Retrato de Luís Lavoura

Os portugueses já hoje têm muitos incentivos para mentirem ao Estado sobre qual é a sua residência permanente. As pessoas declaram ao Estado residências falsas para, por exemplo, poderem matricular os filhos numa escola melhor, receberem subsídios à agricultura que desenvolvem nas suas quintas, poderem votar num círculo eleitoral que lhes agrade mais, obterem cartão de estacionamento gratuito da EMEL, usufruírem de um melhor centro de saúde, poderem continuar a ocupar uma casa com uma renda muito baixa, e muitos outros efeitos. A partir de agora, existirá mais uma razão para mentirmos ao Estado sobre a nossa verdadeira residência: pagar menos nas autoestradas. Por exemplo, um cidadão que viva em Lisboa mas tenha uma casa de férias, à qual se desloca regularmente, nos arredores de Castelo Branco, passará a declarar a casa de Castelo Branco como sua verdadeira morada, para não ter que pagar portagem na A23 de cada vez que lá vai. Digam lá que este primeiro-ministro não é porreiro, pá...

Retrato de João Cardiga

A culpa é das leis...

João Cardiga on Quinta, 24/06/2010 - 17:47

Por essa lógica também as leis são um forte incentivo a se praticar um crime...

Quando não há um apoio

Anarca (não verificado) on Quinta, 24/06/2010 - 20:55

Quando não há um apoio público, nem um meio de reforçar a lei decente, ou é uma lei simplesmente injusta/estúpida, é um óptimo convite ao crime, já que os lucros ou a poupança são enormes. Ex: A proibição do álcool nos EUA, a guerra contra a droga, etc.

Se as leis não são voluntariamente aceites ou quando não têm um mínimo de senso comum, estão sempre mais frágeis à sua infracção.

Concordo. No entanto não é

Anónimo (não verificado) on Quinta, 24/06/2010 - 21:18

Concordo. No entanto não é por a lei ser estupida que o Capone deixa de ser mafioso ou ter qualquer justificação moral para fazer o que fazia.
João Cardiga

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