A troica entrou em estado de negação ativa dos dados experimentais.
Depois de a Grécia ter determinado que vai este ano, e no próximo ano também, falhar os compromissos acordados para o seu défice orçamental, a troica prepara-se para lhe fornecer mais uma tranche de apoio financeiro. Ou seja - já não interessa se o país satisfaz ou não satisfaz os compromissos acordados, dá-se-lhe apoio de qualquer forma.
Portugal vai pelo mesmo caminho. As entidades estatísticas nacionais já determinaram que no primeiro semestre de 2011 o país foi por péssimo caminho, com um défice enorme do Estado, de tal maneira que se torna praticamente impossível que - sem recurso a truques, a receitas extraordinárias irrepetíveis - venha a satisfazer o défice acordado para 2011 (5,9% do PIB). Além disso, os buracos madeirenses acrescentaram quase 1% do PIB ao défice de 2010, tornando Portugal ainda mais semelhante à Grécia - tal como ela, as autoridades portugesas andaram estes anos todos a enganar os credores. Mas nada disso interessa à troica, que pretende continuar a fechar os olhos, a classificar Portugal como aluno exemplar, e a fornecer mais dinheiro.
Quando se torna evidente que a cura está a matar os doentes e, de facto, a piorar a sua doença, ainda assim a troica insiste na asneira.
É altura de a Europa acordar e perceber que os seus bancos andaram estes anos todos a fazer asneira grossa ao emprestar dinheiro a quem não o poderia pagar. Que esses bancos estão agora, de acordo com uma contabilidade honesta e rigorosa, falidos. É preciso arranjar forma de colmatar essa falência em vez de prosseguir com os disparates.
Emprestar mais dinheiro à Grécia e a Portugal é prosseguir o mesmo mau caminho que nos trouxe até aqui.














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