Retrato de Miguel Duarte

O Diário Económico de 27 de Outubro resumiu (com base em documentos da Comissão Europeia), os modelos económicos europeus desta forma:

Modelo Continental

Combina subsídios de desemprego generosos e abrangentes com forte protecção do emprego. É caracterizado por baixas taxas de emprego e baixo risco de pobreza.

Modelo Mediterrâneo

Combina subsídios de desemprego fracos e pouco abrangentes com forte protecção do emprego. É caracterizado por baixas taxas de emprego (excepto Portugal) e altos riscos de pobreza.

Modelo Nórdico

Combina subsídios de desemprego generosos e abrangentes com fraca protecção do emprego. É caracterizado por altas taxas de emprego e baixo risco de probreza.

Modelo Anglo-Saxónico

Combina subsídios de desemprego pouco abrangentes com fraca protecção do emprego. É caracterizado por altas taxas de emprego e elevado risco de pobreza

Moral da História

Portugal, ao contrário de outros países do "Modelo Mediterrâneo", tem uma alta taxa de emprego, o que é bom. No entanto andamos a seguir os piores.

A solução, como demonstram os países do "Modelo Nórdico", é flexibilizar o mercado de trabalho, aumentando assim a flexibilidade das empresas, diminuindo a taxa de desemprego e dando mais escolha aos trabalhadores. Como forma de contrabalançar esta alteração, aumenta-se a protecção para aqueles que devido ao sistema ficam sem meios de subsistência. Ou até, porque não, cria-se um seguro de desemprego optativo, com coberturas superiores ao mínimo obrigatório da nossa segurança social, para quem é mais avesso ao risco.

Ou seja, como Durão Barroso afirmou, na Europa temos que passar a proteger as pessoas e não os empregos. Até porque, "proteger os empregos" é um engano. Mais vale uma empresa competitiva com poucos trabalhadores (ao menos alguns têm emprego), que uma empresa em risco de falência com muitos trabalhadores (todos acabam por ir parar ao desemprego).

Há que seguir o modelo

Mariana (não verificado) on Segunda, 15/05/2006 - 21:21

Há que seguir o modelo Nórdico... Mas pelo que se vê, Portugal só chegaria a um modelo desses com uma grande reviravolta tanto em termos politicos como sociais.

"Ou seja, como Durão Barroso afirmou, na Europa temos que passar a proteger as pessoas e não os empregos. Até porque, "proteger os empregos" é um engano. Mais vale uma empresa competitiva com poucos trabalhadores (ao menos alguns têm emprego), que uma empresa em risco de falência com muitos trabalhadores (todos acabam por ir parar ao desemprego)."

É preciso é aumentar a competitividade e criar mais empresas.. (agora... com que dinheiro?) Da maneira que o PIB e a taxa de desemprego se encontram..
Enfim...

(sem comentários.)

Cumprimentos :)

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