Hotel Atlantis Sintra Estoril, Estr. Nac. 9 - km 6

Sábado - 17 de Setembro

14:00 - Abertura dos trabalhos
14:30 - Discussão sobre moções apresentadas
16:30 - Coffee-Break
18:30 - Encerramento do debate sobre as moções
19:30 - Encontro no Bairro Alto para jantar e acção de divulgação do MLS
21:30 - Debate de ideias e convívio

Domingo - 18 de Setembro

10:00 - Abertura dos trabalhos
- Votação de Promoção de Sócios Aderentes a Sócios Efectivos;
- Eleição de novo 1º Secretário da Assembleia Geral;
- Eleição de novo Tesoureiro;
- Votação de moções discutidas no dia 17.

12:00 - Coffe-Break
- Ponto de situação do MLS.
- Discussão dos objectivos, estratégias e plano do MLS para o 2º semestre;
- Discussão e votação de propostas de alteração à Declaração de Princípios.

14:00 - Almoço

O custo de participação é de 10 €, destinados a cobrir o aluguer da sala, almoço (no Domingo) e coffee-breaks (em ambos os dias).

Para que se possa planear convenientemente as refeições e coffee-breaks, pede-se que nos seja enviado até sexta-feira uma confirmação de presença no evento, por email para [email protected] ou por telefone para o 966075978, sendo que a presença está aberta a todos os sócios e a simpatizantes do MLS. O pagamento poderá ser feito no local.

Por forma a garantir o acesso ao evento a todos aqueles que não tenham viatura própria para se deslocar para o local, temos voluntários que estão disponíveis para recolher em Lisboa, ou Oeiras, todos aqueles que necessitem de transporte para o evento. Sendo para tal, apenas necessário que nos indiquem esta necessidade no momento da vossa reserva. Para membros que residam fora de Lisboa, desde que exista um aviso com a devida antecedência, também é possível assegurar-se alojamento na residência de algum dos membros do MLS de Lisboa, para a noite de 17 para 18 de Setembro.

A ler, hoje no Público, "O tão incompreendido e maltratado liberalismo" por Luís Cabral de Moncada. Alguns excertos:

«[O] liberalismo não é a ausência de valores, tudo reduzido à utilidade nem é o reino exclusivo do mercado. O liberalismo é também político e moral, como se dizia, e isso significa a abertura à contribuição diferenciada de cada um dentro de uma perspectiva de respeito pelo próximo ou seja, de tolerância, como diziam os clássicos, de Locke a Voltaire e a Tocqueville. E a tolerância é, claro está, um valor moral porque pressupõe que se encare o próximo como pessoa, capaz de um contributo diferente do nosso para o património comum mas nem por isso menos válido, à medida do desenvolvimento da personalidade de cada um, ao [mesmo] tempo que pressupõe a aceitação dos resultados daquele contributo.»

«(...)o liberalismo político e moral é, mais do que qualquer outra [corrente de opinião], uma atitude racional na esteira do que de melhor nos legou a modernidade, dúvida metódica perante os lugares-comuns ideológicos, construção racional das coisas a partir de postulados críticos e evidentes, renúncia a totalitarismos explicativos e legitimatórios.»

(Actualizado)

Aproximam-se as eleições autárquicas. É altura de discursos e promessas. De inaugurações e de sorrisos políticos (particularmente) abertos. Tempo de novas reivindicações (e de renovação das velhas), de autocolantes, electrodomésticos (terá sido verdade?) e bandeirinhas. Hora, muitas vezes, de perigosa descredibilização do sistema político.
Em contexto de profunda mudança do papel das autarquias (em que elas se podem ou não afirmar como promotores de desenvolvimento) e de fortes limitações orçamentais, é cada vez mais importante a definição, em conjunto com a população e os restantes actores de desenvolvimento regional, de prioridades de acção pública local. O que quer a população dos seus autarcas? Como ajustar as esferas públicas a um mundo em transformação, permitindo que a Administração seja ao mesmo tempo criativa e reconhecida? Qual é o nosso projecto colectivo? O que nos mobiliza? Estas são algumas das perguntas que eu gostaria de, pelo menos, ver consideradas e debatidas durante a próxima campanha eleitoral.
Para decidir o meu voto, vou procurar ideias e projectos para a região. Alguém que lance desafios à população e aos actores de desenvolvimento. Que perceba a importância da economia e a crescente competição (também, e cada vez mais, entre autarquias) na captação e manutenção de conhecimentos, talentos e investimentos. Alguém que associe estratégia e actores, públicos e privados, cooperativos e empresariais. Que diga o que quer fazer e com quem quer fazer. Que promova a participação dos actores, comprometendo-os e co-responsabilizando-os pelo futuro. Que perceba que a inteligência colectiva de uma região não se limita, longe disso, ao sector público. E que dessa percepção retire conclusões. Alguém que, no fundo, acredite, em permanência e sem hesitações, que o “amanhã não será como ontem, será novo e dependerá de nós”.
[1] Extracto de “Phénoménologie du temps et prospective” (Gaston Berger, 1964).

A candidatura de Soares deixou-me encavacado.

Tem-se centrado tudo em questões presentes, ou é as presidenciais, ou é o futebol, as presidenciais pouco farão por nós, e o futebol nada faz de relevante na sociedade, a não ser certos maridos que depois voltam a casa e mal tratam a família quando o seu clube perde. E ficam por se ver as visões para o futuro, projectos e ideias para a nossa sociedade e respectiva economia. Apresentam-se estudos de outros sobre viabilidade de empreendimentos, apresentam-se valores que outros dizem ter investigado, apresenta-se faz-se diz-se tudo o que outros dizem e fazem, mas nada de novo se cria, nenhum estudo novo se cria, tudo o que fazemos em Portugal é falar do que todos os outros já falam... criatividade ZERO, pro-actividade ZERO, originalidade ZERO.

Poderia parecer que o que aqui escrevo é exagero, mas é apenas baseado depois de saber as perspectivas do maior especialista mundial em bancos de energia Matthew Simmons que não é contestado por ninguém da área quando diz que o petróleo já está na curva descendente neste preciso momento. Ele avisa que está para decrescer e que jamais o mundo terá capacidade de dar resposta à falta de energia que aí vem, e iremos viver em anos de marasmo social.

Como será viver no futuro?

O futuro depende da energia, fóssil acima de tudo, o hidrogénio jamais colmatará as falhas que o petróleo vai deixar, todos têm medo de mexer mais na energia nuclear pois a sociedade não gosta tem custos associados e futuro incerto, o vento e as barragens jamais se conseguem criar em espaços de tempo para compensar a perda do petróleo... Pois a evolução de energias alternativas sejam elas quais forem nunca conseguirão em 10 anos substituir o petróleo que se perde em 5 anos. A curva do petróleo chegou aos limites, entre este ano e 2012 tudo aponta para que a produção comece a descendência, e os preços ao contrário de outras épocas estão em aumento progressivo nos últimos 5 anos, aumentando em pouquíssimo tempo de 25 dólares para 65 dólares o barril, mais do dobro.

Tudo o que consumimos é transportado, tudo o que produzimos usa energia(mais de 80% produzida por combustíveis fósseis), e os transportes irão ficar tão caros que jamais alguém irá mais comprar produtos que estejam a mais de 1000Km devido ao preço da energia para o transporte. Construímos dormitórios à volta das cidades porque ir para o trabalho de carro não é um custo muito alto, os grandes centros comerciais a Kms de nossas casas são usados pois vamos de carro ou transportes ainda com preços acessíveis de deslocação. Mas daqui a 15 anos isto começará a desaparecer como forma de vida, daqui a 25 anos é quase garantido que o petróleo que existir será tão baixo que dificilmente Portugal poderá competir com os primeiros da lista a receberem barris do médio oriente como EUA e China, cujos já estão em "guerra" pelo fornecimento vindo da Arábia Saudita. Os EUA já se preparam, já começaram a estratégia de controlo de países com petróleo para que as suas reservas se mantenham em valores o mais benéficos possível. Já olham para outros países do médio oriente para provável invasão e decorrente controlo, os EUA já avisaram a população que a guerra e a deslocação de soldados no médio oriente não tem fim à vista... os EUA não lutam por ideais nem por valores ou religião, eles lutam pela economia,
pelo controlo da energia.

As alternativas darão conta do recado?

Como será a sociedade depois? O vento, o sol, a água, e o hidrogénio (cujo precisa de energia para ser produzido e está longe de ser alternativa) poderiam ser soluções, mas só o seriam se já estivéssemos a investir neles desde os anos 80, pois para termos infra-estruturas para compensar o petróleo falamos de 40 ou mais anos de investimento investigação e construções (o petróleo como é hoje deixará de ser de fácil aquisição já nos próximos 20 anos), e não é só Portugal são todos os outros países também mesmo os norte Europeus, e em muitos maus lençóis os EUA.

Voltar ao desenvolvimento local.

As populações terão de desenvolver tudo localmente pois as deslocações com veículos será caríssima tanto para transporte de bens como para transporte de pessoas para o trabalho. Os bairros terão mais pessoas a deslocarem-se a pé e de bicicleta, terão de desenvolver esforços para criar tudo o que consomem o mais localmente possível, os grandes centros comerciais deixarão de ter os clientes de hoje, e o comércio local será a grande força de vivência das populações. Se hoje 1Km poderá custar 0.05 cêntimos em combustível daqui a 20 anos poderá valer mais que 1 hora de parque num
centro comercial.

Resumindo, o mundo como o vemos agora passará por um marasmo, onde a globalização terá um ferimento quase fatal. Os empregos e a forma de deslocação aos mesmos irão mudar, a agricultura nos países desenvolvidos terá um aumento quando todos menos esperavam pois terão de cultivar muito mais para própria subsistência, o desenvolvimento local será a parte mais importante da nossa vida diária ao contrário dos dias de hoje. Os jornais nacionais darão espaço para os jornais locais, os autores de best sellers nacionais e internacionais terão de se contentar com os best sellers locais e fazerem trabalho extra escrita, tudo terá uma forma de funcionamento
diferente que deve desde já ser preparada.

Poderíamos pensar em soluções para que nos próximos 20 anos as pequenas vilas e aldeias ficassem independentes da energia para consumo caseiro? Criar soluções de vivência em comunidade onde a energia é rara? Manuais de desenvolvimento em comunidades pequenas para a sua independência?

Isto requer um grupo de estudo de pessoas com capacidade de visão, e entendimento nas várias áreas de actuação.

Na próxima 4ªfeira, 31.08.2005 pelas 21:00, terá lugar mais uma
tertúlia.

O tema será:
Partidos politicos brasileiros e o fenómeno Lula-PT

Convidado Especial:
Jorge Gustavo
Universidade Regional de Blumenau - Santa Catarina

Caros membros e simpatizantes,

Na próxima 4ªfeira, 31.08.2005 pelas 21:00, terá lugar mais uma
tertúlia no espaço "Loucos e Sonhadores", Travessa Conde Soure, nº 2
(Junto à Ler
Devagar) no Bairro Alto.

O tema será:
Partidos politicos brasileiros e o fenómeno Lula-PT

Convidado Especial:
Jorge Gustavo
Universidade Regional de Blumenau - Santa Catarina

Participação aberta a todos os interessados.

Luís Guerreiro

MLS-Secretário

O combate que se trava hoje nos um pouco em todo o mundo Ocidental, com especial intensidade nos Estados Unidos, apesar do que é propagandeado, não é um combate essencialmente cultural. Repito. Não se trata essencialmente de um combate de entre duas culturas divergentes.

Nem sempre “conservadores” e “liberais” (eu explico as aspas no fim*) se regem por códigos diferentes, e nem sempre os valores que respeitam em áreas como a política, economia, justiça, etc, são tão dissimilares como isso. É claro que nos dois extremos do espectro pode-se dizer que são diametralmente opostos. Mas isso é, na minha opinião, não é essa a natureza da questão do liberalismo - conservadorismo.

Para perceber do que falo é melhor ver o que regra geral aparece nos meios de comunicação como exemplos da tal luta cultural (que na maior parte das vezes os jornalistas não têm a capacidade ou vontade de por em perspectiva). Veja-se o exemplo da religião V. estado que é sempre desenhada como uma luta entre fieis e ateus (e as respectivas organizações) quando o que está em questão não são as respectivas diferenças de crença mas sim a influência que a religião deve ter para o cidadão comum. Ou o tema da sexualidade, em que se põe a questão como se o objectivo fosse a definição de normalidade quando o verdadeiro problema é sim a definição do poder que a comunidade tem (ou não) para definir padrões comportamentais.

As questões essenciais que emergem destes dois exemplos (e de muitos outros que podia ter escolhido) são sempre as mesmas: o individuo e colectivo. Maiorias e minorias. Direitos e limites. A imagem que sempre se passou sobre todos estes temas está errada. Sempre quiseram fazer crer que se está a discutir moral, quando na realidade se está a discutir autonomia individual.

A grande confusão que surgiu de todos estes temas actuais foi que as pessoas habituaram-se a pensar numa lógica colectiva, a pensar em reposta para a sociedade em geral em vez de pensarem em respostas para si. O problema nunca é a forma como gerimos as acções que só a nós nos dizem respeito mas sim quando procuramos razões para justificar a colonização intelectual dos outros e quando usamos meios para criar uma ortodoxia.

Como disse anteriormente não é uma guerra de cultura mas sim uma guerra muito mais antiga e que tem ocupado o “palco” desde o começo da idade moderna (talvez mesmo antes sobre formas menos óbvias), é um conflicto entre aqueles que acreditam em visões (impossíveis) de simplicidade e uniformidade e aqueles que aprenderam a viver com um mundo complexo e diverso em que a verdadeira ameaça não é a pessoa que discorda do que dizemos mas sim aquela que nos quer impedir de fazermos as nossas próprias escolhas.

*Parece-me claro quanto a mim que as definições correctas de liberal e conservador não assentam tanto no que o individuo acredita ou pensa mas sim no seu respeito pela individualidade.

* Concordo\n* Não concordo\n* Há muitos pormenores por definir antes de se poder dizer sim ou não\n

O combate à fraude fiscal é hoje uma mera ilusão.
Hoje todos os políticos sabem que acabando com a fraude fiscal vamos aniquilar tudo o que resta da estrutura empresarial em Portugal. O desemprego irá subir ainda mais, o investimento vai descer e atingiremos o fosso económico apelidado de estagflação.
Muitas empresas apenas se mantêm em Portugal porque conseguem fugir aos impostos, outras tantas há que se forem obrigadas a pagar os impostos adequados, simplesmente fecham as suas portas.
Já as empresas que pagam os seus impostos têm entre os seus clientes os que fogem e por isso saem igualmente prejudicados com o seu encerramento.
E o pior de todo este cenário é que há socialistas e sociais-democratas que vêem este argumento como uma justificação para não cobrar os impostos e permitir a fuga ao fisco.
A verdade é que nós temos um nível de impostos completamente insustentável e fugir aos impostos é hoje mais rentável do que ser eficiente na actividade que se pratica. E é lógico para qualquer pessoa que a nossa economia não pode ser baseada em fuga aos impostos.
A única solução é acompanhar o combate à evasão fiscal da descida dos impostos, mas ainda essa será pouco. Se por outro lado, formos gastar o dinheiro em iniciativas que só têm retorno passado 10 anos estamos a condenar o país à falência. É imperativo reduzir a despesa pública para valores aceitáveis.
Para se conseguir fazer na sociedade um bom trabalho social primeiro precisamos de potenciar o emprego e criar riqueza para sustentar as várias iniciativas. Só aí podemos fazer uma diferença a nível de garantir mais direitos e mais justiça social.
A base para a nossa economia tem de ser baseada em Justiça e Eficiência e o sistema que temos actualmente não nos permite nenhuma delas.