José Sócrates dixit:

Sobre o país:
"o País está preparado e com vontade de mudar"
"está consciente dos problemas e tem a ambição de mudar. Há um Portugal moderno, de progresso, que não se resigna"
"para fazermos as mudanças que temos de fazer, pôr as contas do Estado em ordem, relançar o investimento e a confiança".

Sobre a estratégia:
"o principal sinal que o Governo deu é o de que não desistirá de prosseguir uma linha de defesa intransigente daquilo que considera ser a defesa do interesse geral"
"atracção de investimento estrangeiro depende do reforço da confiança e da estabilidade da economia [...] um País que pode oferecer muitas oportunidades".

Sobre as presidenciais:
"A Democracia portuguesa é muito mais madura do que alguns estouvados com uma visão apenas oportunística da política pretendem"
"Quanto mais eu sentir que Mário Soares necessita de ajuda, mais eu o ajudarei".

Retirado da entrevista ao Correio da Manha: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=186241&idselect=193&idCanal=193&p=94.

Ainda há dúvidas sobre o senhor a quem o PM vai oferecer a sua cruzinha?

E se houvesse um sistema de Segurança Social que permitisse o seguinte:

1- os contribuintes têm consciência do redistribuição inter-geracional
2- os beneficários da sua dependência da boa vontade dos contribuintes
3- ser bem claro o conflito de interesses da democracia num Estado Social, quando os votantes têm algo a dizer sobre o montante dos seus próprios benefícios, cujos efeitos recaiem nos outros.

Vejam aqui: http://blog.causaliberal.net/2006_01_01_causaliberal_archive.html#113637413035534261

É simples demais para ser verdade. Mas lá que é tentador, é.

Retrato de Luís Lavoura

A avaliar pela amostra (ainda só são 4 dias), prepara-se mais um Janeiro de céu irremediavelmente e invariavelmente azul, sem uma nuvem no horizonte, como aliás tem sido costume ao longo dos últimos anos.

Quando eu era pequeno, Janeiro era um mês de nebulosidade constante e chuva intermitente, por vezes violenta. Desde há uns anos, Janeiro vem sendo, provavelmente, o mês do ano com menor nebulosidade.

Para mim que sou nortenho, estes dias de céu azul em Janeiro são profundamente deprimentes.

Em Espanha já não se duvida: estão perante o segundo ano consecutivo de seca, e este ano ela será ainda mais forte do que no anterior.

Em Portugal ainda se finge não ver.

Se a coisa continua por este andar, dentro de alguns anos, menos do que nós julgamos, todo o sul do país estará inabitável.

Retrato de Miguel Duarte

A Microsoft que vem à muito a censurar conteúdos na China. Tal não é novo e de alguma forma compreensível, dado que se quer operar neste mercado tem que respeitar as normas locais.

No entanto, no último dia 31 de Dezembro, fez algo pior. A pedido do governo chinês removeu dos seus servidores dos EUA um blogue de um crítico desse mesmo governo.

É evidente que a Microsoft é uma máquina e que entre o promissor mercado chinês, contratos milionários e um mero blogue gratuito nos seus servidores, a Microsoft optou pelo que lhe dá dinheiro a ganhar. Mas, isto revela uma tendência muito perigosa, em que as empresas das "nações livres" começam a adoptar práticas de censura para com os cidadãos das "nações não livres" e inclusivamente a evitar cobrir noticiosamente de uma forma negativa os governos dessas mesmas nações.

É evidente que num mundo tão vasto como a Internet há sempre uma saída. Mas este facto não deixa de me preocupar.

Retrato de Miguel Duarte

Chamo a atenção para a leitura deste artigo na Wired.

Penso que ilustra muito bem os perigos para o estado de direito quando um órgão de poder tenta em nome do combate terrorismo ter poder absoluto ou escapar ao controlo de outros órgãos.

Se queremos manter a nossa liberdade não nos podemos render ao facilitismo de em nome do combate ao terrorismo prescindir de muitas das garantias que sustentam precisamente a manutenção desse mesma liberdade.

Também vi o debate do estado da nação (curioso como um só média se insinua tão livremente como debatente autorizado do momento político/económico/social do país).
E esperei para ler os blogs e jornais, a fim de não repetir alguns dos argumentos já disparados.
Optei por seleccionar um momento que diz respeito a todos os liberais (especialmente nós, MLS). Refiro-me à usurpação da agenda liberal por parte do BE e sus muchachos.

A proposta (Miguel Portas): Proteccionismo do Estado (às empresas) ao manter salário mínimo baixo - suba-se para 500€.
A explicação (Boaventura S.S.): Muitas empresas podem falir, mas as que resistirem vão ser mais pujantes e eficientes (não estou a inventar, foram mesmo estes os termos).

Na pura inocência de pensar que a abertura à concorrência e ao empreendedorismo resolvia estes problemas (as empresas ineficazes), não se vislumbrou a solução miraculosa (que Pacheco Pereira, tristemente abandonado a representante do bom senso, apelidou de Marxismo ao contrário): O Golpe Anarco-Capitalista Invertido, não por acção da deslocalização selvagem do capital, mas por acção radical do estado português, num sinal de renovação económica que se saúda, caso venha a ser aplicado.

Retrato de Luís Lavoura

No PÚBLICO de hoje vem uma notícia segundo a qual o ministério iraquiano do petróleo divulgou que as exportações iraquianas de petróleo foram em 2005 as mais baixas de sempre: 1,1 milhões de barris por dia, que se devem comparar com os 2,2 milhões por dia - o dobro - que o Iraque exportava antes de ser invadido pelos EUA.

Ou seja, os EUA conseguiram este feito notável: em 3 anos, diminuir para metade as exportações iraquianas do precioso combustível. É obra!

Mas há mais: sempre segundo a mesma notícia, os preços dos combustíveis no Iraque vão aumentar, em alguns casos para mais do triplo. Esse aumento dificultará ainda mais o acesso aos iraquianos de bens como a eletricidade e a água potável, que continuam a escassear cruelmente.

Ainda segundo a mesma notícia (aquilo deve ter sido escrito por algum anti-americano primário), os EUA não desejam continuar a ajudar a reconstrução do Iraque: quando acabar o dinheiro da última dotação que W pediu ao Congresso para o efeito, não haverá mais apoio. O Iraque será entregue à sua sorte, para desenvolver sem a ajuda americana, e com as suas parcas exportações petrolíferas, os tais sistemas de fornecimento de eletricidade e de água potável que a sua população cruelmente requer.

Balanço: um país, que já estava em péssimo estado, foi destruído pela invasão. A sua produção de petróleo, que já era pouca em face das enormes reservas existentes, foi diminuída para metade. O invasor, vendo que já não consegue corrigir a merda que fez, pira-se.

Retrato de Luís Lavoura

No debate "Prós & Contras" de ontem, Pacheco Pereira afirmou que é necessário que os portugueses se convençam de que precisam de trabalhar mais.

Eu trabalhei na Alemanha e nos Estados Unidos, e a minha experiência é que nesses países não se trabalha mais do que em Portugal. Bem pelo contrário. Aquilo que eu sempre considerei ser normal trabalhar, fazia na Alemanha figura de muito trabalho.

O que os portugueses precisam é de trabalhar melhor. Mas isso não depende, em grande parte, deles, em termos pessoais. Um indivíduo que trabalhe a carregar tijolos num carro-de-mão não produzirá grande coisa, por mais arduamente e por melhor que trabalhe. Trabalhar melhor implica trabalhar com melhores tecnologias, de forma mais inteligente, e para um mercado mais recetivo. E isso não é coisa que esteja no poder de decisão da maior parte dos trabalhadores.

Pacheco Pereira faria bem em apurar melhor a sua mensagem.

Retrato de Miguel Duarte

Num inquérito da BBC, eis os resultados sobre quem manda no Reino Unido:

1. Jose Manuel Barroso - 22%
2. Rupert Murdoch - 15%
3. Parliament - 14%
4. The British People - 12%
5. Gus O'Donnell - 10%
6. Terry Leahy - 7%
7. Tony Blair - 7%
8. Google - 6%
9. Gordon Brown - 4%
10. Shami Chakrabarti - 4%

Estes Ingleses estão loucos! ;)

Retrato de Miguel Duarte

A sondagem sobre os hábitos sexuais dos portugueses revela ainda que pelo menos uma em cada quatro mulheres (27,1 por cento) assume já ter feito uma ou mais abortos (interrupção voluntária da gravidez). Sic Online

É preciso dizer mais?

Já agora outros dados curiosos do mesmo estudo...

De acordo com a Única, "16 por cento dos homens recorrem frequente ou ocasionalmente à prostituição, enquanto apenas 0,8 por cento das mulheres admitem fazê-lo e sempre de modo ocasional".

Não será uma muito boa razão para legalizar esta actividade?

entre os que indicam a sua orientação homossexual ou bissexual, não há diferenças significativas entre os homens (7,3 por cento e 2,8 por cento, respectivamente) e as mulheres (6,8 por cento e três por cento, respectivamente)

Será justo descriminar 7% a 10% dos nossos cidadãos?