Retrato de Luís Lavoura

Está bem instalada a crise em torno da modificação da Lei das Finanças Regionais, mais propriamente da Lei das Finanças Madeirenses. Essa lei foi aprovada pelo PS, contra toda a oposição, em 2007; agora toda a oposição prepara-se para se vingar, modificando a lei. Estamos de volta, portanto, ao tempo da Viradeira (*).

A minha posição sobre o assunto é simples, e está expressa no título do post. Nem a Lei das Finanças Madeirenses deve ser relaxada, nem os limites de endividamento da Madeira devem ser relaxados. Não se pode ceder um milímetro ao Alberto João. O tipo se quiser que declare a independência da sua Região Autónoma e que a ponha a vogar, pelos mares fora, à procura de quem melhor tome conta dela (talvez o emir do Kuwait aceite comprá-la, quem sabe). Portugal não precisa da Madeira para nada - se quiserem continuar na sua via de despesismo, que procurem outro dono.

(*) Chamou-se assim ao reinado de D. Maria I, filha de D. José. Era uma pessoa muito católica, que tratou de desfazer tudo aquilo que o pai (e o seu primeiro-ministro, o marquês de Pombal) tinha feito para retirar poder à Igreja. O povo chamou-lhe a Viradeira, precisamente porque virou ao contrário a política do seu pai.

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