Vi que a candidatura ibérica ao Mundial 2018 ou 2022 de futebol já foi apresentada.
Também li esta notícia do Público, que se foca na possibilidade de fazer implodir um dos estádios construídos para o Euro 2004, que nem oferecido alguém o quer, e que menciona também o seguinte:
"O Mário Duarte não é caso único no universo de estádios construídos para o Euro 2004. Também na Região Centro, os novos estádios de Coimbra e Leiria custaram muito mais do que deviam e estão praticamente às moscas (ver infografia). Pior ainda está o Estádio do Algarve, em Faro, que não é usado por nenhum clube e se limita a receber algumas competições pontuais."
Pelo menos no caso do Mundial estamos a falar de uma candidatura conjunta entre Portugal e Espanha, mas já se viu no Euro 2004 o que aconteceu. Agora, em menor escala (já gastámos para o Euro e há a pareceria com Espanha), vai acontecer o mesmo. Isto se ganharmos, o que eu espero que não aconteça. Prefiro que o investimento público vá para onde deve ir (e iria sempre haver investimento público, de certeza), e não para subsidiar Mundiais de futebol.














Depende...
João Cardiga on Terça, 20/10/2009 - 14:30Para mim depende muito se financeiramente é ou não vantajoso (atenção que sou contra qualquer projecto deste tipo que seja economicamente positivo e financeiramente negativo).
Mas a "experiência" diz-me que se for financeiramente actrativo os privados podem financiar, por isso não encontro qualquer justificativo para que o Estado faça qualquer tipo de obra neste projecto...
financiarão?
Luís Lavoura on Terça, 20/10/2009 - 15:13"se for financeiramente actrativo os privados podem financiar"
Isso não é bem assim, porque quem financia e quem beneficia podem ser entidades diferentes.
Por exemplo, a realização de um campeonato mundial de futebol em Portugal pode ser benéfica para os bares da Rua Augusta, que terão mais clientes estrangeiros; mas será que esses bares estarão dispostos a financiar o evento?
A TAP também poderá beneficiar. Mas será que estará disposta a financiar? Duvido. Até porque os benefícios podem não ser exatamente para a TAP, e sim para algumas companhias suas concorrentes.
Idem para os hoteis, para a Brisa, para a CP, e para muitas outras empresas, que potencialmente beneficiarão com a realização de um campeonato do mundo em Portugal, mas que dificilmente estarão dispostas a financiá-lo.
Luís Lavoura
Pela teoria sim...
João Cardiga on Terça, 20/10/2009 - 15:29Se isso não acontecer então temos um tecido empresarial improdutivo e a teoria economica que serve de base a grande parte das medidas liberais cai por terra...
Caso não aconteça, isto é os privados não tomem a iniciativa, então verificamos que na realidade é o Estado e não os privados, que tem a capacidade de gerar desenvolvimento e crescimento económico. Se os privados são incapazes de actuarem de forma a maximizar os seus beneficios então temos um problema grave... É que esta noção está por base de toda a teoria económica que sustenta a ideologia liberal (com um enorme enfase de direita).
Neste caso concreto não vejo porque é que os bares (p.e. através da sua associação), a Brisa e todos os que recebem os beneficios não montam um consórcio de apoio a este projecto.
Possivelmente porque acham
João Mendes on Quarta, 21/10/2009 - 00:23Possivelmente porque acham que têm projectos bem melhores onde investir...
Não
Luís Lavoura on Terça, 20/10/2009 - 13:23Não vai agora (com o Mundial) acontecer o mesmo que aconteceu com o Euro 2004, dado que a generalidade das infraestruturas, em particular os estádios, já foi construída.
Ou seja, para realizar um Campeonato Mundial de Futebol Portugal praticamente não necessita de fazer investimentos em mais infraestruturas - só em organização e logística.
Especialmente porque, sendo organizado em conjunto com Espanha, só 3 ou 4 estádios portugueses é que serão utilizados. Os outros estádios a utilizar serão em Espanha.
Luís Lavoura
Pois
João Mendes on Terça, 20/10/2009 - 13:37E eu continuo a achar que é um desperdício de recursos que podiam ser empregues em alguma coisa que interessa.
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