O Ministério da Cultura decidiu apoiar financeiramente a participação de galerias de arte portuguesas na Feira de Arte Contemporânea de Madrid. Os critérios do apoio, no entanto, são peculiares: só serão apoiadas as galerias que demonstrarem ter tido prejuízo com a sua participação na Feira.
Este critério viola as regras de uma sã concorrência entre agentes económicos e nivela todos os agentes pela mediocridade. Uma galeria de arte que tenha prejuízo, é porque gastou demasiado e de forma estouvada e/ou porque vendeu de menos, escolheu mal as peças de arte que se propôs vender e/ou as promoveu mal junto dos potenciais compradores. Em qualquer dos casos, uma tal galeria de arte deveria ir à falência, ser afastada do mercado para dar lugar a outras galerias de arte mais eficientes. Graças ao subsídio do Ministério, tal não acontecerá.
Felizmente, neste caso e ao contrário daquilo que é habitual em Portugal, não há uma corporação que se una na defesa dos piores dos seus membros: muitas galerias de arte estão a contestar, com toda a razão, estes subsídios concedidos apenas aos menos eficientes.














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