Primeiro um pouco de história:
Mário Soares
(n.1924)
Estadista nascido em Lisboa. Enquanto jovem participou em acções de resistência contra o regime de Salazar e Caetano, tendo conhecido as prisões e o exílio. Participou activamente no Movimento de Unidade Democrática (MUD), na campanha do general Humberto Delgado e nas eleições parlamentares de 1969. Em 1973 é um dos fundadores do PS e tornar-se-á seu líder incontestado depois do 25 de Abril. Nessa qualidade chefiará os primeiro e segundo governos constitucionais, após ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1975. Regressará em 1983 ao poder, quebrando um hiato de cinco anos em que se assume como a principal figura da oposição, dirigindo um governo de coligação PS-PSD, que não resistirá às mudanças internas verificadas no segundo destes parceiros. É eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais de 1986. Será reeleito presidente em 1991 para um mandato que terminou em 1996. É presidente da Comissão Mundial dos Oceanos, encarregada de redigir e apresentar até 1999 um relatório sobre os Oceanos.
Fonte: Centro de Documentação da Universidade de Coimbra
Agora um pouco de actualidade e futurologia. Mário Soares fará em 2006, ano das presidenciais, 82 anos! A ser eleito, acabará o seu 1º mandato com 87 anos e caso pense num segundo mandato (algo até hoje habitual em Portugal), terminará esse segundo mandato com 92 anos!!!
Mário Soares já deu muito ao país, é certamente uma figura que inspira a muitos portugueses uma enorme simpatia e tem certamente muita experiência do seu lado (aliás, até já exerceu este cargo anteriormente). Mas... Não será que estava na hora de o país (e o Partido Socialista!), dar a oportunidade a pessoas mais jovens? Quando digo mais jovens, pelo menos uns 20 anos mais jovens que o nosso querido ex-presidente.
Custa-me bastante ver que estamos sempre dependentes das mesmas pessoas. Isto é uma indicação terrível de que não existem ideias novas e de que a nossa sociedade não tem capacidade de regeneração. Muito sinceramente, prefiro um presidente semi-desconhecido, que traga algo de novo para a cena política portuguesa, a uma figura histórica, sem dúvida, mas que manterá tudo na pasmaceira do costume.













