Metade deste blog corresponde a pegar no post do Hugo Garcia sobre educacao; a outra metade e' para tentar deixar claro que nao considero Cavaco Silva o candidato perfeito.

Considero que Cavaco Silva tem (pelo menos) duas fragilidades: excessivo tecnocratismo/economicismo e excessivo afastamento governante/governado.

Cavaco Silva e' um economista convicto, seguro e bem apoiado cientificamente. Admito que muito do seu pensamento e'-me incompreensivel. Cada um sabe das suas coisas e as minha formacao de base e o "autodidatismo" nao chegam. Nao tem mal nenhum, a sociedade sao muitas pessoas, cada um sabe das suas e e' preciso assumir a multidisciplinariedade e a complementaridade.

Mas parece-me que Cavaco Silva tem uma visao muitas vezes estreita sobre o Mundo. Eu nao duvido que Cavaco Silva sabe, ate' aos limites da ciencia economica, como gerar desenvolvimento, emprego, riqueza, etc. Mas ate' que ponto ele nao considera que a Economia e' uma ciencia politica quando apenas e' uma parte entre varias das actividades de um pais? E, dentro disto, ate' que ponto se consegue regular a felicidade das pessoas (e' isto que em ultima analise interessa) 'a custa das ferramentas economicas?

E' recorrente no seu discurso a nocao de Estado Redistributivo. Ou seja, e concordo plenamente, o Estado tem de ter algum peso para apoiar os desfavorecidos e, em simultaneo, reintroduzir estas pessoas na Economia, realimentando-a. Cavaco Silva esta' longe de ser neo-liberal e por vezes sinto que ha' ate' um certo pensamento de esquerda por ali.

Ha' aqui ate' uma certa convergencia (em termos de essencia mas nao conteudo) com Manuel Alegre quando diz que acredita que, p.ex., salarios altos sao, por si, uma forca de desenvolvimento. Mas enquanto Manuel Alegre o afirma por conviccao, Cavaco Silva afirma-lo-ia, digamos, matematicamente.

Mas mais uma vez, parece-me que consigo imaginar que a cabeca de Cavaco Silva ainda pensa em termos de equacoes, graficos e indicadores, mesmo quando ele pensa no Estado Redistributivo.

Posto isto, a questao central e' esta: onde estao as conviccoes de Cavaco Silva? Ate' que ponto Cavaco Silva deixa de falar como economista e transmite a sua conviccao pessoal, intima?

Daqui saem as duas fragilidades.

1. Excessivo economicismo.
E' assim que eu compreendo o tao discutido silencio de Cavaco Silva. Se o pensamento "matematico" for persistente em Cavaco Silva, nao ha', de facto, lugar a conviccoes -- apenas factos cientificos que nao vale a pena discutir.

E' a primeira fragilidade de Cavaco Silva: a excessiva economizacao da sociedade.

(...continua...)

Para mim, 90% da política tem a ver com educação.

O resto são feijões.

A maior parte dos problemas políticos seriam resolvidos com educação (ambiente, crime, pobreza, desemprego, saúde, etc.) e muitas decisões políticas acarretam uma mensagem relacionada com a educação ( aborto, eutanásia, casamento homossexual, etc.).

O que me leva a concluir que quem não está focado em educação está focado em feijões.

Vejamos então os nossos candidatos:

Cavaco Silva - quando era 1º ministro colocou uma pessoa extremamente competente a cortar nas despesas, Manuela Ferreira Leite, na Educação. E fê-lo porque era competente a cortar e não porque percebia de educação. já nessa altura a educação não era a prioridade. Agora mostrou-se contra a decisão de retirar os crucifixos das escolas. O que responde à pergunta: o que é mais importante?Novamente, não é a educação. A escola devia ser um local de integração e coesão social. O contexto religioso exclui essa hipótese.
Portanto Cavaco Silva opta pelos feijões.
Feijões 1 - Educação 0

Mário Soares - Como sabem, os adeptos da educação gostam de apostar em pessoas jovens. Que mensagem e que ideia transmite do país um senhor que ultrapassou os 80 anos. E que tal terem dado a hipótese a alguém mais jovem e dinâmico? Os jovens de hoje não se vão identificar de forma alguma com Mário Soares.
Feijões 2 - Educação 0

Manuel Alegre - Em Portugal o que não falta é o discurso do coitadinho. "Estão todos contra mim" "eu sou diferente dos outros todos" "eu vou fazer frente a toda a gente". Para votar em vítimas, prefiro os reality shows: os Big brothers e as quintas dos famosos. O exemplo que Manuel Alegre transmite é tudo o que Portugal não precisa. Precisamos de modelos que sejam positivos, optimistas e que consigam manter uma atitude positiva nos momentos adversos. Continuamos a feijões.
Feijões 3 - Educação 0

Francisco Louçã - hum, à partida menos mal. Uma figura admirada pelos jovens que muitos admiram e se sentem inspirados. Pena que a maioria dos jovens se sentem mais próximos de Louçã quando fumam um charro, ofendem alguém ou dizem palavrões do que quando lêem um livro. Se Francisco Louçã não fosse um homem inteligente até tinha desculpa. Mas é um homem inteligente que, infelizmente, optou pelos feijões.
Feijões 4 - Educação 0

Jerónimo de Sousa - Ideias fechadas combinadas com partidos que mantêm as mesmas pessoas no poder há decadas, pondo de lado os jovens, não significam para mim uma alternativa. Um partido que fecha a porta aos jovens e à mudança fecha a porta à educação.
Feijões 5 - Educação 0

E é por isto que, na primeira volta, vou votar em algum "pequeno". Se houver segunda volta, com muita pena minha, vou votar em branco.

Gostaria de votar num candidato que dissesse:

Votem em mim:
- porque sou Português, sou Europeu, sou um cidadão do Mundo.
- não estou aqui para me debater nem combater mas tentar ser o melhor candidato e presidente que conseguir.
- se eu não for eleito é porque não me consideram o melhor candidato e sou eu que tenho de me melhorar.
- porque ajudo os outros quando posso, devolvo o troco quando o empregado se engana e nunca viro as costas a um amigo.
- porque tolero a diferença e respeito as pessoas que são diferentes de mim mesmo quando não as entendo.
- porque não deito lixo para o chão, reciclo e utilizo transportes públicos quando posso.
- porque acredito na educação e acredito no ser Humano e todos os dias tento ser um bocadinho mais humano.
- mas acima de tudo porque acredito e vou fazer tudo para ser um bom exemplo para Portugal.

Manuel Alegre esta' a ser uma optima surpresa.

Acho que devo ser das pessoas que nunca levou a serio Manuel Alegre como politico. A unica coisa que me lembro dele foi por alturas da coincineracao (era Socrates min do Ambiente e Guterres PM) em que defendeu Souselas. Na altura, achei-o um tanto patetico. Acho que me enganei. Nao era patetico: era romantico.

Parece-me que MA e' simpatico aos olhos de todos (excepto do PS...) e esta inversao de imagem e' fruto nao de manipulacao via marketing mas por um manifesto de autenticidade.

Para alem de abanar completamente a politica portuguesa e o establishment, parece-me que esta' a injectar uma frescura e uma elevacao que sempre faz falta.

Desde logo, obrigou a esquerda toda a apresentar-se a votos. O BE chegou-se 'a frente e nao deixou alternativa ao PCP. Depois apresentou-se como candidato contra o PS, contra tudo e todos, e vai ombro a ombro com Mario Soares que ninguem percebe muito bem pq e' que se candidata (gosto da festa das eleicoes?).

Depois, e muito importante, MA discute, efectivamente ideias! Eu acho que nunca vi umas eleicoes assim: usa termos como "patria" (mas nao num sentido nacionalista), discute o papel dos partidos, diz que o PS tem de reencontrar o seu caminho com o fim da classe proletaria como se conhecia, encontrou formas alternativas de discutir as mesmas coisas (como o defice), etc.

E' uma frescura como ha' muito nao via.

Tb me faz lembrar Angela Merckel. Tb me parece que vai injectar uma certa frescura na politica europeia.

A unica razao pela qual (ainda?) nao decidi votar MA e' achar que Cavaco Silva, o tecnocrata competente, rigido, firme e incorruptivel, e' a pessoa certa para o estado actual das coisas lusas. E' certo que ainda o vejo como primeiro-ministro, mas e' tudo uma questao da pessoa certa para o lugar certo. Acho que CS se vai acomodar adequadamente ao lugar de PR, ao mesmo tempo que vai exercer uma influencia que ira' muito mais longe do que as meras mensagens 'a assembleia (em resposta a Pulido Valente). Alias, nao me espantava que a primeira coisa que fizesse fosse cancelar o disparate da Ota enquanto nao existirem estudos crediveis. Teria a legitimidade e o poder para o fazer, ao mesmo tempo que mantem uma certa nao-ingerencia no Governo.

Tb espero que Cavaco Silva va' muito mais alem do que os meros avisos e preocupacoes inconsequentes de Jorge Sampaio. Acho que um PR pode fazer mais do que discursos.

Seja como for, Manuel Alegre e', mais do que Cavaco Silva, o heroi destas eleicoes e a "patria" de que ele tanto fala, com tanto carinho e dedicacao, ja' lhe esta' agradecida.

Eu, pelo menos, estou.

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nota: recebi um mail de uma amiga que me deu a sensacao de que a candidatura de Manuel Alegre esta' com problemas em relacao a assinaturas. Caso nao saibam, sao necessarias 7500 assinaturas, com TODOS os dados do proponente e cada uma tem de ser autenticada na Justa de Freguesia. Um pesadelo! Dai ser tao complicado haver um candidato sem uma maquina partidaria por tras.

Retrato de Luís Lavoura

Enquanto nós aqui andamos entretidos a discutir o deficit do orçamento de Estado, o Japão -- cujo Estado tem um deficit quase tão grande como o do nosso -- anda mais preocupado com os problemas que potencialmente afetam, de facto, a vida da nação. O problema real, para o Japão, é o aumento do preço do petróleo. O primeiro-ministro do Japão é um tipo liberal e usa um corte de cabelo que lhe tem valido muitas críticas. Mas, em matérias sérias, o Japão usa o seu disciplinado estilo nacional: depois de, no Verão passado, ter lançado a campanha "no trabalho sem gravata" -- com o fim de se estar mais à fresca e, assim, não se precisar de pôr a temperatura do ar condicionado tão baixa -- neste Inverno o Japão leva a cabo a campanha "mais uma camisola", incentivando as pessoas a usar mais roupa por forma a que a temperatura do aquecimento possa ser regulada para um valor mais baixo.

O Japão não brinca em serviço. Tem uma economia muito mais eficiente em termos energéticos do que a Europa, mas já viu que não é suficiente. E disciplina é o forte dos nipónicos, mesmo que ideologicamente sejam liberais.

P.S. Eu por mim procuro nas lojas da especialidade um tecido bem grosso, mas 100% lã, para mandar fazer umas calças. No mercado não se encontam calças suficientemente quentes; ou são de algodão, que não é quente, ou são de lã cortada com fibras artificiais, ou são de lã demasiado fina. Nada como um bom tecido de lã pura para se obter umas calças quentes e confortáveis. Ficam caras por causa do alfaiate, mas acho que vale a pena.

Retrato de Miguel Duarte

Cavaco Silva manifestou-se ontem “surpreendido” com a notícia segundo a qual o Governo mandou retirar crucifixos das salas de aula, chamando a atenção para o facto de na sociedade “predominarem os valores do catolicismo” e “não se deve criar divisões onde elas não existem”.

In Correio da Manhã

Pois, e eu estou surpreendido com Cavaco Silva. O senhor acabou de perder o meu voto. Como alguns têm dito, Cavaco só tem a ganhar em estar calado. Um candidato que não defenda o respeito pela constituição não será um bom presidente.

Hoje é um dia histórico para o Movimento Liberal Social.
Demos entrada na IFLRY (International Federation of Liberal Youth), a organização que une as Juventudes Liberais a nível Mundial.

A partir deste momento já não estamos sozinhos, fazemos parte desta organização que toma como slogan "globalizando a Liberdade".

A partir de hoje conseguiremos organizar ou participar em muitas iniciativas internacionais. Os congressos, estágios sobre os vários temas da política internacional são uma escola para todos os grandes políticos e ao contrário da filosofia dos partidos existentes em Portugal é objectivo do Movimento Liberal Social ajudar a desenvolver os seus membros profissional e intelectualmente.

Ao colaborar com organizações de outros países sabemos que medidas políticas tiveram sucesso ou insucesso noutros países. Assim escusamos de estar a fazer asneiras que já foram cometidas noutros países e propomos alternativamente aquelas que tiveram sucesso.

A nível internacional os partidos Liberais conseguem ter muito menos corrupção e muito mais participação que os outros partidos graças a esta filosofia. Enquanto que a maioria das pessoas que entra para um partido conservador (direita ou esquerda) tem como objectivo principal alcançar um posto no governo, num partido liberal o membro tem como objectivo desenvolver-se e ter grandes experiências.

Esta grande vitória deve-se sobretudo ao Maurits que está neste momento na Macedónia.
O Maurits é o nosso vice-presidente responsável pelo departamento de relações internacionais. O seu país Natal é a Holanda, que é um dos países considerados mais liberais a nível mundial. Antes de vir para o MLS, O Maurits era Tesoureiro no D66, o partido liberal centro esquerda da Holanda e que está actualmente no governo em coligação com o VVD, partido Liberal centro direita.

Obrigado Maurits e Parabéns a todos os Liberais Sociais.

A última data assinalada no calendário gregoriano como totalmente prescrita, revestiu-se de uma importância fulcral, embora frequentemente negligenciada, no desenvolvimento de uma economia de mercado (embora de tendência socializante e estatísta) assente num sistema democrático de defesa dos direitos e liberdades individuais (fortemente atacado, presentemente, pelos corporativismos, pelo lobbying e pelo deficitário acesso à justiça).

Dessa forma, registo a efeméride, com uma referência - ligeiramente sarcástica, reconheço, mas razoavelmente fiel ao nosso revolucionário passado recente.

Retrato de Luís Lavoura

Alguns liberais pretendem eximir-se de dar opinião sobre temas "fraturantes", por exemplo o casamento homossexual, a poligamia, etc, alegando que o casamento é um contrato privado.

Só que, precisamente, o casamento NÃO é um contrato privado. É um contrato com a sociedade, representada pelo Estado.

A generalidade dos contratos, em rigor, não são privados. Têm como terceira pessoa o Estado, que aparece como garantia desses contratos. Por exemplo, quando uma pessoa assina um contrato-promessa-de-compra-e-venda de uma casa com outra pessoa, fá-lo no notário, e o Estado constitui-se como garantia de que esse contrato será cumprido.

Há, então, dois tipos de contrato: aqueles que o Estado aceita garantir - isto é, aqueles em que o Estado se compromete a perseguir, com o sistema judicial e punitivo, quem não os cumpra - e aqueles que o Estado não garante.

Por outro lado, no casamento o Estado não aparece apenas como garantia do contrato. Ele aparece também como parte interveniente, que confere direitos acrescidos a quem assina o contrato. Nomeadamente o direito à herança, mas também o direito a cuidar dos filhos do cônjuge em caso de morte deste, o direito à habitação do cônjuge, etc. Se uma pessoa se casa, o seu cônjuge passa a ter automaticamente direito à herança dessa pessoa. O que é, naturalmente, muito importante, porque qualquer um de nós pode morrer a qualquer momento - ao atravessar uma rua, por exemplo.

Portanto: o Estado tem que definir quais os contratos aos quais dá cobertura legal, e quais os direitos que esses contratos conferem automaticamente a quem os assina. Não se trata de questões em que o Estado é ou possa ser neutro.

Francisco Louca foi de um extremo mau gosto em relacao 'a Ministra da Educacao e ao sec. Estado Valter Lemos.

Em relacao 'a polemica das faltas dos professores, invocou como argumento as faltas na Camara Municipal do sec. Estado (enquanto vereador).

Francisco Louca pode ter toda a razao do mundo em relacao 'as politicas de Educacao actuais. Nao e' isso que quero discutir. Apenas quero discutir a dignidade com que se discute os assuntos de Estado.

O que Francisco Louca parece dizer e' que, se Valter Lemos falta, os professores tb podem faltar.

Onde e' que esta' aqui a relevancia para a Educacao as faltas que V.L. deu na Camara?

Se as deu, e agora desmente, deve realmente apresentar um pedido de desculpas (no minimo). Mas isso e' outro assunto que nao tem nada a ver com a Educacao. Muito menos da' justificacao para os professores faltarem muito ou pouco.

'As vezes da'-me a sensacao que Francisco Louca tem uma especie de rancor que o cega totalmente em certos momentos.

No famoso debate com Paulo Portas, a proposito do aborto, da homossexualidade de Portas e com o "voce nao sabe o que e' gerar uma vida", F. Louca parece ter tido outro momento de furia rancorosa.

Neste caso, F.Louca capitalizou politicamente o mau-gosto. E' que agora ja' nao se fala em mais nada para alem das faltas de V.Lemos. E ja' agora, deve ter sido um descanso tb para a Min. da Educacao pq ninguem a parece incomodar mais.

Apetece-me dizer o que disse qdo Santana Lopes subiu a Primeiro-Ministro: se F. Louca e' eleito, emigro.

O Vaticano acabou de emitir a "Instrucao" que regula a entrada de gays no sacerdocio. Proibe o acesso ao sacerdocio a todos aqueles que, pelo menos ha' 3 anos nao "ultrapassaram" a perturbacao.

Eu nao sou catolico e a relacao mais especial com a Igreja Catolica vem de viver em Portugal e numa familia catolica. Mas sempre me esforcei por considerar a Igreja como mais uma religiao. Principalmente num Estado que se considera laico.

Um tema semelhante a este e' o sacerdocio feminino. Nao o defendo e, por conseguinte, defendo que o sacerdocio deve ser exclusivo para homens. Igualmente defendo o celibato dos padres. Entre outras coisas. Acho que nestes pontos, a Igreja tem uma posicao coerente.

E isto por uma razao muito simples. Tanto o sacerdocio para mulheres como o celibato sao caracteristicas muito originais da Igreja Catolica. E' que a Religiao, em geral, e' um mundo diferente, que se rege por regras muito proprias, supostamente emanadas de uma entidade superior. Por isso, conceitos como igualdade de oportunidades apenas fazem sentido numa sociedade laica.

Se a ideia e' alterar estes dogmas (ou la o que e'), entao deixa de ser Igreja Catolica e passa a ser outra Igreja qq. Mas e' preciso compreender que qualquer religiao emana nao dos fieis mas de entidades superiores. Igualdade entre sexos nao faz sentido.

A questao dos homossexuais e' diferente. Sou heterossexual pleno e uso a minha experiencia sexual para conseguir compreender a homossexualidade. O esforco que faco e' tao-somente este: assim como eu me sinto atraido por mulheres, um gay sente-se atraido por homens. Mas assim como eu nao decidi o sexo pelo qual me sentiria atraido, um gay tb nao o fez. Nao se trata de opcoes (na maior parte dos casos) -- trata-se de biologia, da irredutivel condicao biologica que compoe a essencia humana.

E' por isso que esta posicao da Igreja e' absolutamente retrograda: assume que a homossexualidade e' uma perturbacao e que a heterossexualidade e' natural.

A Igreja tem de compreender que a orientacao sexual nao e' propriamente uma escolha racional mas uma imposicao essencialmente biologica, assim como a minha heterossexualidade o e'.