O combate à fraude fiscal é hoje uma mera ilusão.
Hoje todos os políticos sabem que acabando com a fraude fiscal vamos aniquilar tudo o que resta da estrutura empresarial em Portugal. O desemprego irá subir ainda mais, o investimento vai descer e atingiremos o fosso económico apelidado de estagflação.
Muitas empresas apenas se mantêm em Portugal porque conseguem fugir aos impostos, outras tantas há que se forem obrigadas a pagar os impostos adequados, simplesmente fecham as suas portas.
Já as empresas que pagam os seus impostos têm entre os seus clientes os que fogem e por isso saem igualmente prejudicados com o seu encerramento.
E o pior de todo este cenário é que há socialistas e sociais-democratas que vêem este argumento como uma justificação para não cobrar os impostos e permitir a fuga ao fisco.
A verdade é que nós temos um nível de impostos completamente insustentável e fugir aos impostos é hoje mais rentável do que ser eficiente na actividade que se pratica. E é lógico para qualquer pessoa que a nossa economia não pode ser baseada em fuga aos impostos.
A única solução é acompanhar o combate à evasão fiscal da descida dos impostos, mas ainda essa será pouco. Se por outro lado, formos gastar o dinheiro em iniciativas que só têm retorno passado 10 anos estamos a condenar o país à falência. É imperativo reduzir a despesa pública para valores aceitáveis.
Para se conseguir fazer na sociedade um bom trabalho social primeiro precisamos de potenciar o emprego e criar riqueza para sustentar as várias iniciativas. Só aí podemos fazer uma diferença a nível de garantir mais direitos e mais justiça social.
A base para a nossa economia tem de ser baseada em Justiça e Eficiência e o sistema que temos actualmente não nos permite nenhuma delas.

Retrato de Miguel Duarte

Já se falou aqui muito em elefantes brancos, uma espécie de elefantes, que ao contrário de outros, infelizmente, está muito longe da extinção. Hoje, não vou escrever sobre os portugueses, que se têm reproduzido muito bem, graças a políticos como o Santana Lopes e José Sócrates, mas dos Gregos! :)

Eram investimentos mesmo necessários para o país:

It would have been worth it even if the cost had been double what we paid, says Spyros Cladas, who goes by the Orwellian title of General Secretary of Olympic Utilisation. The benefits were material with new infrastructure, but also (the Olympics) gave Greece a new identity and better recognition.


Mas parece que houve alguma falta de planeamento:

A senior government official once admitted to me that the only plan he had seen prior to the Games simply had "conference centre" marked next to a list of almost every facility. To make matters worse, the authorities failed to see the wisdom of constructing temporary venues for some sports, as previous Olympic host cities have done. Everything in Athens is set in concrete, even the facilities for sports which are of minimal interest to the average Greek, such as baseball, softball and hockey. These are three of the immaculate stadiums now standing idle at the Hellinikon complex. They are top quality buildings each and every one. At the baseball stadium the sprinklers pump out gallons of water every day to keep the grass in perfect condition. But the bright blue plastic seats are all empty and nobody knows when or if they will ever be filled again.


Isto faz-me lembrar tanta coisa. Dá-me uma sensação de coisas que já vi em algum lado. Graças ao excelente Governo Grego, os cidadãos gregos têm agora imensos estádios, em Atenas, que não utilizam e ainda precisam de pagar por eles:

My government asks us to pay 100 million euros ($121m) per year from our taxes (to maintain the Olympic venues) and I don't use them, I don't see them, I don't go there as a viewer or as an athlete. Nobody uses them and nobody tells you what's going to happen next year. Wouldn't you get mad?


A minha grande conclusão é que o Governo Grego também nunca ouviu falar de "estudos financeiros". Será que não podíamos aprender um pouco com os outros, para variar?

Nota: As citações foram retiradas de um artigo da BBC News

* Sim\n* Não\n* Depende\n* Não sei\n

A Fátima não é capaz de estar muito tempo calada sem mandar mais um daqueles brilhantes comentários.
Agora veio dizer que se tivesse imunidade política, jamais a utilizaria. Segundo esta senhora de grandes valores, utilizar imunidade política é uma grande falha de moralidade.
Fugir do pais num porta-bagagens para apanhar um avião em Espanha até ao Brasil é aceitável e compreensível, mas utilizar o direito concedido de imunidade política era completamente imoral.

Não percam o próximo episódio,
porque nós TAMBÉM NÃO !

Retrato de Miguel Duarte

A decisão política está tomada e José Sócrates já assumiu que vai avançar com a construção de um novo aeroporto internacional na Ota. Mas só agora, com o lançamento de um concurso público para seleccionar o novo consultor financeiro que desenvolverá os estudos de viabilidade económica do projecto, é que se irão dar os primeiros passos para aferir se o investimento representa uma boa aplicação dos recursos económicos e tem condições para ser um sucesso.


Fonte: Público

Só tenho uma palavra: Demissão

Quem se prepara para gastar entre 2.500 a 4.500 milhões de € sem qualquer estudo económico não é merecedor da confiança de quem quer que seja. Decisões deste nível têm que ter fundamentação económica, é o nosso dinheiro (de contribuintes) e o nosso futuro que está em jogo.

Hoje a nossa função publica deu-me mais um banho de realidade.
Precisava de ir à segurança social e aproveitei para ir à loja do cidadão onde tudo é super-rapido... ou não...
Sabendo já de um grande atraso fui as 3:30 da tarde antes de ir visitar um cliente.
Assim tinha tempo para ir ao cliente voltar ao emprego, esperar pelas seis horas e voltar lá para ser atendido.
Qual não foi o meu espanto quando la cheguei e me disseram que já não davam mais senhas. Faltavam QUATRO HORAS para o encerramento, as 19:30 e já não davam mais senhas. Estamos em pleno Agosto, há pouca gente em Lisboa e eles têm uma fila de espera de mais de QUATRO HORAS e interrompem assim a distribuição de senhas.
Quando Portugal tem uma função pública de uma dimensão exorbitante, como é possivel que demorem tanto para nos atender?
A resposta que me deram foi: tem de vir amanhã o mais cedo possível. Concluem eles que eu não tenho mais nada que fazer, tenho como profissão ser cliente da função pública.
Isso porque Portugal vive inteiramente para a função publica.
Quando a grande fatia da riqueza gerada em Portugal é utilizada para alimentar o estado e a função publica, devemos concluir que todos estamos ao seu dispor e trabalhamos para esta.
Afinal não é a função publica que serve o país, é o país que serve a função publica.

Mas eu nem pedi segurança social nenhuma. Com os gastos que o nosso estado tem, com o tempo que nós perdemos de trabalho para tratar destes assunto e com a ineficiência do serviço como seria possível não termos uma segurança social falida?

Eu não quero ter segurança social, eu não quero ter mais um cartão na carteira, não quero mais um número para preencher, não quero tirar mais essa fotocopia, nem mais um assunto para ter que me chatear ocasionalmente.

Quero a liberdade de abdicar da segurança social.


Saldanha Residence - Zona de Refeições
Retrato de Luís Lavoura

Durante os próximos 3 anos, subsídio fiscal até 250 euros a quem compre um computador pessoal. Justificação: apoio à sociedade de informação.

Muitas pessoas compram um computador só para jogar. Ou então para escrever cartas em word. Ou então para fazer cálculos em excel. Ter um computador de forma nenhuma significa que se participe na sociedade da informação.

(Pode também ter-se um computador só para blogar...)

É este tipo de atividades que, indiretamente, o governo pretende agora subsidiar.

E há boa justificação? Não. Os computadores são (cada vez mais) baratos. Caro é o software, e a utilização da internet. O hardware, o computador, é barato, pelo que não se justifica ajudar na sua compra.

Mais um disparate, cheio de boas intenções, do governo.

Retrato de Luís Lavoura

Chegaram ontem a Cabul, num grande avião militar de carga, os boletins de voto para as próximas eleições afegãs. Os boletins foram impressos na Inglaterra e na Áustria.

Pergunto: não haverá no Afeganistão tipografias capazes de imprimir boletins de voto? Não ficaria muito mais barato imprimir os boletins de voto localmente, do que fazê-lo na Europa e depois tansportar os impressos, de avião, para o Afeganistão? Alternativamente, se no Afeganistão nem tipografias há, não as haverá mesmo ao lado, na Índia ou no Irão, países que organizam regularmente as suas próprias eleições?

Parece claro que, até em matéria da impressão de boletins de voto, a ajuda internacional é uma forma encapotada de os Estados europeus subsidiarem as suas indústrias. Neste caso, o subsídio dirige-se às tipografias inglesas e austríacas. Em detrimento do apoio à construção de uma economia local.