente à potência nominal:

6*11=66MW.h de energia por dia,

a 32 cêntimos por kw.h (e não MW/hora, como está erradamente no artigo sugerido pelo Filipe Melo Sousa)

66000*0,32=21120€ por dia

21120*365=7,7M€ por ano

Ou seja, antes 8 anos (não esquecer o apoio já dado à partida) todo o investimento inicial (desprezando a inflação e a actualização) estão cobertos.

Sendo que o estado se compromete por 25 anos, e que os gastos variáveis são os salários de 5 pessoas e essencialmente os gastos de manutenção do parque, é fácil de ver a quem é que saiu a sorte grande.

China

Francisco Burnay (não verificado) on Quarta, 28/03/2007 - 17:26

Os chineses estavam a pensar construir a maior central fotovoltaica do mundo, com 100 MW de potência. Não sei como anda esse projecto...

É óbvio que este projecto

Gonçalo Pacheco de Faria (não verificado) on Quarta, 28/03/2007 - 17:03

É óbvio que este projecto vai ser rentável, mas tal não significa que seja da maneira mais sustentável. Vai haver um financiamento através de dinheiros públicos. O investimento em renováveis levanta um rol de questões interessantes que importa debater na sociedade:

1) até que ponto é racional investir em energias renováveis que, claramente, apresentam desvantagens competitivas quando comparadas, por exemplo, com outras energias renováveis como a eólica (em fase de franca evolução tecnológica: ciclos de maturação tecnológica mais curtos, potência instalada a progredir de 1Mw por pá para 20 em poucos anos...)

2) deve um país/ investidor investir numa fase ulterior de desenvolvimento da tecnologia ou aguardar - assumindo uma postura de free rider - serenamente por uma evolução expectável do processo e reservar o investimento para uma fase posterior, beneficiando de aumentos de eficiência, redução de investimentos e aumento da competitividade da tecnologia? Há ou não uma falha de mercado que leve à propagação deste sentimento de retardamento do investimento, esperando "à boleia" que outros invistam e que conduza a um cenário de investimento real fique abaixo do óptimo social? Há ou não uma curva de experiência e uma vantagem em estar na vanguarda do conhecimento tecnológico que justifique o investimento inicial em detrimento de uma postura passiva de posterior aquisição no mercado de bens de equipamento? (No limite se ninguém investir...a tecnologia nunca progredirá)

3) Qual a lógica dos cépticos das renováveis em compararem custos privados de energias alternativas com as de carbono, sem incorporar os custos sociais (poluição)?

Que esta empresa vai ter lucro, já percebemos todos que sim. Não sei porque ainda se está a questionar. O que se põe em causa é o gasto de dinheiros públicos, e através de sobretaxas coercivas aos consumidores. E discutindo os teus pontos:

1) Porque afirmas haver vantagens em subsidiar uma tecnologia menos rentável? No caso da eólica, o seu custo será competitivo num futuro próximo. No caso da energia fotovoltaica, a diferença é tão grande que não antevejo qualquer sustentabilidade nos próximos 25 anos para os quais se vão fixar este preço garantido.

2) É óbvio que existe um momento óptimo para investir. Uma coisa é investir na investigação e desenvolvimento de uma tecnologia, e conceder bolsas de investigação, ou procurar cooperação internacional em investimento nesta área. Outra coisas é teimar em construir grandes parques que não são rentáveis sem injecção de dinheiros públicos. A consequência é prejudicar a competitividade da economia portuguesa, que já tem a electricidade mais cara da europa.

3) A questão não se coloca aqui em termos de custos sociais, pois eu estou a comparar a situação de uma eólica com a situação de uma fotovoltaica, ambos não emitem carbono. O factor de poluição é nulo em ambos os cenários. O factor poluição está incorporado em ambos os cenários. Deixo-te meramente a questão económica.

Retrato de Luís Lavoura

Choca-me que se ande a

Luís Lavoura on Quarta, 28/03/2007 - 16:36

Choca-me que se ande a gastar tanto dinheiro a aplicar uma tecnologia - a produção de eletricidade a partir do sol - que ainda não é rentável, isto é, competitiva em termos económicos, quando há uma outra tecnologia - a produção de calor a partir do sol - que já hoje é muito rentável economicamente, mas praticamente não é aproveitada.

O que o Estado deveria estar a apoiar era a criação de empresas que fizessem o seguinte negócio: pagarem a condomínios urbanos para instalarem nos seus telhados paineis solares térmicos para aquecer água, e depois, distribuirem a água quente assim obtida para utilização nos apartamentos, fosse desse prédio fosse de outros próximos.

Com efeito, aquecer água a partir de energia solar é economicamente rentável, fica mais barato do que aquecer a água com um esquentador - e muito mais baato do que aquecê-la com uma máquina de lavar. Mas só pode ser feito, no ambiente urbano atual, se a água quente obtida fôr partilhada entre diversas famílias.

Isto é que faria sentido em termos económicos e ambientais. Esta mega-central em Brinches (não é em Serpa, é no concelho de Serpa) não faz sentido, ou faz muito pouco.

Retrato de Filipe Melo Sousa

Eu fiz as contas

Filipe Melo Sousa on Quarta, 28/03/2007 - 15:35

Nunca ninguém pôs aqui em causa que a empresa que investiu neste projecto fez o seu estudo de mercado, nem que vai fazer um grande negócio. Bem pelo contrário. O que está em causa é o facto que esse lucro vai ser assegurado pelo prejuízo de dinheiros públicos.

A "sustentabilidade" deste projecto é assegurada por um preço imposto que se situa 4 vezes acima do preço de mercado. Ao consumidor não resta outra alternativa senão comprar à monopolista EDP que nos vende a electricidade mais cara da europa. Preço esse que resulta do "cocktail maravilha" de hídricas, térmicas, eólicas e fotovoltaicas.

O que me revolta é o facto de estas empresas terem um preço de venda de 0,32 € assegurado por 25 anos, quando a tecnologia solar desta central estiver obsoleta. E os portugueses serem obrigados a pagar a factura. É esta a sustentabilidade a longo prazo? É isto a visão de futuro.

O objectivo é produzir electricidade sem emissões de CO2? Têm a alternativa eólica que é claramente preferível, e que tende a ser competitiva dentro de poucos anos comparando com o petróleo.

Peço um esforço quanto ao sentido crítico de cada um, em não se deixarem deslumbrar por qualquer vendedor da banha da cobra, só porque se trata de uma fonte de energia renovável. É claro que prefiro ter uma fonte de energia limpa. Mas não a qualquer preço, quando existe uma maneira bem mais barata de obter o mesmo efeito. Tem de se abandonar este espírito que qualquer produção em tecnologias alternativas é boa, "custe o que custar".

Pelo que percebi o único

André Escórcio ... on Quarta, 28/03/2007 - 16:38

Pelo que percebi o único dinheiro que sai directamente dos cofres do estado é o do PRIME, ou seja sai para este projecto como sai para muitos projectos, se quiserem discutir o PRIME podemos fazê-lo noutro tópico, é que neste é um pouco despropositado.

A outra eventual fonte de receitas é o dinheiro pago pela a EDP que lá por ser uma empresa pública não deve ser mistura com a figura estado. Também poderemos discutir a privatização da EDP, no entanto, mais uma vez, não é essa tópico que está a ser discutido.

Tirando estes dois aspectos não estou a ver como se poderá estar a protestar contra um projecto de iniciativa privada e que ainda por cima é pró-ambiental.

"Pelo que percebi o único

JLP on Quarta, 28/03/2007 - 16:49

"Pelo que percebi o único dinheiro que sai directamente dos cofres do estado é o do PRIME (...)"

Sai dos cofres do estado, e do bolso de todos os consumidores de energia eléctrica através do seu poder coercivo, neste caso através do regulador que naturalmente vai incorporar nas tarifas o subsídio dado via obrigação de compra e tarifa pré-estabelecida e não fixa de acordo com o normal funcionamento do mercado.

Concerteza não terá visto o segundo link apresentado acima pelo Filipe Melo Sousa.

"Tirando estes dois aspectos não estou a ver como se poderá estar a protestar contra um projecto de iniciativa privada (...)"

Está a gozar, não está?

Retrato de Filipe Melo Sousa

Deixa cá ver como explicar..

Filipe Melo Sousa on Quarta, 28/03/2007 - 16:45

Estado obriga EDP a comprar energia solar a preços exorbitantes, quando poderia comprar mais barato

EDP incorpora esses preços no preço médio de venda aumenta as tarifas aos consumidores

Consumidor não tem escolha, cala e paga

Proponho ao senhor ou

André Escórcio ... on Quarta, 28/03/2007 - 14:41

Proponho ao senhor ou senhora JLP que se informe um pouco mais. O cliente não é o estado é o consumidor.

Quando me puder apresentar dados concretos e não meras especulações estarei disposto a discutir este assunto. (até porque gostava de ter acesso aos estudos de viabilidade que com certeza consultou para fazer afirmações deste tipo)

"Proponho ao senhor ou

JLP on Quarta, 28/03/2007 - 15:20

"Proponho ao senhor ou senhora JLP que se informe um pouco mais. O cliente não é o estado é o consumidor."

Peço então que me informe dos passos necessários para que eu possa, como consumidor, consumir a energia que é produzida por menos de €0,10 , e não a que é produzida por €0,35. Além de que me diga como é que posso evitar que o estado utilize o dinheiro dos meus impostos para satisfazer o seu compromisso de obrigação de compra por esse preço.

Em relação aos "dados concretos", mais do que "especulações", e sem entrar em grandes prelecções posso-lhe dizer que a indústria de geradores eólicos tem sofrido várias evoluções ao longo das últimas duas décadas, que não foram tão somente de aperfeiçoamento técnico de tecnologias, mas sim de substituição total de algumas, que se tornaram praticamente obsoletas.

Leia:

http://jxj.base10.ws/magsandj/rew/2003_01/inside_wind.html

http://www.newenergy.info/index.php?id=868

Se ler, concluirá que somente as duas tecnologias correntemente em expansão (e concorrência), os geradores síncronos com inversor e os geradores de indução double-fed são de dimensão interessante para exploração comercial em larga escala. Os geradores de indução simples , os tais dos quais ainda temos muitos a "rodar", praticamente desapareceram como tecnologia interessante para a geração eólica. Principalmente porque:

- Levantam problemas técnicos de ligação à rede, nomeadamente em termos da qualidade de onda.

- Possuem ciclos de funcionamento bastante intermitente, porque têm margens de funcionamento em termos de intensidade do vento reduzidas, como tal tendo baixo rendimento de exploração em termos de horas de vento útil.

Como tal, muitos dos geradores que ainda temos a rodar e a serem sustentados pelo contribuinte, só teriam a beneficiar se fossem substituídos por geradores mais modernos, mais potentes e que podem funcionar em termos úteis durante mais tempo. Mas não. Estão lá os outros que foram contruídos com as mesmas palmas de agora do André Escórcio, com a promessa de estarem para durar.

Já agora, espero que também se tenha munido de boas bases de sustentação para as suas palmas em relação a este projecto. Afinal, só podem ser bem informadas e não vítimas do ambientalismo de powerpoint, não?

Retrato de Miguel Duarte

O JLP (e o Filipe) tem razão...

Miguel Duarte on Quarta, 28/03/2007 - 15:02

Quem vai pagar a central és tu, eu a Inês, todos nós, via tarifas mais elevadas que as operadoras eléctricas terão que pagar. O estudo que os privados fizeram, foi simplesmente confirmar se o investimento que fariam era compensado pelo preço garantido de compra por parte das empresas eléctricas (obrigadas a isso pelo Estado).

Enquanto as centrais solares forem poucas, não vejo grande problema, pois o custo elevado dilui-se no resto. Mas... Como o Filipe diz, tu certamente não queres pagar a tua electricidade 4x mais cara. E mesmo que quisesses, as nossas empresas não podem pagar a electricidade 4x mais cara (muitas simplesmente teriam que fechar portas, pois estão em concorrência com países que não teriam este custo acrescido).

Ou seja, começarmos a abrir as maiores centrais do mundo pode ser uma forma de suicídio económico por parte do nosso país.

Quanto à energia eólica, a coisa não é assim tão má, pois com os preços do barril de petróleo actuais (ou próximo dos actuais), esta é competitiva (pelo menos segundo as informações que tenho).

:-)

Migas on Quinta, 29/03/2007 - 10:57

Meu caro Miguel,

Há dias em que pareces um perigoso neo-liberal enrolado nas teias da velhinha lógica aristotélica. São dias bons.

Um abraço,
M.

Retrato de Filipe Melo Sousa

A que preço?

Filipe Melo Sousa on Quarta, 28/03/2007 - 14:13

Ao passo que os preços da energia eólica se aproximam dos preços de mercado para a energia eléctrica que pagamos à rede eléctrica (abaixo dos 0,10 €/kWh), o preço da energia fotovoltaica ronda os 0,35 €.

Para além do mais, o projecto de Serpa necessita de uma "injecção" de dinheiro por parte dos contribuintes de 3,7 milhões de euros para ser rentável, vendendo mesmo assim a electricidade ao quádruplo do preço.

Alguém interessado em pagar o quádruplo da sua conta de electricidade?

Ver:
http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=293300
http://dn.sapo.pt/2007/03/23/economia/renovaveis_fazer_subir_precos_electr.html

Se uma empresa investe num

André Escórcio ... on Quarta, 28/03/2007 - 14:24

Se uma empresa investe num negócio partimos do principio que fez estudo de mercado e que concluiu que tem clientes.

E se há quem esteja disponível (ou possa) em gastar mais por este serviço não sei porque não apostar.
Quanto aos dinheiros públicos, sinto-me orgulhoso por o dinheiro dos meus impostos ser investido neste projecto mesmo que a curto prazo traga prejuízo (tal como está explicado num dos links divulgado pelo filipe). Aliás o problema do Português é só ter a capacidade de pensar a curto prazo.

"Se uma empresa investe num

JLP on Quarta, 28/03/2007 - 14:36

"Se uma empresa investe num negócio partimos do principio que fez estudo de mercado e que concluiu que tem clientes."

Pois, e esta concluiu pelo cliente do costume, o estado...

"Quanto aos dinheiros públicos, sinto-me orgulhoso por o dinheiro dos meus impostos ser investido neste projecto mesmo que a curto prazo traga prejuízo"

O problema é que esses projectos se revelam sistematicamente deficitários a longo prazo, e principalmente no acumulado de toda a sua vigência.

Como referi, tal já se verifica por exemplo em alguns parques eólicos existentes, que se revelam sistematicamente deficitários porque se basearam em tecnologia que rápida e previsivelmente se tornou obsoleta.

Quanto ao orgulho em relação ao uso do dinheiro dos seus impostos, se calhar recomendava como liberal que os investisse directamente, já que acredita tanto na viabilidade económica do projecto. Seria bem melhor do que estar orgulhoso em que o dinheiro dos outros seja aplicado contra a sua vontade.

Acresce que, segundo me

JLP on Quarta, 28/03/2007 - 14:20

Acresce que, segundo me lembro, existe um compromisso do estado que se concretiza na obrigação de compra de toda a energia, com tarifa pré-definida, por um período de 25 anos.

Ou seja, quando esse sistema jé for largamente obsoleto, à semelhança de alguns geradores eólicos (já) também obsoletos que ainda estamos todos, via tarifa e obrigação de compra, a pagar.

Está visto o "muito que se pode fazer pelo ambiente".

Fantástica noticia. Cada

André Escórcio ... on Quarta, 28/03/2007 - 13:52

Fantástica noticia. Cada vez gosto mais dos teus post Inês, sempre noticias óptimas ;)

Espero que os "ambiento-cépticos" comecem a mudar de ideias, em pouquissimo tempo este blog mostrou o muito que se pode fazer pelo ambiente.

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