Escreve João Galamba a determinada altura num artigo seu:
Julgo que esta frase espelha bem um mito que existe e que frases como estas só servem para reforçá-lo. Se fosse verdade o que João Galamba diz, o programa politico de um partido liberal seria o mais fácil de todos e teria apenas o seguinte ponto:
Ponto único: Desmantelar o Estado.
Ora se o João Galamba for ler alguns programas dos partidos liberais europeus verificará que são um pouco mais complexos que isso, e que a fundamentação não passa por uma convicção dogmática assente na permissa que enunciou.
Para além do facto de que um liberal não é necessariamente anti-estado (e eu, e muitos, são exemplo disso) mas sim necessariamente pró-liberdade individual.
A questão é que sempre que delegamos algo ao Estado estamos a diminuir a nossa liberdade de escolha e dessa forma a nossa liberdade individual. Pode parecer um contracenso mas por vezes esta primeira opção pode ser vantajosa para nós (por exemplo a segurança) a nível da liberdade individual global e um liberal não é contra. Por outro lado, existem outras situações em que não existe nenhuma base para que exista essa "delegação" no Estado, como por exemplo no caso da eutanásia, e um liberal defende que a decisão cabe ao individuo e não ao Estado.
Assim seria melhor, para mais num artigo que também foi publicado no Diário económico, não se utilizarem frases simplistas e que não correspondem à realidade, servindo apenas para criar uma falsa realidade baseado num mero mito!














Falta ainda uma voz...
João Cardiga on Terça, 04/08/2009 - 11:24Julgo que ainda falta uma "voz" liberal com expressão nos meios de comunicação tradicionais que consiga "impôr" essa discussão, que como tu tão bem dizes, é vital na actualidade.
Mas como até hoje estas
Artur (não verificado) on Terça, 04/08/2009 - 08:29Mas como até hoje estas questões não tem sido defendidas por um Partido verdadeiramente Liberal, esses mitos perduram naquele limbo que interessa a todos os outros que não o sendo, fazem uso dele como bem lhe aprover.
A discussão do Liberal e dos seus limites é um aspecto fundamental e cuja actualidade é brutal.
Penso que uma das coisas que esta crise nos mostrou já é que a Economia de Mercado sairá reforçada, repensada e os paises que mais rápido entrarão numa normalidade serão aqueles que tem uma estrutura economica e social liberal. Mas também se demonstrou que se enquadra no pensamento liberal uma intervenção do Estado pontual em situações criticas.
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